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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Escleredema

Padrão inflamatório(escleredema de Buschke, escleredema diabeticorum, escleredema adultorum de Buschke)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Doença fibrosante do tecido conjuntivo, de instalação insidiosa, com endurecimento e espessamento simétricos da pele por depósito de colágeno e de mucina na derme.

Acomete tipicamente o dorso, a região cervical posterior, os ombros e a face, poupando mãos e pés.

O tipo 3, associado ao diabetes, é o escleredema diabeticorum, e predomina em homens obesos de meia-idade com diabetes de longa duração.

A resposta ao tratamento é ruim e não acompanha o controle glicêmico.

Epidemiologia

A prevalência entre diabéticos é de 2,5% a 14%.

O escleredema diabeticorum predomina em homens de meia-idade, obesos, com diabetes de longa duração, mau controle metabólico e uso de insulina.

O tipo 1 corresponde a cerca de 55% dos casos, o tipo 2 a cerca de 25% e o tipo 3 a cerca de 20%.

O tipo 1 acomete sobretudo mulheres de meia-idade.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Diabetes melito de longa duração e mau controle metabólico
  • Obesidade
  • Insulinoterapia
  • Sexo masculino, no tipo 3
  • Gamopatia monoclonal IgG-kappa, no tipo 2
  • Doenças reumatológicas, no tipo 2
  • Infecção estreptocócica prévia, no tipo 1

Patogênese

Propõe-se a glicação das fibras colágenas, com degradação alterada, somada ao estímulo direto dos fibroblastos pela hiperglicemia.

O resultado é o depósito de colágeno e de mucopolissacarídeos (glicosaminoglicanos) na derme.

Clínica

  • Endurecimento e espessamento cutâneo de instalação insidiosa
  • Eritema difuso e aspecto de casca de laranja
  • Acometimento do dorso, da região cervical posterior, dos ombros e da face, poupando mãos e pés
  • Face inexpressiva, com boca entreaberta, no tipo 1
  • Pápulas de Huntley: pápulas eritematosas pequenas e agrupadas, descritas no diabético
  • Limitação da mobilidade nas formas extensas
  • Acometimento visceral é raro

Classificação

Escleredema de Buschke

  • Tipo 1 (cerca de 55%): pós-infeccioso, precedido de infecção de vias aéreas superiores, sobretudo faringite estreptocócica; acomete mulheres de meia-idade, com face, pescoço, tronco e porção proximal dos membros superiores; resolve-se em 6 a 24 meses
  • Tipo 2 (cerca de 25%): mesma apresentação do tipo 1, associado a gamopatia monoclonal IgG-kappa e a doenças reumatológicas
  • Tipo 3 (cerca de 20%), escleredema diabeticorum: associado ao diabetes, tipicamente em homens de meia-idade e obesos, com acometimento da região cervical posterior e do dorso superior

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Complicações e cuidados

  • Limitação da mobilidade do pescoço, dos ombros e do tronco
  • Dificuldade de aplicação da insulina nas áreas espessadas
  • Restrição da expansão torácica nas formas extensas

Prognóstico

O tipo 1 resolve-se sozinho em 6 a 24 meses na maioria dos casos.

No escleredema diabeticorum o curso é persistente, mas cerca de metade dos casos resolve-se em torno de 18 meses, e o prognóstico costuma ser bom.

Nas formas extensas há limitação da mobilidade e dificuldade de aplicação da insulina.

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Referências

  1. Cutaneous manifestations of diabetes mellitus: a narrative review. Einstein (São Paulo). 2025.
  2. Skin manifestations associated with systemic diseases - Part II. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2021.

Achados (clique para explorar)

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