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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Autoeczematização

Padrão inflamatório(Reação id, Dermatite de autossensibilização, Autossensibilização, Eczema disseminado, Dermatofítide, Eczema disseminado secundário, Reação id cutânea)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em junho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A autoeczematização, também chamada reação id ou eczema disseminado secundário, é uma erupção cutânea secundária que surge à distância de um foco inflamatório ou infeccioso primário, sem que o agente causador esteja presente na lesão distante.

O termo autoeczematização é empregado sobretudo quando a manifestação secundária é eczematosa; reação id é a designação mais ampla, porque a erupção secundária pode assumir outras morfologias, como lesões vesiculares, erupção maculopapular, eritema multiforme, eritema nodoso, eritema anular centrífugo, síndrome de Sweet, psoríase gutata, urticária e, raramente, doenças bolhosas autoimunes.

A apresentação clássica é uma erupção eczematosa, simétrica e pruriginosa, mal delimitada, em locais anatomicamente análogos (palmas, plantas, extremidades, tronco), que aparece dias a semanas depois da exacerbação do foco primário.

O sufixo -id vem do grego e denota uma relação de pai e filho entre a lesão primária e a erupção secundária; o termo foi cunhado por Josef Jadassohn em 1918, em analogia às tubercúlides de Darier, ao reconhecer que a erupção generalizada que acompanhava o kérion era uma reação alérgica da pele sensibilizada pela dermatofitose.

Quando o foco primário é uma dermatofitose, a reação é chamada dermatofítide (ou tricofítide); denominações análogas existem conforme o agente do foco: bacteride (infecção bacteriana), tubercúlide (Mycobacterium tuberculosis), lepride (Mycobacterium leprae), leishmanide (leishmaniose), escabide (escabiose), pediculide (pediculose), esporotricide (esporotricose).

A lesão à distância é estéril: a pesquisa direta e a cultura do agente são negativas nela, e é isso que a separa de uma disseminação verdadeira da infecção.

Como as lesões secundárias não contêm o agente infeccioso nem o alérgeno desencadeante, o foco primário precisa ser procurado ativamente, e a erupção desaparece quando esse foco é eliminado.

Epidemiologia

As infecções fúngicas superficiais são a causa mais frequente de reação id, sobretudo a tinea pedis.

Em uma série de 213 pacientes com tinea pedis, 37 (17%) desenvolveram dermatofítides nas mãos.

Em um grupo de pacientes com dermatofitose, 4,2% das crianças e 4,6% dos adultos apresentaram dermatofítides; a incidência foi de 5% na tinea corporis e de 17% na tinea pedis.

Entre 6.390 casos de tinea capitis observados de 1926 a 1953, apenas 0,2% exibiram resposta id, geralmente após tratamento com raios X.

Em uma revisão de 200 pacientes com tinea incógnita, 3% apresentaram dermatofítides.

Uma estimativa de incidência de reação id comprovada entre as infecções dermatofíticas é de 0,7%.

Séries com dermatofítides secundárias a tinea pedis recuperaram Trichophyton mentagrophytes em 27 de 78 casos (34,6%), Trichophyton rubrum em 7 de 128 (5,5%) e Epidermophyton floccosum em 1 de 6 (16,7%).

Mais de 60% dos pacientes com dermatite de contato associada a dermatite de estase desenvolvem reação id.

Pacientes com dermatite de estase crônica têm risco de cerca de 37% ao longo da vida de desenvolver autoeczematização, uma ou mais crises de dermatite distante das pernas.

Lesões vesiculares disidrosiformes foram descritas em 5,6% dos pacientes com ceratólise plantar sulcada.

Há relatos pediátricos de dermatofítide em tinea capitis surgindo antes ou durante (1-2 semanas) a griseofulvina, sugerindo que o fenômeno seja bem mais comum do que o registrado.

