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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Foliculite pustulosa eosinofílica

Padrão inflamatórioepiderme e derme(pustulose eosinofílica, foliculite pustulosa eosinofílica da infância)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A foliculite pustulosa eosinofílica da infância é uma pustulose benigna, pruriginosa e recorrente, com vesicopústulas que coalescem em placas exsudativas e crostosas no couro cabeludo, e esfregaço e histopatologia ricos em eosinófilos.

Descrita em adultos por Ofuji e em lactentes por Lucky e colaboradores em 1984, tem curso oscilante de meses a anos e remissão espontânea.

Epidemiologia

Acomete sobretudo lactentes entre 5 e 10 meses de vida.

Pode manifestar-se ao nascimento ou nos primeiros dias de vida.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Síndrome de hiper-IgE
  • Aids, na forma generalizada e não remitente, considerada marcador de pior prognóstico

Patogênese

A etiologia é desconhecida.

Foi sugerido que represente uma forma mais persistente do eritema tóxico neonatal, com base nas semelhanças histopatológicas entre as duas condições.

Clínica

  • Vesicopústulas pruriginosas, por vezes amareladas, que coalescem em placas exsudativas e crostosas
  • Predomínio no couro cabeludo, com acometimento menos frequente da face, do tronco e das extremidades
  • Pústulas que formam crosta em dois a três dias do início
  • Erupção polimorfa, em surtos recorrentes, intermitentes, com duração de uma a quatro semanas
  • Prurido e irritabilidade, comuns nos lactentes menores

Classificação

Forma clássica do lactente

  • surtos autolimitados no couro cabeludo, com remissão espontânea em meses a anos

Forma generalizada e não remitente

  • descrita em lactentes com aids, considerada marcador de pior prognóstico

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Complicações e cuidados

  • Infecção secundária das lesões exsudativas e crostosas
  • Prurido e irritabilidade persistentes

Prognóstico

O curso oscila por meses a anos, com surtos intermitentes de uma a quatro semanas separados por períodos de acalmia.

A remissão espontânea ocorre ao final, sem sequelas.

A forma generalizada e não remitente em lactentes com aids indica pior prognóstico.

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Referências

  1. Erupções vesicopustulosas benignas no neonato. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2006.
  2. Benign skin disease with pustules in the newborn. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2016.

Achados (clique para explorar)

pústulavesículacouro cabeludopruridocrostaexsudaçãoeosinofiliasurtos e remissõesinvolução espontânea
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