A doença mão-pé-boca é infecção enteroviral altamente contagiosa, causada por Coxsackie A16, A6 e A10 e pelo enterovírus 71.
Cursa com pródromo de febre e mal-estar seguido de vesículas e bolhas ovaladas de centro acinzentado em palmas, plantas e nádegas, com lesões erosivas orais (herpangina).
A forma atípica por Coxsackie A6, em surtos desde 2008 na Ásia, na América e na Europa, produz erupção vesicobolhosa mais extensa e mais grave, que simula doenças bolhosas e de emergência.
Predomina no verão e no outono e é mais comum em crianças até 5 a 10 anos.
Desde 2008, Coxsackie A6 e A10 vêm causando surtos de doença mão-pé-boca atípica, com quadro clínico, epidemiologia e etiologia distintos do que se descrevia antes.
No adulto, a doença associa-se mais fortemente à miocardite.
Fatores de risco e doenças associadas
A transmissão é fecal-oral e respiratória: o vírus infecta o trato faríngeo ou gastrointestinal, envolve o tecido linfoide, gera viremia e atinge os órgãos-alvo, entre eles a pele.
O período de incubação é de 3 a 6 dias, seguido do pródromo (febre e mal-estar) e da erupção cutânea.
A doença é altamente contagiosa; a higiene das mãos reduz a transmissão.
A forma grave por Coxsackie A6 é atribuída a mutações em várias regiões do genoma viral.
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A doença é benigna e autolimitada, com resolução completa em 7 a 10 dias, mesmo nas formas atípicas e extensas por Coxsackie A6.
A onicomadese é tardia e reversível.
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