Vasculopatia trombótica por calcificação da camada média das arteríolas da derme e do tecido adiposo subcutâneo, com hiperplasia da íntima e trombose, que evolui para necrose cutânea.
Ocorre sobretudo na doença renal crônica em fase terminal, em hemodiálise, e é a manifestação cutânea de maior letalidade nesse grupo.
Púrpura retiforme extremamente dolorosa em área rica em gordura de paciente em diálise é calcifilaxia até prova em contrário.
A morte decorre em geral de sepse a partir das áreas necróticas.
Ocorre em 1% a 4% dos pacientes com doença renal crônica em hemodiálise.
É mais frequente em mulheres.
Associa-se a hiperparatireoidismo secundário e a produto cálcio-fósforo elevado, acima de 60 a 70 mg2/dL2.
Fatores de risco e doenças associadas
A deposição de cálcio na camada média das arteríolas cutâneas, somada à hiperplasia da íntima, produz vasculopatia trombótica com isquemia e necrose do tecido.
O produto cálcio-fósforo elevado, a hiperfosfatemia mantida e o hiperparatireoidismo secundário são os motores da calcificação.
A trombofilia favorece a oclusão: alterações das proteínas C e S e anticorpos antifosfolipídeos são mais frequentes nos pacientes que desenvolvem a doença.
A calcificação também é extravascular, sobretudo perieccrina.
A calcificação vascular é fator de risco estabelecido de mortalidade na doença renal.
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A mortalidade é alta e decorre sobretudo da sepse a partir das áreas necróticas.
A calcificação vascular é fator de risco estabelecido de mortalidade nos pacientes com doença renal.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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