Máculas atróficas acastanhadas, deprimidas, com escama fina, tipicamente pré-tibiais e bilaterais, que sucedem máculas e pápulas eritematosas arredondadas.
É a manifestação cutânea mais prevalente do diabetes.
É marcador clínico de microangiopatia: a presença das lesões obriga a procurar retinopatia, nefropatia, neuropatia e doença arterial coronariana.
Não há tratamento recomendado, e o valor do achado está no rastreio que ele impõe.
Acomete até metade dos pacientes com diabetes, e até três quartos dos idosos diabéticos.
O pico ocorre em homens acima de 50 anos, com mau controle glicêmico.
Ocorre com a mesma frequência no diabetes tipo 1 e no tipo 2.
Fatores de risco e doenças associadas
Atribui-se a lesão ao trauma menor somado à redução da perfusão cutânea pela microangiopatia diabética.
As lesões concentram-se nas áreas de trauma.
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Hiperpigmentação residual
As lesões são assintomáticas e persistentes, e podem resolver-se com hiperpigmentação residual.
O prognóstico depende das complicações micro e macrovasculares que o achado sinaliza.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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