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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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Alopecia androgenética

Padrão inflamatório

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em junho de 2026

ImagensConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Imagens

Conceito

Alopecia androgenética é uma alopecia não cicatricial, progressiva e geneticamente determinada, caracterizada por miniaturização folicular.

É a causa mais comum de perda capilar progressiva em homens e mulheres.

Epidemiologia

A prevalência aumenta com a idade.

Acomete cerca de 80% dos homens e 50% das mulheres até os 70 anos.

Fatores de risco e doenças associadas

  • História familiar
  • Idade, pela maior prevalência com o passar dos anos
  • Maior sensibilidade folicular à di-hidrotestosterona, nos homens
  • Hiperandrogenismo e síndrome dos ovários policísticos nas mulheres, a pesquisar quando houver início precoce, progressão rápida, acne, hirsutismo, irregularidade menstrual ou outros achados sugestivos
  • Eflúvio telógeno, que pode coexistir
  • Dermatite seborreica e outras dermatites do couro cabeludo, que aumentam a queixa de queda, prurido ou descamação, mas não explicam isoladamente a miniaturização folicular

Patogênese

A predisposição genética é forte e de caráter poligênico.

Nos homens, a di-hidrotestosterona tem papel central: as enzimas 5-alfa-redutase convertem testosterona em di-hidrotestosterona.

A 5-alfa-redutase tipo I está presente na pele, nos folículos pilosos e nas glândulas sebáceas.

A 5-alfa-redutase tipo II predomina na próstata, mas também participa da biologia do folículo piloso, e sua ausência previne a alopecia androgenética masculina.

Em indivíduos predispostos, a ação androgênica leva à miniaturização progressiva dos folículos, e os fios terminais espessos são substituídos por fios mais finos, curtos e pouco pigmentados.

A fase anágena encurta, com discreto aumento da proporção de fios em catágeno e telógeno.

Clínica

  • Afinamento progressivo dos cabelos nas áreas dependentes de andrógenos
  • Padrão masculino: recessão frontotemporal progressiva e rarefação da região frontal, da coroa e do vértice
  • Padrão feminino: rarefação do topo do couro cabeludo, do vértice à região frontal, com preservação da linha frontal
  • Alargamento progressivo da risca central, que pode configurar o padrão em árvore de Natal
  • Queixa de afinamento, perda de volume, redução da cobertura do couro cabeludo ou maior visibilidade da risca
  • O eflúvio telógeno associado aumenta a percepção de queda e acelera a procura por atendimento

Classificação

  • Homens: classificação de Norwood-Hamilton, que descreve a progressão clínica
  • Mulheres: escala de Ludwig, que descreve a perda progressiva de densidade no topo do couro cabeludo

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Complicações e cuidados

  • Perda gradual do benefício após a suspensão do tratamento
  • Efeitos adversos do minoxidil oral: hipertricose, tontura, retenção hídrica, edema, taquicardia, cefaleia, edema periorbital e insônia
  • Finasterida e dutasterida são contraindicadas na gestação, pelo risco de alteração da genitália externa em fetos masculinos
  • Impacto psicossocial da rarefação progressiva

Prognóstico

A alopecia androgenética tem curso crônico e progressivo.

Sem tratamento, evolui lentamente, com rarefação crescente nas áreas predispostas.

O tratamento pode estabilizar a progressão e promover aumento parcial da densidade.

A resposta é gradual e exige meses de acompanhamento.

A suspensão do tratamento leva à perda gradual do benefício obtido.

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Referências

  1. Evidence based S3 guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men short version. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018.
  2. The dermatoscope in the hair clinic: Trichoscopy of scarring and nonscarring alopecia. J Am Acad Dermatol. 2023.
  3. Safety of low dose oral minoxidil for hair loss: a multicenter study of 1404 patients. J Am Acad Dermatol. 2021.
  4. The efficacy and safety of dutasteride compared with finasteride in treating men with androgenetic alopecia: a systematic review and meta analysis. Clin Interv Aging. 2019.
  5. Comparison of oral minoxidil, finasteride, and dutasteride for treating androgenetic alopecia. J Dermatolog Treat. 2022.

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alopecia não cicatricialcouro cabeludohipotricoselesão assintomáticaóstios foliculares preservados
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