Sarcoma de partes moles originado das células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos e linfáticos.
É raro e altamente agressivo: responde por cerca de 2% dos sarcomas de partes moles e por menos de 5% dos cânceres de pele.
A pele é o sítio mais acometido (cerca de 60% dos angiossarcomas), sobretudo cabeça e pescoço.
Classifica-se em primário (de novo, tipicamente no couro cabeludo e na face do idoso) e secundário (após radioterapia ou sobre linfedema crônico, a síndrome de Stewart-Treves).
O diagnóstico tardio é a regra: as lesões iniciais parecem equimose ou dermatose inflamatória, e a doença é multicêntrica.
A sobrevida global em 5 anos é de 30% a 40%.
A incidência nos Estados Unidos aumentou de cerca de 0,5 para 3,0 casos por milhão de habitantes.
No Japão ocorrem cerca de 150 casos por ano, com incidência de 0,26 por milhão.
A incidência anual estimada do angiossarcoma cutâneo é de 0,5 a 1 caso por milhão de habitantes.
Acomete sobretudo idosos, com idade mediana de 60 a 70 anos.
O angiossarcoma de couro cabeludo é mais prevalente em populações asiáticas do que em brancos.
A sobrevida global em 5 anos é de 30% a 40%; um inquérito da Sociedade Japonesa de Cirurgia Dermatológica registrou sobrevida de 9% em 5 anos.
Nas séries japonesas, a maioria dos pacientes chega com tumor maior que 5 cm.
Fatores de risco e doenças associadas
As alterações moleculares variam com o subtipo.
Mutações no gene supressor TP53 são comuns, sobretudo no angiossarcoma de cabeça e pescoço.
Alterações da via MAPK, incluindo mutações nos genes da família RAS (HRAS, KRAS e NRAS), são frequentes.
A amplificação de MYC ocorre em 55% a 100% dos angiossarcomas secundários (pós-radioterapia ou associados a linfedema crônico) e em 100% dos casos induzidos por radiação, contra apenas 6,8% dos angiossarcomas cutâneos primários; considerando todos os angiossarcomas, a amplificação de MYC aparece em cerca de 50%.
Mutações em KDR (VEGFR2) ocorrem em subgrupo de casos, sobretudo nos angiossarcomas de mama.
Mutações em PIK3CA sugerem ativação da via PI3K.
Assinaturas mutacionais associadas ao ultravioleta predominam nos tumores de face e couro cabeludo e os distinguem dos angiossarcomas de outros sítios.
Carga mutacional alta e expressão de PD-L1 são mais frequentes nos tumores de cabeça e pescoço, o que fundamenta o uso de inibidores de checkpoint imunológico.
A fusão gênica NUP160-SLC43A3, encontrada em 9 de 25 amostras, associou-se a intervalo menor entre o início dos sintomas e a primeira consulta, indicando progressão mais rápida.
Classificação
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Prognóstico ruim: sobrevida global em 5 anos de 30% a 40%, com 9% em inquérito japonês, mesmo entre pacientes sem metástase a distância, o que se explica pelo tamanho do tumor ao diagnóstico (a maioria acima de 5 cm).
As taxas de sobrevida relativa dos angiossarcomas de cabeça e pescoço são de 34% a 39% em 5 anos e de 14% a 17% em 10 anos.
A maioria dos pacientes evolui com recidiva ou metástase.
Fatores de mau prognóstico: tumor maior que 5 cm, margem cirúrgica comprometida e margem lateral menor que 1 cm.
A cirurgia como parte do tratamento multimodal aumentou a sobrevida global mediana de 13,0 para 31,4 meses.
Os desfechos da doença metastática permanecem ruins.
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
Aprenda comigo →Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.
Consulte comigo →