O exantema súbito, ou roséola infantil, é a sexta doença exantemática, causada pelo herpesvírus humano 6B (HHV-6B) e, menos, pelo HHV-7, ambos da família Herpesviridae, subfamília Betaherpesvirinae.
Cursa com febre alta e abrupta por 3 a 5 dias em lactente com bom estado geral, seguida de exantema maculopapular sutil de predomínio no tronco que aparece exatamente quando a febre cede.
É um dos exantemas virais mais comuns da infância e causa frequente de convulsão febril.
95% dos casos ocorrem entre 6 meses e 3 anos de idade, com pico entre 6 e 11 meses e mediana de aquisição aos 9 meses.
A soroprevalência de HHV-6 ultrapassa 90% na maioria das populações já na primeira infância: 40% das crianças estão infectadas aos 12 meses e 77% aos 24 meses, com taxas mais altas em meninas e em crianças com irmãos mais velhos.
Há picos sazonais na primavera e no outono. O HHV-6 responde por 10% a 45% dos quadros febris do lactente em casuísticas dos Estados Unidos.
Apenas 23% a 31% das crianças com infecção primária por HHV-6 desenvolvem o exantema típico; muitas têm apenas febre.
Fatores de risco e doenças associadas
A transmissão é por saliva de cuidadores e contactantes próximos, provavelmente também por gotículas respiratórias; portadores assintomáticos (pais e irmãos mais velhos) são reservatório.
O vírus replica-se em leucócitos e nas glândulas salivares, com alta carga viral na saliva, e também em linfócitos T CD4 positivos. O período de incubação é de cerca de 9 a 10 dias (descrito em séries como 5 a 15 dias, ou 1 a 2 semanas).
A viremia em células mononucleares do sangue periférico coincide com os 3 primeiros dias de febre; com a resposta de anticorpos, a viremia cai, a febre cede e o exantema aparece, de mecanismo imunomediado.
Transmissibilidade: o paciente está virêmico no momento do exantema e é considerado contagiante quando ele está presente (ao contrário do eritema infeccioso), mas a maior parte da transmissão ocorre antes do exantema, na fase febril.
O vírus permanece latente em linfócitos T CD4 positivos por toda a vida, com possibilidade de reativação, e pode integrar-se ao cromossomo do hospedeiro (HHV-6 cromossomicamente integrado).
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
O prognóstico é excelente no imunocompetente: doença autolimitada, com recuperação completa e sem sequelas, e as convulsões febris não costumam recorrer.
No imunocomprometido, a reativação de HHV-6 ou HHV-7 pode levar a encefalite límbica, falência de múltiplos órgãos e dano neurológico, com recuperação lenta ou incompleta e risco de morte.
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
Aprenda comigo →Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.
Consulte comigo →