O período neonatal compreende as quatro primeiras semanas de vida e é uma fase de adaptação em que respostas fisiológicas e reações patológicas frequentemente se confundem.
Denominam-se dermatoses transitórias benignas do recém-nascido um conjunto de manifestações cutâneas autolimitadas, assintomáticas e sem agente contagioso, que decorrem da imaturidade da pele, do estímulo hormonal materno residual ou da adaptação ao ambiente extrauterino.
O grupo reúne as pustuloses benignas neonatais estéreis (eritema tóxico neonatal e melanose pustulosa transitória neonatal), a pustulose cefálica benigna, a miliária, os cistos de inclusão (milia, pérolas de Epstein e nódulos de Bohn), a hiperplasia sebácea, a acne neonatal, a descamação fisiológica, o lanugo, os fenômenos vasculares transitórios (cútis marmorata e acrocianose) e marcas de nascimento comuns como a melanocitose dérmica e o nevo simples.
A pele do recém-nascido é 40% a 60% mais fina que a do adulto, tem maior perda transepidérmica de água e resposta sudoral retardada, o que a torna mais suscetível a essas alterações e à dermatite irritativa.
O aparecimento de pústulas ou vesicopústulas no recém-nascido é sempre motivo de preocupação porque nessa idade a criança é particularmente vulnerável a infecções bacterianas, virais e fúngicas; ainda assim, a maioria das pústulas neonatais é estéril e benigna.
O valor prático de reconhecer essas entidades está em separar o transitório e benigno do grave, evitando exames, internações e tratamentos desnecessários e, ao mesmo tempo, não deixando passar uma infecção potencialmente fatal.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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