Dermatófitos são fungos queratinofílicos que infectam estruturas ricas em queratina: camada córnea, pelos e unhas.
As infecções que causam são as dermatofitoses, ou tineas.
Os principais gêneros são Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton.
São, em regra, infecções superficiais da pele, dos cabelos e das unhas.
As dermatofitoses têm distribuição mundial e são mais frequentes em regiões quentes e úmidas.
A frequência das espécies varia com região geográfica, faixa etária, hábitos de exposição, contato com animais, condições de higiene, clima e imunidade do hospedeiro.
A tinea capitis é mais comum em crianças, sobretudo na idade escolar; a tinea cruris, a tinea pedis e a onicomicose predominam em adolescentes e adultos.
A tinea capitis é incomum no adulto e, quando ocorre, levanta a hipótese de imunossupressão ou de apresentação atípica.
As espécies antropofílicas causam quadros mais crônicos e menos inflamatórios; as zoofílicas e geofílicas provocam resposta inflamatória mais intensa.
Fatores de risco e doenças associadas
A infecção começa com a penetração do fungo nas estruturas queratinizadas.
Fatores de virulência, como hidrolases e queratinases, permitem a invasão da camada córnea, dos pelos e das unhas.
A resposta inflamatória depende da espécie, do local acometido, da profundidade da infecção e da imunidade do hospedeiro.
As infecções antropofílicas são menos inflamatórias e mais persistentes; as zoofílicas e geofílicas causam inflamação mais intensa, com pústulas, placas edematosas, querion e, por vezes, cicatriz.
Classificação
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A maioria das dermatofitoses superficiais responde bem ao tratamento adequado.
As recidivas são comuns quando persistem umidade, reinfecção, contato com animais infectados, tinea pedis não tratada ou onicomicose funcionando como reservatório.
Tinea capitis inflamatória, querion e favus podem evoluir com alopecia cicatricial.
A onicomicose tem resposta lenta, tratamento prolongado e recorrência frequente, por recaída ou por reinfecção.
Respondem pior à onicomicose a idade avançada, a doença extensa, o acometimento da matriz, o dermatofitoma, a hiperceratose subungueal importante, a imunossupressão, a má adesão e a infecção por fungos não dermatófitos.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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