A erupção fixa a drogas é uma reação adversa medicamentosa caracterizada por lesões que recorrem no mesmo local após cada reexposição ao agente causador.
O quadro clássico é localizado e benigno: placas bem delimitadas, eritêmato-violáceas, por vezes bolhosas ou erosadas, que deixam hiperpigmentação pós-inflamatória marcante.
A variante bolhosa generalizada pode simular síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica e exige reconhecimento rápido e suporte intensivo quando há descolamento epidérmico extenso.
Fatores de risco e doenças associadas
O dano tecidual é mediado principalmente por células T CD8+ intraepidérmicas com fenótipo de memória efetora, que permanecem residentes na pele por longos períodos após a resolução clínica da lesão.
Depois da reexposição ao fármaco, mastócitos próximos à epiderme liberam TNF-alfa e auxiliam a ativação dessas células T CD8+ residentes.
Uma vez ativadas, elas liberam interferon-gama e mediadores citotóxicos, o que leva à morte dos queratinócitos adjacentes.
O recrutamento de células T CD4+, células T CD8+ e neutrófilos da circulação amplifica a inflamação.
Na fase estabelecida, células T reguladoras CD4+ FoxP3+ migram para a epiderme e contribuem para a resolução do processo inflamatório.
Classificação
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O curso habitual é benigno.
As lesões resolvem espontaneamente em dias a poucas semanas após a suspensão do medicamento causador, em geral deixando hiperpigmentação residual.
A recorrência é esperada sempre que houver reexposição ao fármaco culpado.
A exceção é a erupção fixa bolhosa generalizada, de prognóstico mais reservado, com mortalidade comparável à da síndrome de Stevens-Johnson e da necrólise epidérmica tóxica nos casos extensos.
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