A autoeczematização ocorre em adultos e em crianças; na criança, os focos primários mais observados são a tinea capitis inflamatória, a escabiose e as infecções virais.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Intensidade da inflamação no foco primário: focos muito inflamatórios, como as formas vesicobolhosas e o kérion, são os que mais desencadeiam a reação
  • Espécie inflamatória do dermatófito: Trichophyton mentagrophytes zoofílico e Epidermophyton floccosum induzem a reação com muito mais frequência do que o antropofílico Trichophyton rubrum
  • Persistência do agente em reservatórios de difícil erradicação, sobretudo as unhas, que funcionam como depósito fúngico
  • Uso prolongado de medicamentos tópicos sobre a dermatite de estase ou a úlcera venosa
  • Traumatismo, atrito e maceração interdigital sobre o foco primário
  • Queimadura e picada de artrópode
  • Irradiação do foco primário (radioterapia ou raios X sobre a tinha)
  • Início da terapia antifúngica sistêmica (griseofulvina, itraconazol, terbinafina), que libera antígenos em massa
  • Teste cutâneo com tricofitina
  • Vacinação BCG
  • Rosácea de base: a disfunção vascular e a imunidade inata alterada da pele rosácea predispõem à autossensibilização da face média
  • Faixa etária: a reação ocorre tanto em adultos quanto em crianças
  • Dermatofitoses: tinea pedis (foco mais frequente), tinea capitis e kérion, tinea corporis, tinea cruris, tinea incógnita, onicomicose
  • Candidíase, inclusive a dermatite da área das fraldas com "íde" psoriasiforme
  • Esporotricose e coccidioidomicose
  • Dermatite de estase, com insuficiência venosa crônica, edema de membros inferiores e úlcera crônica de perna
  • Dermatite de contato alérgica, isolada ou associada à dermatite de estase
  • Celulite e erisipela
  • Infecção odontogênica e doença periodontal (foco oral, por vezes subclínico)
  • Ceratólise plantar sulcada, eritrasma e tricobacteriose (infecções por Corynebacterium)
  • Tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) e infecção por Mycobacterium bovis
  • Hanseníase (Mycobacterium leprae)
  • Leishmaniose cutânea e leishmaniose recidiva cútis
  • Escabiose e pediculose (Sarcoptes scabiei, Phthirus pubis)
  • Infecção pelo vírus herpes simples (herpes labial e genital), gatilho clássico do eritema multiforme recorrente
  • Orf, nódulo dos ordenhadores e molusco contagioso
  • Infecção estreptocócica (Streptococcus pyogenes) e estafilocócica (Staphylococcus aureus)
  • Doença de Behçet, na qual o eritema nodoso concomitante pode responder ao tratamento da infecção associada

Patogênese

A patogênese não está completamente esclarecida.

A reação id é uma reação de hipersensibilidade a antígenos microbianos ou a antígenos epidérmicos alterados, dirigida contra material antigênico de organismos não viáveis, e não contra o organismo vivo no local da erupção.

Propõe-se disseminação hematogênica dos alérgenos e dos antígenos a partir do foco primário, com deposição em pele distante.

Um mecanismo central é o extravasamento de citocinas produzidas em excesso no foco de irritação ou de lesão cutânea, disseminadas por via hematogênica, que predispõem determinadas regiões da pele à autossensibilização e geram a dermatite secundária.

A inflamação e o dano celular no foco primário geram antígenos derivados de queratinócitos que se tornam autorreativos; proteínas queratinocitárias comportam-se como antígenos e induzem autorreação mediada por linfócitos T.

Os queratinócitos antigênicos produzem linfopoietina estromal tímica, IL-25 e IL-33, que ativam linfócitos T; estes migram para sítios distantes e produzem a reação id.

Há evidência de linfócitos T ativados circulantes na autoeczematização, com aumento da expressão de HLA-DR e de IL-2R na superfície dos linfócitos T, que diminui após o tratamento e a resolução dos sintomas; esse achado foi observado na autoeczematização secundária a dermatite de estase, e não na secundária a psoríase.

Também se descrevem redução do limiar de sensibilização na pele distante após a inflamação primária e a participação de linfócitos T de memória ativados circulantes.

Os mecanismos imunológicos variam conforme o fenótipo clínico da id: tipo I (IgE ligada a mastócitos e basófilos, com liberação de histamina: urticária, angioedema, anafilaxia); tipo II (anticorpos ativam o complemento clássico ou ligam-se a células por receptores Fc gama: pênfigo e outras doenças bolhosas autoimunes); tipo III (imunocomplexos circulantes depositados em leitos vasculares, ativação do complemento, atração de neutrófilos e dano tecidual: vasculite, eritema nodoso, doenças bolhosas autoimunes); tipo IV (hipersensibilidade tardia).

Dentro do tipo IV: IVa, linfócitos Th1 ativam macrófagos secretando interferon-gama e TNF-alfa, com lesões vesiculares semelhantes às da dermatite de contato; IVb, linfócitos Th2 secretam IL-4, IL-5 e IL-13, com erupção maculopapular; IVc, células CD8+ migram para o tecido e matam células por perforina/granzima B e FasL, com eritema multiforme; IVd, linfócitos T expressam CXCL-8 e GM-CSF, com id pustulosa.

A espécie do dermatófito importa: uma espécie inflamatória, como Trichophyton mentagrophytes zoofílico, parece ser pré-requisito para induzir a dermatofítide, porque desencadeia resposta imune mais intensa; as espécies isoladas do foco primário são frequentemente zoofílicas e geofílicas, e os antropofílicos raramente são isolados.

