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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Doença mão-pé-boca

Padrão inflamatórioepiderme e derme(doença mão-pé-boca, síndrome mão-pé-boca, exantema por enterovírus, eczema coxsackium, Coxsackie A6, hand foot and mouth disease)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A doença mão-pé-boca é infecção enteroviral altamente contagiosa, causada por Coxsackie A16, A6 e A10 e pelo enterovírus 71.

Cursa com pródromo de febre e mal-estar seguido de vesículas e bolhas ovaladas de centro acinzentado em palmas, plantas e nádegas, com lesões erosivas orais (herpangina).

A forma atípica por Coxsackie A6, em surtos desde 2008 na Ásia, na América e na Europa, produz erupção vesicobolhosa mais extensa e mais grave, que simula doenças bolhosas e de emergência.

Epidemiologia

Predomina no verão e no outono e é mais comum em crianças até 5 a 10 anos.

Desde 2008, Coxsackie A6 e A10 vêm causando surtos de doença mão-pé-boca atípica, com quadro clínico, epidemiologia e etiologia distintos do que se descrevia antes.

No adulto, a doença associa-se mais fortemente à miocardite.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Idade abaixo de 5 a 10 anos
  • Frequência a creche ou escola
  • Estação: verão e outono
  • Dermatite atópica (predispõe ao eczema coxsackium)

Patogênese

A transmissão é fecal-oral e respiratória: o vírus infecta o trato faríngeo ou gastrointestinal, envolve o tecido linfoide, gera viremia e atinge os órgãos-alvo, entre eles a pele.

O período de incubação é de 3 a 6 dias, seguido do pródromo (febre e mal-estar) e da erupção cutânea.

A doença é altamente contagiosa; a higiene das mãos reduz a transmissão.

A forma grave por Coxsackie A6 é atribuída a mutações em várias regiões do genoma viral.

Clínica

Forma clássica

  • Pródromo de febre e mal-estar, com 1 a 2 dias de febre antes das lesões
  • Lesões orais: vesículas e ulcerações dolorosas em palato, úvula, língua e mucosa jugal (herpangina)
  • Máculas eritematosas e vesículas ovaladas, profundas, de centro acinzentado e halo eritematoso, em palmas, plantas, nádegas e região genital

Forma atípica por Coxsackie A6

  • Erupção vesicobolhosa e erosiva mais extensa, com predileção perioral, acral e por nádegas
  • Eczema coxsackium: vesículas superficiais, polimórficas e agrupadas sobre áreas de eczema, em crianças com dermatite atópica
  • Erupção de padrão Gianotti-Crosti
  • Erupção petequial ou purpúrica

Manifestações tardias

  • Onicomadese e linhas de Beau, 1 a 2 meses depois da infecção, por parada da matriz ungueal
  • Descamação acral

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Complicações e cuidados

  • Onicomadese e linhas de Beau, 1 a 2 meses após a infecção
  • Miocardite, mais associada ao adulto
  • Meningite e encefalite (incomuns)
  • Edema pulmonar neurogênico e insuficiência cardíaca aguda (incomuns)

Prognóstico

A doença é benigna e autolimitada, com resolução completa em 7 a 10 dias, mesmo nas formas atípicas e extensas por Coxsackie A6.

A onicomadese é tardia e reversível.

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Referências

  1. Viral exanthems in children: a great imitator. Clinics in Dermatology. 2019.

Achados (clique para explorar)

vesículabolhaerosãomucosa oralpalmas e plantasfebredorsuperfície erosada
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