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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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Dermatoses do neonato

Padrão inflamatório(Dermatoses transitórias benignas do recém-nascido, Lesões cutâneas transitórias neonatais, Pustuloses benignas neonatais, Erupções vesicopustulosas benignas do neonato)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoDoenças desta páginaDiferenciaisReferênciasVeja também

Conceito

O período neonatal compreende as quatro primeiras semanas de vida e é uma fase de adaptação em que respostas fisiológicas e reações patológicas frequentemente se confundem.

Denominam-se dermatoses transitórias benignas do recém-nascido um conjunto de manifestações cutâneas autolimitadas, assintomáticas e sem agente contagioso, que decorrem da imaturidade da pele, do estímulo hormonal materno residual ou da adaptação ao ambiente extrauterino.

O grupo reúne as pustuloses benignas neonatais estéreis (eritema tóxico neonatal e melanose pustulosa transitória neonatal), a pustulose cefálica benigna, a miliária, os cistos de inclusão (milia, pérolas de Epstein e nódulos de Bohn), a hiperplasia sebácea, a acne neonatal, a descamação fisiológica, o lanugo, os fenômenos vasculares transitórios (cútis marmorata e acrocianose) e marcas de nascimento comuns como a melanocitose dérmica e o nevo simples.

A pele do recém-nascido é 40% a 60% mais fina que a do adulto, tem maior perda transepidérmica de água e resposta sudoral retardada, o que a torna mais suscetível a essas alterações e à dermatite irritativa.

O aparecimento de pústulas ou vesicopústulas no recém-nascido é sempre motivo de preocupação porque nessa idade a criança é particularmente vulnerável a infecções bacterianas, virais e fúngicas; ainda assim, a maioria das pústulas neonatais é estéril e benigna.

O valor prático de reconhecer essas entidades está em separar o transitório e benigno do grave, evitando exames, internações e tratamentos desnecessários e, ao mesmo tempo, não deixando passar uma infecção potencialmente fatal.

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Referências

  1. Prevalence and characterization of neonatal skin disorders in the first 72 h of life. Jornal de Pediatria. 2017.
  2. Benign skin disease with pustules in the newborn. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2016.
  3. Erupções vesicopustulosas benignas no neonato. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2006.
  4. Neonatal Dermatology: The Normal, the Common, and the Serious. NeoReviews. 2021.

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