Pseudocisto benigno dos dedos, situado na face dorsal ou lateral da articulação interfalângica distal ou sobre a prega ungueal proximal.
Não é um cisto verdadeiro: não tem revestimento epitelial nem parede própria. Forma-se por herniação da cápsula articular, e o revestimento é constituído por fibroblastos cercados de tecido conjuntivo comprimido.
A comunicação com o espaço articular interfalângico distal e a osteoartrose dessa articulação (com osteófitos e aumento do líquido sinovial) são o que sustenta a lesão e o que explica a recidiva quando o tratamento não trata o pedículo nem o osteófito.
Quando comprime a matriz ungueal, produz um sulco longitudinal na lâmina, que pode preceder o aparecimento do cisto em até 6 meses.
É o tumor ungueal mais comum.
Idade média de 60,5 anos (variação de 13 a 89 anos) em revisão sistemática de 1.364 lesões; predomina entre 50 e 70 anos.
Predomínio feminino: 31,8% dos pacientes eram do sexo masculino nessa revisão (em outras séries, cerca de 47%).
Localização: 94% nas mãos e 6% nos pés; 61% à direita e 39% à esquerda.
Nos dedos da mão: terceiro dedo em 38%, segundo em 26%, polegar em 18%, quarto em 9% e quinto em 8%.
A prevalência de cisto mucoso entre os portadores de osteoartrose varia de 64% a 93%.
Tempo médio entre o início dos sintomas e a procura por tratamento: 13 meses.
Cisto mucoso subungueal e lesões múltiplas são raros.
Fatores de risco e doenças associadas
Herniação da cápsula articular da interfalângica distal, com formação de pseudocisto contendo estroma mixomatoso e fibroblastos esparsos, sem revestimento epitelial.
A comunicação entre o cisto e o espaço articular adjacente foi demonstrada.
As alterações degenerativas da cápsula fibrosa e do tecido sinovial, o desenvolvimento de osteófitos e o aumento do líquido sinovial na osteoartrose contribuem para a formação do cisto: é o pedículo articular que realimenta a lesão.
Degeneração mucoide do tecido conjuntivo, com acúmulo de mucina (mucopolissacarídeos ácidos, corados pelo azul de Alcian).
O acúmulo de mucina comprime a derme suprajacente, achata o plexo vascular e adelgaça a epiderme, o que explica o padrão dermatoscópico da lesão.
História de trauma existe em uma minoria dos casos.
Classificação
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Lesão benigna, sem potencial maligno.
Altamente recidivante: a taxa de cura global de todas as técnicas somadas é de 83%, e nenhum tratamento tem sucesso consistente.
A cirurgia com tratamento do osteófito atinge cura de até 98%, com o menor número de recidivas.
A regressão espontânea existe, mas é rara, e a maioria dos pacientes precisa de tratamento.
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