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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Candidíase congênita e neonatal

Padrão inflamatórioepiderme(candidíase cutânea congênita, candidíase neonatal, monilíase neonatal)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A candidíase congênita e neonatal reúne duas apresentações distintas da infecção por Candida no recém-nascido.

A candidíase congênita é adquirida intraútero, surge ao nascimento ou nas primeiras horas de vida, poupa a área da fralda, não vem com monilíase oral e pode ser a manifestação cutânea de infecção sistêmica grave no prematuro e no recém-nascido de baixo peso.

A candidíase neonatal é adquirida na passagem pelo canal de parto ou por procedimentos invasivos, aparece depois da primeira semana e costuma limitar-se a monilíase oral e dermatite da área da fralda.

A distinção entre as duas define o risco sistêmico e a conduta.

Epidemiologia

A infecção por Candida no recém-nascido manifesta-se com mais frequência como monilíase oral, candidíase da área da fralda ou intertrigo, formas superficiais de tratamento tópico.

O risco de doença grave concentra-se nos prematuros e nos recém-nascidos imunocomprometidos e de baixo peso.

A candidíase congênita é em geral adquirida de mães com história de vulvovaginite por Candida.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Vulvovaginite materna por Candida
  • Trabalho de parto prematuro
  • Corioamnionite
  • Prematuridade
  • Baixo peso ao nascer
  • Imunossupressão
  • Procedimentos invasivos que rompem a barreira cutânea
  • Oclusão e umidade da área da fralda
  • Vulvovaginite materna por Candida
  • Corioamnionite e trabalho de parto prematuro
  • Prematuridade e baixo peso ao nascer
  • Imunossupressão

Patogênese

Na candidíase congênita a infecção é ascendente e ocorre ainda intraútero, a partir de colonização ou vulvovaginite materna por Candida, podendo associar-se a trabalho de parto prematuro e a corioamnionite.

Na candidíase neonatal a aquisição se dá na passagem pelo canal de parto infectado ou por procedimentos invasivos que rompem a barreira cutânea.

A imaturidade da barreira cutânea e da resposta imune do prematuro permite a disseminação hematogênica a partir da pele e das mucosas.

Clínica

Candidíase congênita

  • início ao nascimento ou nas primeiras 12 horas de vida
  • erupção difusa na face, no tórax, no dorso e nos membros, com eritema difuso, pápulas e pústulas eritematosas
  • bolhas ocasionais no dorso, nas extremidades e nas dobras
  • pústulas em palmas e plantas, pista diagnóstica importante
  • poupa tipicamente a área da fralda
  • ausência de monilíase oral
  • alterações ungueais podem estar presentes ao nascimento

Candidíase neonatal

  • início depois do sétimo dia de vida
  • monilíase oral
  • placas eritematosas intensas na área da fralda, com pústulas e vesículas satélites
  • intertrigo das dobras

Sinais de infecção sistêmica no prematuro

  • sintomas respiratórios
  • hiperglicemia
  • instabilidade térmica
  • hipotensão
  • infecção do trato urinário, meningite e septicemia por Candida

Classificação

Candidíase congênita

  • adquirida intraútero, presente ao nascimento ou nas primeiras horas, com risco de doença sistêmica no prematuro e no baixo peso

Candidíase neonatal

  • adquirida no canal de parto ou por procedimentos invasivos, de início após a primeira semana, em geral localizada

Candidíase sistêmica ou disseminada

  • acometimento de sangue, urina, vias aéreas e sistema nervoso central, sobretudo no prematuro

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Procedimentos relacionados Assinante

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Complicações e cuidados

  • Candidíase sistêmica com sintomas respiratórios
  • Hiperglicemia e instabilidade térmica
  • Hipotensão
  • Infecção do trato urinário
  • Meningite
  • Septicemia por Candida

Prognóstico

As infecções superficiais têm bom prognóstico e respondem ao tratamento tópico.

A candidíase sistêmica do prematuro e do recém-nascido de baixo peso é grave e exige antifúngico parenteral.

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Referências

  1. Neonatal Dermatology: The Normal, the Common, and the Serious. NeoReviews. 2021.
  2. Erupções vesicopustulosas benignas no neonato. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2006.
  3. Benign skin disease with pustules in the newborn. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2016.

Achados (clique para explorar)

pústulapalmas e plantaseritemamucosa oralsatelitoseregião intertriginosafebrecomprometimento do estado geralmaceração
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