Doença fibrosante adquirida, crônica e progressiva, que acomete pele e órgãos internos de pacientes com insuficiência renal expostos a contraste com gadolínio.
Também chamada dermopatia fibrosante nefrogênica.
Manifesta-se por placas induradas, lenhosas, simétricas, com aspecto de casca de laranja, principalmente nos membros, poupando a face.
Não há tratamento curativo, e a doença evolui para contraturas articulares e incapacidade grave: a prevenção, evitando o gadolínio no doente renal, é o único recurso eficaz.
Manifesta-se tipicamente na quinta década, sem predileção por sexo.
Surge em pacientes com lesão renal aguda ou doença renal crônica grave expostos a contraste com gadolínio.
O início ocorre em geral 2 a 4 semanas depois da exposição, mas pode ocorrer anos depois.
As alterações de cor da pele aparecem em até dois meses em 90% dos pacientes.
Fatores de risco e doenças associadas
O gadolínio extravasa para os tecidos no paciente com função renal comprometida e é fagocitado por macrófagos teciduais.
Os macrófagos liberam citocinas e fatores de crescimento pró-fibróticos, com elevação de TGF-beta e IL-6.
Fibrócitos circulantes CD34 positivos e pró-colágeno I positivos são recrutados para a pele e produzem colágeno e matriz extracelular em excesso.
Há predisposição genética associada ao HLA-A2 e um estado inflamatório que facilita a entrada do gadolínio nos tecidos.
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Evolui com contraturas articulares, incapacidade grave e dependência de cadeira de rodas.
Em 5% dos casos a evolução é fulminante, com falência de múltiplos órgãos.
Há melhora expressiva, e às vezes resolução completa, depois do transplante renal.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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