Alopecia androgenética
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Conceito
Alopecia androgenética é uma alopecia não cicatricial, progressiva e geneticamente determinada, caracterizada por miniaturização folicular.
É a causa mais comum de perda capilar progressiva em homens e mulheres.
Epidemiologia
A prevalência aumenta com a idade.
Acomete cerca de 80 por cento dos homens e 50 por cento das mulheres até os 70 anos.
Fatores de risco
- História familiar aumenta o risco.
- A idade é fator importante, pela maior prevalência com o passar dos anos.
- Nos homens, maior sensibilidade folicular à di hidrotestosterona participa do processo.
- Em mulheres, sinais de hiperandrogenismo devem ser pesquisados quando houver início precoce, progressão rápida, acne, hirsutismo, irregularidade menstrual ou outros achados sugestivos.
Doenças associadas
- Alopecia androgenética pode coexistir com eflúvio telógeno.
- Em mulheres, pode haver associação com hiperandrogenismo ou síndrome dos ovários policísticos, especialmente quando há sinais clínicos sugestivos.
- A sobreposição com dermatites do couro cabeludo, como dermatite seborreica, pode aumentar queixa de queda, prurido ou descamação, mas não explica isoladamente a miniaturização folicular.
Patogênese
A patogênese envolve forte predisposição genética, de caráter poligênico.
Nos homens, a di hidrotestosterona tem papel central.
As enzimas 5 alfa redutase convertem testosterona em di hidrotestosterona.
A 5 alfa redutase tipo I está presente na pele, nos folículos pilosos e nas glândulas sebáceas.
A 5 alfa redutase tipo II está presente principalmente na próstata, mas também participa da biologia do folículo piloso.
A ausência da 5 alfa redutase tipo II previne alopecia androgenética masculina.
Em indivíduos predispostos, a ação androgênica leva à miniaturização progressiva dos folículos.
Com isso, fios terminais espessos são gradualmente substituídos por fios mais finos, curtos e pouco pigmentados.
A fase anágena encurta, e pode haver aumento discreto da proporção de fios em catágeno e telógeno.
Clínica
- A alopecia androgenética apresenta afinamento progressivo dos cabelos em áreas padrão dependentes.
- Nos homens, a classificação de Norwood Hamilton descreve a progressão clínica.
- O padrão masculino cursa com recessão frontotemporal progressiva e rarefação na região frontal, coroa e vértice.
- Nas mulheres, a escala de Ludwig descreve a perda progressiva de densidade no topo do couro cabeludo.
- O padrão feminino costuma preservar a linha frontal.
- A rarefação se estende do vértice à região frontal.
- O alargamento progressivo da risca central pode formar o padrão em árvore de Natal.
- A queixa pode ser de afinamento, perda de volume, redução da cobertura do couro cabeludo ou maior visibilidade da risca.
- A associação com eflúvio telógeno pode aumentar a percepção de queda e acelerar a procura por atendimento.
Classificação
- Nos homens, a classificação de Norwood Hamilton descreve a progressão clínica.
- Nas mulheres, a escala de Ludwig descreve a perda progressiva de densidade no topo do couro cabeludo.
- O padrão masculino cursa com recessão frontotemporal progressiva e rarefação na região frontal, coroa e vértice.
- O padrão feminino costuma preservar a linha frontal e pode formar padrão em árvore de Natal.
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Complicações e cuidados
- A suspensão do tratamento geralmente leva à perda gradual do benefício obtido.
- A associação com eflúvio telógeno pode aumentar a percepção de queda e acelerar a procura por atendimento.
- Finasterida e dutasterida são contraindicadas na gestação pelo risco de alteração da genitália externa em fetos masculinos.
- Os efeitos adversos mais comuns do minoxidil oral são hipertricose, tontura, retenção hídrica, edema, taquicardia, cefaleia, edema periorbital e insônia.
Prognóstico
A alopecia androgenética tem curso crônico e progressivo.
Sem tratamento, tende a evoluir lentamente com maior rarefação nas áreas predispostas.
O tratamento pode estabilizar a progressão e promover aumento parcial da densidade.
A resposta costuma ser gradual e exige meses de acompanhamento.
A suspensão do tratamento geralmente leva à perda gradual do benefício obtido.
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Referências
- Evidence based S3 guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men short version. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018.
- The dermatoscope in the hair clinic: Trichoscopy of scarring and nonscarring alopecia. J Am Acad Dermatol. 2023.
- Safety of low dose oral minoxidil for hair loss: a multicenter study of 1404 patients. J Am Acad Dermatol. 2021.
- The efficacy and safety of dutasteride compared with finasteride in treating men with androgenetic alopecia: a systematic review and meta analysis. Clin Interv Aging. 2019.
- Comparison of oral minoxidil, finasteride, and dutasteride for treating androgenetic alopecia. J Dermatolog Treat. 2022.
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