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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Eritema tóxico neonatal

Padrão inflamatórioepiderme e derme(eritema neonatal, eritema alérgico neonatal, pustulose neonatal transitória estéril, eritema tóxico pustuloso)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

O eritema tóxico neonatal é uma erupção inflamatória benigna, estéril e autolimitada do recém-nascido a termo saudável, composta por máculas eritematosas, pápulas, pústulas e placas urticadas que surgem em surtos nos primeiros dias de vida e regridem sem sequelas.

É a pustulose benigna mais comum do período neonatal e o principal diagnóstico a ser reconhecido para não se tratar como infecção o que é fenômeno fisiológico.

Epidemiologia

Estudo multicêntrico brasileiro com 2.878 recém-nascidos de uma capital do Sul do país observou eritema tóxico neonatal em 21% dos neonatos, acima dos cerca de 16% descritos na literatura internacional; nos Estados Unidos estima-se que atinja até um terço dos nascidos a termo.

É raro em prematuros e em recém-nascidos com menos de 2.500 g.

Foi mais prevalente em recém-nascidos a termo, brancos (categoria autodeclarada no estudo de origem), do sexo masculino, com Apgar de 8 a 10 no primeiro minuto, nascidos na primavera e filhos de mães sem fator de risco gestacional.

A casuística brasileira não encontrou diferença entre parto vaginal e cesáreo, enquanto outros autores descreveram predomínio ora em um, ora em outro tipo de parto, e alguns relataram maior frequência em filhos de multíparas.

O perfil encontrado sugere tratar-se de achado do recém-nascido saudável.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Recém-nascido a termo
  • Peso ao nascer acima de 2.500 g
  • Sexo masculino
  • Apgar de 8 a 10 no primeiro minuto de vida
  • Nascimento nos meses de primavera
  • Mãe sem fator de risco gestacional
  • Relato do quadro em irmãos
  • Manifestação alérgica nos dois primeiros anos de vida: 84,2% das crianças com alergia tiveram eritema tóxico neonatal ou pH cutâneo baixo ao nascer
  • Dermatite atópica, diagnosticada em 85,7% dos recém-nascidos que apresentaram a pustulose

Patogênese

A etiologia continua indefinida, mas os estudos imuno-histoquímicos mostram ativação da resposta imune inata na lesão, com expressão de E-selectina, das citocinas pró-inflamatórias interleucina 1-alfa e interleucina 1-beta, da quimiocina interleucina 8, de eotaxina, de HMGB-1, das aquaporinas 1 e 3, de psoriasina e das óxido nítrico sintases.

O conjunto sugere reação inflamatória da pele à colonização por microrganismos comensais que a penetram ao nascimento.

Entre as hipóteses não confirmadas estão a diátese atópica, a hipersensibilidade imediata a alérgenos e a resposta a estímulos térmicos, mecânicos ou químicos.

A participação de linfócitos maternos transferidos no parto, que sustentaria reação semelhante à doença do enxerto contra o hospedeiro, não se confirmou.

A descrição do quadro em irmãos levanta a possibilidade de fatores ambientais e genéticos comuns.

Clínica

  • Máculas eritematosas, pápulas, pústulas e placas urticadas assintomáticas
  • Pústula de 1 a 2 mm centrada em halo eritematoso de 1 a 2 cm, aspecto descrito como picada de pulga
  • Acomete face, tronco, nádegas e porção proximal dos membros
  • Poupa palmas e plantas
  • Lesões em surtos que vão e voltam, cada uma resolvendo-se em horas a dias
  • Início típico entre 24 e 72 horas de vida, podendo surgir do nascimento até a segunda semana
  • Recém-nascido em bom estado geral, afebril

Classificação

Forma clássica

  • máculas, pápulas, pústulas e placas urticadas com halo eritematoso, de início entre o primeiro e o terceiro dia de vida

Formas atípicas

  • início tardio, além da primeira semana
  • forma predominantemente pustulosa, também chamada pustulose neonatal transitória ou eritema tóxico pustuloso, incomum

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Prognóstico

Resolve-se espontaneamente em 5 a 7 dias na maioria dos neonatos, podendo levar até duas semanas ou algumas semanas nas formas atípicas.

Não deixa cicatriz nem hiperpigmentação residual.

Novos surtos podem ocorrer durante a primeira semana e não indicam agravamento.

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Referências

  1. Benign skin disease with pustules in the newborn. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2016.
  2. Erupções vesicopustulosas benignas no neonato. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2006.
  3. Prevalence and characterization of neonatal skin disorders in the first 72 h of life. Jornal de Pediatria. 2017.
  4. Neonatal Dermatology: The Normal, the Common, and the Serious. NeoReviews. 2021.

Achados (clique para explorar)

pústulahalo de eritemamáculapápulaurticaeritemalesão assintomáticatroncofaceinvolução espontâneasurtos e remissõeseosinofilia
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