A doença de Paget extramamária é um adenocarcinoma intraepidérmico, isto é, uma proliferação de células glandulares malignas dentro da epiderme, em topografia fora da mama.
Na forma primária a neoplasia nasce na própria pele, a partir de células de Toker ou do epitélio glandular dos anexos sudoríparos.
Na forma secundária as células glandulares malignas representam extensão direta ou metástase epidermotrópica de um adenocarcinoma subjacente do trato gastrointestinal ou geniturinário.
Clinicamente a lesão é uma placa eritematosa, eczematosa, bem delimitada, pruriginosa e de evolução crônica, localizada na região anogenital, que não responde a corticoide tópico.
Eczema anogenital que não cicatriza é doença de Paget extramamária até prova em contrário: biopsiar.
Confirmado o diagnóstico, investigar neoplasia interna associada, porque parte dos pacientes tem adenocarcinoma subjacente do qual a placa cutânea é o marcador.
Os sítios mais acometidos são a vulva nas mulheres e a região perianal nos homens.
A forma primária responde por mais de 75% dos casos e a forma secundária por cerca de 25%.
Fatores de risco e doenças associadas
As células de Paget são células glandulares malignas que proliferam entre os queratinócitos, dentro da epiderme.
Na forma primária a proliferação surge na própria pele, a partir de células de Toker ou do epitélio glandular dos anexos sudoríparos, e permanece intraepidérmica.
Na forma secundária as células glandulares malignas alcançam a epiderme por extensão direta de um adenocarcinoma vizinho ou por metástase epidermotrópica.
A separação entre as duas formas é feita pelo perfil de citoqueratinas, que obedece à mesma regra usada nos adenocarcinomas metastáticos: CK7 positiva aponta neoplasia acima do diafragma e CK20 positiva aponta neoplasia abaixo do diafragma.
Classificação
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O comportamento é indolente enquanto a proliferação permanece dentro da epiderme, e a morbidade principal vem das recidivas repetidas e das reexcisões em região anogenital.
O prognóstico piora quando existe adenocarcinoma visceral subjacente, situação em que a evolução passa a ser ditada pela neoplasia interna.
A presença de múltiplas metástases linfonodais caracteriza doença avançada e exige tratamento combinado.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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