O eritema nodoso é a forma mais comum de paniculite e o protótipo da paniculite septal.
Caracteriza-se pelo surgimento agudo de nódulos e placas subcutâneos eritematosos, firmes e dolorosos à palpação.
As lesões localizam-se predominantemente na face anterior das pernas, na região pré-tibial.
Representa uma reação de hipersensibilidade cutânea inespecífica a diversos antígenos.
Pode ser idiopático ou constituir o primeiro sinal de uma doença sistêmica subjacente.
As lesões involuem espontaneamente, sem ulceração, atrofia ou cicatriz.
É a paniculite mais frequente.
Acomete sobretudo mulheres entre a segunda e a quarta décadas de vida.
Nos adultos, a relação mulher:homem varia de cerca de 1:5 a 1:6.
Na infância não há predomínio por sexo até os 12 anos.
A incidência global estimada é de aproximadamente 1 a 5 casos por 100.000 pessoas.
A incidência e as causas variam conforme fatores étnicos, geográficos e sazonais.
Há maior número de casos no primeiro semestre do ano, quando as infecções estreptocócicas são mais frequentes.
Casos familiares foram descritos e costumam ter etiologia infecciosa.
Fatores de risco e doenças associadas
É uma reação de hipersensibilidade a diversos estímulos antigênicos.
A maior parte das evidências aponta para uma resposta de hipersensibilidade tardia do tipo IV, com padrão de citocinas Th1.
Propõe-se também a formação e o depósito de imunocomplexos nas vênulas dos septos do tecido adiposo subcutâneo.
A produção de radicais livres de oxigênio, o TNF-alfa e a formação de granulomas participam do processo.
As lesões iniciais apresentam infiltrado neutrofílico com dano oxidativo tecidual.
Há aumento de citocinas envolvidas no recrutamento e na ativação de neutrófilos, como IL-6, IL-8, IL-12, interferon-gama, G-CSF e MCP-1, na pele e no soro.
Foi observada expressão de moléculas de adesão no endotélio, como E-selectina, P-selectina, PECAM, VCAM-1 e ICAM-1.
Os estrógenos modulam a resposta imune e podem contribuir para o predomínio no sexo feminino.
Classificação
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O prognóstico é geralmente excelente, com resolução espontânea na maioria dos pacientes.
As lesões cutâneas costumam levar de 2 a 8 semanas para resolver, sem cicatriz ou alteração da pigmentação.
Há pequeno risco de recorrência.
Quando há doença subjacente, seu tratamento leva à resolução das lesões.
O eritema nodoso associado a malignidade é considerado marcador de pior prognóstico.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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