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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Eflúvio telógeno

Padrão inflamatório(Alopecia telógena)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em junho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Eflúvio telógeno é uma alopecia não cicatricial difusa, por aumento da queda de fios telógenos.

Decorre de alteração reacional do ciclo capilar, em geral após fator desencadeante sistêmico, hormonal, nutricional, medicamentoso ou emocional.

Epidemiologia

Ocorre em qualquer idade.

É comum após eventos sistêmicos, metabólicos, hormonais, nutricionais ou emocionais.

Na mulher, pode assumir forma crônica, por vezes sem fator desencadeante evidente.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Alterações tireoidianas
  • Deficiência de ferro
  • Gestação e pós-parto
  • Estresse intenso
  • Hospitalização, cirurgia, febre alta e doença grave
  • Desnutrição, sobretudo redução de proteína ou de ferro
  • Dietas restritivas, perda de peso rápida e baixa ingestão de proteínas, que podem desencadear ou perpetuar o quadro
  • Medicamentos: anticoncepcionais orais, retinoides, anticoagulantes, antitireoidianos, anticonvulsivantes, interferon alfa, metais pesados e betabloqueadores
  • Alopecia androgenética, que pode coexistir e dificultar a recuperação percebida da densidade capilar

Patogênese

O eflúvio telógeno ocorre quando um número aumentado de folículos entra prematuramente em catágeno e telógeno.

A queda surge 2 a 4 meses após o fator desencadeante.

Ver mais fios telógenos não define a causa: a etiologia se busca por história clínica, exame físico e investigação laboratorial dirigida.

Os mecanismos descritos são liberação anágena imediata, liberação anágena tardia, síndrome do anágeno curto, liberação telógena imediata e liberação telógena tardia.

Clínica

  • Aumento difuso da queda capilar: a perda fisiológica é de cerca de 100 a 150 fios por dia, e no eflúvio telógeno pode ultrapassar 150 fios por dia
  • Redução global da densidade dos cabelos, sem áreas cicatriciais
  • Couro cabeludo de aspecto normal
  • Linha frontal preservada
  • Teste de tração positivo, com liberação de mais de 4 a 6 fios telógenos em 40 fios tracionados
  • Tricograma com fios telógenos
  • Forma aguda: menos de 6 meses
  • Forma crônica: mais de 6 meses, por vezes sem fator desencadeante evidente, sobretudo em mulheres

Classificação

  • Eflúvio telógeno agudo: dura menos de 6 meses
  • Eflúvio telógeno crônico: persiste por mais de 6 meses e pode ocorrer sem fator desencadeante evidente, sobretudo em mulheres
  • Eflúvio anágeno: agressão aos fios em fase anágena, com queda mais rápida e intensa

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Complicações e cuidados

  • Cronificação do eflúvio, sobretudo em mulheres
  • Alopecia androgenética coexistente, que dificulta a recuperação percebida da densidade capilar
  • Tricofagia na tricotilomania, com obstrução intestinal e tricobezoar

Prognóstico

O eflúvio telógeno é temporário na maioria dos casos.

Corrigido o fator desencadeante, a queda diminui em 6 a 12 meses.

Alguns casos se tornam crônicos, sobretudo em mulheres.

A recuperação da densidade é mais lenta quando há alopecia androgenética associada.

Na tricotilomania, o prognóstico é melhor nas crianças menores do que nas maiores e nos adolescentes.

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Referências

  1. Telogen Effluvium: A Review. J Clin Diagn Res. 2015.
  2. Treatment of chronic telogen effluvium with oral minoxidil: A retrospective study. F1000Research. 2017.
  3. The dermatoscope in the hair clinic: Trichoscopy of scarring and nonscarring alopecia. J Am Acad Dermatol. 2023.

Achados (clique para explorar)

alopecia não cicatricialhipotricosecouro cabeludoinvolução espontâneaóstios foliculares preservados
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