Peck induziu experimentalmente a reação id ao infectar os artelhos de pessoas previamente sadias e provocar atrito entre os dedos, com erupção vesicular típica nas mãos; as mãos comportam-se como locus minoris resistentiae (o local de menor resistência, a área mais vulnerável, onde a reação tende a se instalar) para as lesões secundárias.

O mesmo autor mostrou que uma dermatofitose primária localizada nas mãos pode produzir dermatofítides nos pés, e inverter o percurso habitual no paciente sensibilizado.

O agente já foi cultivado do sangue circulante de um paciente com dermatofítide associada a tinea pedis, o que sustenta o transporte hematogênico de elementos fúngicos, mas o que define a reação continua sendo a ausência do agente na lesão à distância.

Clínica

  • Erupção secundária, estéril, à distância do foco primário, que surge de dias a 1 ou 2 semanas após a instalação ou a exacerbação do foco
  • Eczema mal delimitado e simétrico, frequentemente em sítios anatômicos análogos ou espelhados (palmas, plantas, extremidades)
  • Vesículas e pápulas intensamente pruriginosas, simétricas, disseminadas no tronco e nas extremidades
  • Descamação, crostas e escoriações acompanham as lesões eczematosas
  • Erupção vesicular nas mãos, forma clássica da dermatofítide da tinea pedis, com vesículas nas faces laterais dos dedos, na superfície palmar e nos espaços interdigitais
  • Duas apresentações principais da dermatofítide das mãos: forma disidrótico-eczematosa (vesicular) e forma descamativa, esta em geral estágio final da vesicular, mas que pode surgir primariamente
  • Lesões iniciais vesicobolhosas que evoluem para pápulas ou pústulas
  • Forma descamativa por vezes semelhante à descamação pós-escarlatiniforme
  • Na tinea capitis e no kérion: pápulas pruriginosas difusas, sobretudo no tronco, foliculares, liquenoides ou papuloescamosas; menos comumente em extremidades, pescoço e face
  • Erupção folicular líquen escrofuloso-símile: pápulas foliculares agrupadas ou esparsas no peito, no tronco e no dorso, secundárias à tinha do couro cabeludo
  • Nódulos foliculares pequenos, róseos, pontiagudos, disseminados ou agrupados, às vezes com projeções espiculadas ou pústulas
  • Placas semelhantes a dermatite seborreica
  • Erupção morbiliforme ou escarlatiniforme
  • Erupção maculopapular
  • Eritema difuso com pústulas no kérion grave
  • Eritema nodoso: nódulos e placas eritematosas na face anterior das pernas, achado reativo mais comum na coccidioidomicose e frequente nas infecções estreptocócicas
  • Eritema multiforme: máculas, pápulas, bolhas e lesões em alvo com vesícula ou bolha central, distribuição simétrica, em extremidades distantes e na mucosa oral
  • Eritema anular centrífugo: máculas ou pápulas eritematosas elevadas que se ampliam 2 a 5 mm por dia, formam anel e clareiam no centro
  • Urticária e lesões urticariformes, típicas do escabide
  • Síndrome de Sweet: nódulos e placas eritematosas dolorosas
  • Psoríase gutata e reações id psoriasiformes
  • Doenças bolhosas autoimunes (penfigoide bolhoso-símile, penfigoide de membranas mucosas), sobretudo após orf
  • Bacteride pustulosa: erupção monomórfica aguda de pústulas estéreis nas mãos e nos pés
  • Tubercúlide papulonecrótica: erupção papulosa e pustulosa simétrica em mãos, pés e superfícies extensoras dos membros
  • Dermatofítide erisipela-símile: placa elevada, bem delimitada, do tamanho da mão, em geral com tinea pedis do mesmo lado do corpo; pode ser fixa e recorrente
  • Reação id rosácea-símile: eritema central, telangiectasias, pápulas e pústulas na face média, refratária ao tratamento habitual da rosácea e resolvida com antibiótico para o foco oral
  • Orf pode desencadear eritema multiforme, erupções vesiculares ou morbiliformes
  • Tromboflebite migratória, manifestação rara
  • Lesões localizadas ou generalizadas; mesmo nas formas amplas e muito pruriginosas, pode haver apenas lesões sutis e localizadas
  • A distribuição disseminada confunde o diagnóstico quando o foco primário é discreto ou não foi reconhecido
  • Em paciente com dermatite de estase, eczema disseminado novo levanta a possibilidade de autoeczematização, de dermatite de contato alérgica associada ou de ambas
  • Sinal de Nikolsky negativo
  • A autoeczematização pós-celulite costuma poupar mucosas, face, couro cabeludo, virilha, períneo e nádegas
  • Comprometimento sistêmico raro: febre alta, anorexia, linfadenopatia generalizada, esplenomegalia, leucocitose, linfocitose e envolvimento articular no início agudo das dermatofítides; há relatos de anafilaxia
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória após a resolução, que costuma regredir sem tratamento em cerca de um mês

