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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Acantose nigricante

Padrão inflamatório(acanthosis nigricans, acantose nigricante maligna)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Placas simétricas escuras, espessadas e aveludadas nas flexuras, sobretudo no pescoço e nas axilas, com hiperceratose, papilomatose e acantose à histopatologia.

A forma benigna é marcador clínico de resistência insulínica e associa-se a obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome dos ovários policísticos.

A forma maligna é dermatose paraneoplásica obrigatória: início súbito, extensa e grave, em indivíduo magro e sem endocrinopatia, com acometimento de mucosas e palmas em tripa, e aponta para adenocarcinoma gástrico.

Separar as duas formas é a decisão clínica que a lesão exige.

Epidemiologia

A acantose nigricante foi detectada em 19,4% de 1.730 indivíduos de 7 a 65 anos atendidos na atenção primária.

Os portadores tiveram o dobro de chance de ter diabetes tipo 2 (35,4% contra 17,6%).

A prevalência vem aumentando com a incidência de diabetes tipo 2 e de obesidade.

Ocorre igualmente nos dois sexos e é mais comum em fototipos altos.

A forma maligna acomete adultos com média de 40 anos, e mais de 95% dos tumores associados são adenocarcinomas.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Obesidade e sobrepeso
  • Síndrome metabólica
  • Sedentarismo
  • Resistência insulínica e diabetes tipo 2, na forma benigna
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Adenocarcinoma gástrico e demais tumores do trato gastrointestinal e geniturinário, na forma maligna
  • Câncer de pulmão, mama e ovário, na forma maligna
  • Sinal de Leser-Trélat, palmas em tripa e papilomatose cutânea florida, na forma maligna

Patogênese

Forma benigna:

As concentrações altas de insulina ativam receptores de IGF-1 em queratinócitos e fibroblastos e induzem proliferação epidérmica.

Forma maligna:

Fatores liberados pelo tumor induzem a proliferação epidérmica.

O TGF-alfa liga-se ao receptor do fator de crescimento epidérmico e ativa as vias MAPK e ERK.

O receptor do fator de crescimento epidérmico é demonstrado em queratinócitos basais e suprabasais, e a atividade da ERK está aumentada nas amostras de pele.

Participam também IGF-1, FGF e hormônio estimulador de melanócitos.

Os mesmos fatores explicam o sinal de Leser-Trélat e as palmas em tripa.

Clínica

  • Placas simétricas, escuras, espessadas e aveludadas
  • Pescoço, axilas, virilhas e demais flexuras
  • Acrocórdons sobre as placas ou ao redor delas

Acantose nigricante maligna

  • início súbito, extensa e grave, em indivíduo não obeso e sem endocrinopatia
  • hiperpigmentação simétrica de axilas e pescoço, que evolui rapidamente para placas verrucosas aveludadas circundadas de acrocórdons
  • acometimento das mucosas oral, anal e genital, com pápulas verrucosas normocrômicas, achado raro e de alto valor
  • palmas em tripa (paquidermatoglifia adquirida) em até 25% dos casos
  • papilomatose cutânea florida
  • sinal de Leser-Trélat concomitante
  • glossite, prurido generalizado e perda de peso

Classificação

  • Benigna: instalação lenta, início precoce na vida, ligada a obesidade e resistência insulínica
  • Maligna: início súbito, evolução rápida, em indivíduo magro e sem endocrinopatia, com acometimento de mucosas e palmas em tripa
  • Induzida por fármacos

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Complicações e cuidados

  • Impacto estético e psicossocial
  • Na forma maligna, o prognóstico é o do tumor

Prognóstico

Na forma benigna, as lesões melhoram com a perda de peso e com o controle da resistência insulínica, mas a resposta é variável e lenta.

Na forma maligna, o prognóstico é o do tumor; as lesões costumam regredir com o tratamento da neoplasia e podem reaparecer na recidiva, funcionando como alerta precoce de recorrência.

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Referências

  1. Cutaneous manifestations of diabetes mellitus: a narrative review. Einstein (São Paulo). 2025.
  2. Paraneoplastic dermatoses: a brief general review and an extensive analysis of paraneoplastic pemphigus and paraneoplastic dermatomyositis. International Journal of Molecular Sciences. 2020.
  3. Skin manifestations associated with systemic diseases - Part II. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2021.

Achados (clique para explorar)

placalesão acastanhadalesão hipercrômicaáreas flexuraisregião axilarsuperfície verrucosalesão áspera à palpaçãomucosa oralregião intertriginosa
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