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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Exantema súbito

Padrão inflamatórioepiderme e derme(exantema súbito, roséola, roséola infantil, sexta doença, exanthema subitum, roseola infantum, infecção por HHV-6)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

O exantema súbito, ou roséola infantil, é a sexta doença exantemática, causada pelo herpesvírus humano 6B (HHV-6B) e, menos, pelo HHV-7, ambos da família Herpesviridae, subfamília Betaherpesvirinae.

Cursa com febre alta e abrupta por 3 a 5 dias em lactente com bom estado geral, seguida de exantema maculopapular sutil de predomínio no tronco que aparece exatamente quando a febre cede.

É um dos exantemas virais mais comuns da infância e causa frequente de convulsão febril.

Epidemiologia

95% dos casos ocorrem entre 6 meses e 3 anos de idade, com pico entre 6 e 11 meses e mediana de aquisição aos 9 meses.

A soroprevalência de HHV-6 ultrapassa 90% na maioria das populações já na primeira infância: 40% das crianças estão infectadas aos 12 meses e 77% aos 24 meses, com taxas mais altas em meninas e em crianças com irmãos mais velhos.

Há picos sazonais na primavera e no outono. O HHV-6 responde por 10% a 45% dos quadros febris do lactente em casuísticas dos Estados Unidos.

Apenas 23% a 31% das crianças com infecção primária por HHV-6 desenvolvem o exantema típico; muitas têm apenas febre.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Idade entre 6 meses e 3 anos
  • Convívio com irmãos mais velhos
  • Frequência a creche
  • Imunossupressão e transplante (doença grave e reativação)
  • DRESS (reativação de HHV-6 e HHV-7, junto com EBV e CMV)
  • Pitiríase rósea (HHV-6 e HHV-7)
  • Doença de Rosai-Dorfman

Patogênese

A transmissão é por saliva de cuidadores e contactantes próximos, provavelmente também por gotículas respiratórias; portadores assintomáticos (pais e irmãos mais velhos) são reservatório.

O vírus replica-se em leucócitos e nas glândulas salivares, com alta carga viral na saliva, e também em linfócitos T CD4 positivos. O período de incubação é de cerca de 9 a 10 dias (descrito em séries como 5 a 15 dias, ou 1 a 2 semanas).

A viremia em células mononucleares do sangue periférico coincide com os 3 primeiros dias de febre; com a resposta de anticorpos, a viremia cai, a febre cede e o exantema aparece, de mecanismo imunomediado.

Transmissibilidade: o paciente está virêmico no momento do exantema e é considerado contagiante quando ele está presente (ao contrário do eritema infeccioso), mas a maior parte da transmissão ocorre antes do exantema, na fase febril.

O vírus permanece latente em linfócitos T CD4 positivos por toda a vida, com possibilidade de reativação, e pode integrar-se ao cromossomo do hospedeiro (HHV-6 cromossomicamente integrado).

Clínica

Fase febril

  • Febre alta e abrupta, muitas vezes acima de 40 graus Celsius, por 3 a 5 dias
  • Criança em geral com bom estado geral, alerta e ativa apesar da febre
  • Irritabilidade, anorexia, tosse, sintomas de vias aéreas superiores e diarreia podem ocorrer
  • Conjuntivite, edema orbitário ou palpebral, linfadenomegalia e abaulamento de fontanela
  • Exantema (surge com a defervescência, entre o terceiro e o quinto dia):
  • Máculas e maculopápulas rosadas de 2 a 5 mm, por vezes com halo pálido ao redor
  • Início no tronco, com extensão para o pescoço e as extremidades proximais, poupando a face
  • Poupa palmas e plantas; não é pruriginoso, dura 1 a 2 dias e some sem descamação

Enantema

  • Manchas de Nagayama: pápulas eritematosas no palato mole e na úvula, presentes em cerca de dois terços das crianças

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Complicações e cuidados

  • Convulsão febril em 10% a 15% das crianças, na fase de febre alta, em geral sem recorrência
  • Estado de mal epiléptico febril
  • Encefalite (rara no imunocompetente)
  • Miocardite, rabdomiólise, trombocitopenia, síndrome de Guillain-Barré, hepatite, leucopenia e meningite asséptica (relatos isolados)
  • No imunocomprometido: encefalite límbica pós-transplante por reativação de HHV-6B, falência de múltiplos órgãos e dano neurológico

Prognóstico

O prognóstico é excelente no imunocompetente: doença autolimitada, com recuperação completa e sem sequelas, e as convulsões febris não costumam recorrer.

No imunocomprometido, a reativação de HHV-6 ou HHV-7 pode levar a encefalite límbica, falência de múltiplos órgãos e dano neurológico, com recuperação lenta ou incompleta e risco de morte.

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Referências

  1. Roseola Infantum. StatPearls. StatPearls Publishing. 2026.
  2. Viral exanthems in children: a great imitator. Clinics in Dermatology. 2019.

Achados (clique para explorar)

máculapápulafebretroncohalo hipocrômicomucosa orallesão assintomáticalinfadenomegalia
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