Classificação

Pela nomenclatura do agente do foco primário

  • Dermatofítide (tricofítide): foco de dermatofitose, principalmente tinea pedis, tinea capitis/kérion, tinea corporis, tinea incógnita
  • Bacteride: foco bacteriano, incluindo bacteride pustulosa e paniculite bacteride
  • Tubercúlide: infecção ativa por Mycobacterium tuberculosis (tubercúlide papulonecrótica, eritema indurado, líquen escrofuloso, tubercúlide liquenoide)
  • Lepride: reação id ao Mycobacterium leprae
  • Leishmanide: reação id à leishmaniose cutânea
  • Escabide: reação id à escabiose
  • Pediculide: reação id à pediculose
  • Esporotricide e id de micoses profundas: esporotricose, coccidioidomicose
  • Id viral: herpes simples, orf, nódulo dos ordenhadores, molusco contagioso
  • Id da autossensibilização clássica (autoeczematização/eczema disseminado): foco de dermatite de estase e/ou dermatite de contato

Por extensão

  • Localizada
  • Generalizada

Por morfologia

  • Eczematosa, a apresentação mais comum
  • Vesicular e disidrótico-eczematosa
  • Descamativa
  • Maculopapular, morbiliforme e escarlatiniforme
  • Liquenoide e folicular
  • Urticariforme
  • Psoriasiforme
  • Eritema nodoso
  • Eritema multiforme
  • Eritema anular centrífugo
  • Pustulosa
  • Bolhosa autoimune

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Complicações e cuidados

  • Recidiva da erupção quando o foco primário não é adequadamente tratado
  • Suspensão injustificada do antifúngico ou do antibiótico por interpretação equivocada da id como alergia medicamentosa, com persistência da infecção primária
  • Persistência prolongada da erupção após a erradicação do foco
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória
  • Prurido intenso e escoriações
  • Eczema refratário a corticoide tópico e sistêmico, exigindo imunossupressão sistêmica
  • Febre alta, anorexia, linfadenopatia generalizada, esplenomegalia, leucocitose, linfocitose e artrite no início agudo das dermatofítides
  • Anafilaxia (rara)
  • Erro diagnóstico e investigação extensa desnecessária quando a relação com o foco primário não é percebida
  • Casos muito disseminados, bolhosos, com febre, sintomas sistêmicos, lesões dolorosas, mucosite, suspeita de farmacodermia ou de doença bolhosa exigem reavaliação diagnóstica e investigação adicional

Prognóstico

O prognóstico é excelente quando o foco primário é identificado e erradicado: as lesões id resolvem-se espontaneamente após um curso agudo, desde que a infecção primária seja eliminada.

Nas dermatofítides secundárias a tinea capitis tratadas com griseofulvina, a erupção resolveu-se em todas as crianças, apesar da manutenção da terapia oral.

Na dermatofítide da tinea pedis, as lesões das mãos e dos pés resolveram-se completamente com antifúngico tópico aplicado ao pé; na id associada a eritrasma, todas as lesões resolveram-se com o tratamento do eritrasma.

As lesões de orf e as de eritema multiforme por orf resolveram-se em 2 semanas; as de leishmanide, em 3 semanas com o tratamento específico.

A recidiva é comum se a fonte primária não for tratada de forma adequada: dermatite de contato não identificada, dermatite de estase mal controlada, dermatofitose não tratada, escabiose persistente ou infecção recorrente.

A erupção id pode persistir muito depois de desaparecido qualquer traço da infecção primária.

Uma minoria de casos, sobretudo os associados a dermatite de estase crônica, é grave, disseminada e resistente ao corticoide tópico e oral, e exige escalonamento para metotrexato ou ciclosporina.

A hiperpigmentação pós-inflamatória residual regride sem tratamento em cerca de um mês.

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Referências

  1. Cutaneous id reactions: a comprehensive review of clinical manifestations, epidemiology, etiology, and management. Critical Reviews in Microbiology. 2012.
  2. A case of severe disseminated autoeczematization secondary to cellulitis. Cureus. 2022.
  3. Autosensitization dermatitis: a case of rosacea-like id reaction. JAAD Case Reports. 2019.

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