Dermatite seborreica é uma dermatose inflamatória crônica e recorrente das áreas ricas em glândulas sebáceas.
Caracteriza-se por eritema e descamação, com escamas brancas ou amareladas, secas ou oleosas.
Caspa e dermatite seborreica são o mesmo espectro: a caspa fica restrita ao couro cabeludo, com descamação e prurido, sem inflamação visível importante.
A dermatite seborreica acomete couro cabeludo, face, região retroauricular, tórax superior e dobras, com descamação, inflamação e prurido variável.
Ocorre em todas as idades, com pico nos primeiros meses de vida e outro após a puberdade, e maior frequência entre 40 e 60 anos.
É mais frequente em homens.
No lactente, acomete couro cabeludo, face, região retroauricular, área das fraldas e dobras; no adulto, couro cabeludo, face, região retroauricular, tórax superior e dobras.
A caspa é mais comum que a dermatite seborreica e atinge cerca de metade da população adulta.
A incidência e a gravidade são maiores nos imunossuprimidos, sobretudo com HIV.
Também é mais frequente ou mais intensa na doença de Parkinson, no parkinsonismo induzido por neurolépticos, em lesões neurológicas, epilepsia, paralisia facial, lesão medular, síndrome de Down e depressão.
Fatores de risco e doenças associadas
A etiologia é multifatorial e gira em torno da interação entre Malassezia, sebo, barreira epidérmica e resposta inflamatória do hospedeiro.
Malassezia é uma levedura lipofílica presente na pele de muitas pessoas, e sua presença isolada não explica a doença; no indivíduo suscetível, atua como fator desencadeante ou agravante.
Suas lipases degradam triglicerídeos do sebo e liberam ácidos graxos que irritam a pele, alteram a diferenciação dos queratinócitos e induzem inflamação.
As alterações da barreira epidérmica favorecem descamação, prurido e maior reatividade cutânea.
A atividade das glândulas sebáceas explica a distribuição típica, mas o aumento da produção de sebo não basta como causa; a alteração da composição lipídica do sebo cria ambiente favorável à proliferação de Malassezia e à inflamação.
A disregulação imune participa em alguns casos, sobretudo nos imunossuprimidos.
Fatores neurogênicos, estresse emocional, privação de sono e doenças neurológicas contribuem para a piora e para a maior suscetibilidade.
Classificação
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No lactente, o curso é autolimitado e a doença costuma resolver-se nos primeiros meses de vida; a crosta láctea melhora espontaneamente até os 8 a 12 meses.
No adolescente e no adulto, o curso é crônico e recidivante, com recaídas frequentes quando o tratamento de manutenção é interrompido.
Piora no inverno, com estresse, privação de sono ou imunossupressão.
As formas extensas, intensas ou refratárias ocorrem sobretudo no HIV, na doença de Parkinson e em outras condições associadas.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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