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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Eritema discrômico perstans

Padrão inflamatório(Dermatose cinzenta, Ashy dermatosis)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em junho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

O eritema discrômico perstans é uma dermatose pigmentar adquirida, de etiologia incerta, com máculas acinzentadas, castanho-acinzentadas ou azul-acinzentadas, de evolução lenta e persistente.

Também é chamado dermatose cinzenta.

O uso mais estrito do termo eritema discrômico perstans pressupõe borda eritematosa atual ou pregressa na fase ativa da lesão; sem história ou evidência dessa borda, o quadro é descrito como dermatose cinzenta ou dentro do espectro das hiperpigmentações maculares adquiridas de etiologia incerta.

É benigno do ponto de vista sistêmico, mas causa impacto estético e sofrimento psicossocial importante, sobretudo em fototipos intermediários e altos.

Epidemiologia

Foi descrito inicialmente em populações latino-americanas, mas ocorre em diferentes regiões do mundo, com relatos em latino-americanos, asiáticos e outras populações.

É mais frequente em pessoas de fototipos III a V e acomete crianças e adultos.

Algumas séries mostram discreto predomínio feminino, sem consistência suficiente para ser regra.

O HLA-DR4 foi sugerido como possível fator de suscetibilidade em alguns grupos.

O curso varia com a idade: na criança, a chance de melhora espontânea é maior; no adulto, a doença é mais persistente.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Etiologia desconhecida, sem exame laboratorial ou radiológico específico para confirmar a doença
  • Associações descritas com infecções, medicamentos, substâncias ambientais e fatores genéticos, nenhuma comprovada de forma consistente como causa única
  • Fatores relatados: parasitose intestinal, enterovírus, soroconversão pelo HIV, hepatite C, exposição a substâncias químicas, omeprazol, etambutol, fluoxetina, clorotalonil, contraste iodado e alergia ao cobalto
  • Espectro das hiperpigmentações maculares adquiridas de etiologia incerta, do qual a doença faz parte
  • Sobreposição clínica e histológica com líquen plano pigmentoso, melanose de Riehl e outras dermatoses pigmentares de interface
  • Doença benigna do ponto de vista sistêmico, com impacto estético e sofrimento psicossocial importante

Patogênese

A hipótese principal é o dano à camada basal e aos melanócitos, com resposta imune mediada por linfócitos T.

Esse dano gera incontinência pigmentar e acúmulo persistente de melanófagos na derme.

São os melanófagos dérmicos que dão às lesões a tonalidade acinzentada ou azul-acinzentada.

Clínica

  • Erupção simétrica, assintomática ou pouco sintomática, de instalação lenta
  • Máculas ovaladas, acinzentadas, castanho-acinzentadas ou azul-acinzentadas
  • Predomínio em tronco, pescoço e porções proximais das extremidades; face e membros inferiores também podem ser acometidos
  • Borda eritematosa discreta ao redor das lesões na fase ativa, que pode desaparecer com o tempo e deixar apenas a pigmentação acinzentada
  • Prurido em geral ausente; alguns pacientes relatam prurido leve no início
  • Lesões maculares: prurido importante, pápulas, placas palpáveis, descamação evidente ou história clara de erupção inflamatória prévia obrigam a reconsiderar o diagnóstico e pensar em hiperpigmentação pós-inflamatória ou outra dermatose
  • Mucosas, unhas, palmas e plantas costumam ser poupadas
  • As lesões se espalham lentamente e persistem por anos

Classificação

  • Espectro das hiperpigmentações maculares adquiridas de etiologia incerta, do qual a doença faz parte
  • Eritema discrômico perstans em sentido estrito: com borda eritematosa atual ou pregressa na fase ativa
  • Dermatose cinzenta: sem história nem evidência de borda eritematosa

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Complicações e cuidados

  • Pigmentação persistente, com impacto estético e sofrimento psicossocial
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória, agravamento da pigmentação e fibrose após tratamentos agressivos, sobretudo lasers e procedimentos em fototipos altos
  • Não costuma haver complicações sistêmicas

Prognóstico

O curso é crônico.

Na criança, o clareamento espontâneo é mais provável, e muitos casos melhoram ou se resolvem em 2 a 3 anos.

No adulto, a doença é mais persistente, e a resolução completa é incomum.

A borda eritematosa, quando presente, desaparece com o tempo, mas a pigmentação residual permanece por anos.

Mesmo sem tratamento, alguns pacientes melhoram de forma lenta e parcial ao longo de 3 a 5 anos, enquanto muitos permanecem estáveis.

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Referências

  1. A global consensus statement on ashy dermatosis, erythema dyschromicum perstans, lichen planus pigmentosus, idiopathic eruptive macular pigmentation, and Riehl's melanosis. Int J Dermatol. 2018.
  2. Erythema dyschromicum perstans: A case report and systematic review of histologic presentation and treatment. Int J Womens Dermatol. 2018.
  3. Ashy dermatosis: a review. Dermatol Online J. 2019.
  4. Clinical and histological aspect of erythema dyschromicum perstans in Korea: A review of 68 cases. J Dermatol. 2015.

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máculalesão azuladalesão acastanhadahalo de eritematroncolesão assintomáticalesão fixa e persistentecurso crônico e recorrente
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