A hiperplasia sebácea é o aumento benigno das glândulas sebáceas normais, formado por múltiplos lóbulos sebáceos maduros dispostos ao redor de um ducto/infundíbulo central dilatado.
Não há atipia nem perda da maturação: a arquitetura interna da glândula está preservada, apenas ampliada.
Corresponde a uma proliferação de anexo cutâneo situada na derme superficial, de comportamento benigno e sem potencial de malignização.
A relevância clínica não está no risco da lesão, e sim no fato de ela simular o carcinoma basocelular na face de pessoas fotoexpostas.
Dados moleculares recentes sugerem que a forma esporádica possa ser, na verdade, uma neoplasia benigna, e não uma simples hiperplasia.
É uma proliferação sebácea comum, típica de adultos de meia-idade e de idosos.
O nome clássico de hiperplasia sebácea senil deriva dessa predominância em faixas etárias mais avançadas, mas atualmente a lesão é observada também em adultos jovens, inclusive mulheres jovens.
Entre receptores de transplante de órgãos sob imunossupressão, a hiperplasia sebácea foi relatada em cerca de 16% dos casos.
A forma familiar difusa pré-senil (ou prematura) é rara e acomete adolescentes de famílias afetadas.
Fatores de risco e doenças associadas
A predisposição individual não está completamente esclarecida.
Foram implicados o envelhecimento natural, a exposição solar ultravioleta prolongada e a predisposição genética.
Em hiperplasias sebáceas esporádicas demonstrou-se papel patogênico da via EGFR-RAS-MAPK, com mutações em KRAS, HRAS e EGFR.
A ciclosporina administrada a transplantados, sobretudo renais, induz o desenvolvimento de hiperplasias sebáceas múltiplas.
A isotretinoína age reduzindo o tamanho e a função da glândula sebácea, inibindo a proliferação dos sebócitos basais, suprimindo a produção de sebo e inibindo a diferenciação dos sebócitos, o que sustenta o eixo sebotrópico como base da doença.
Classificação
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O prognóstico é excelente: a lesão é benigna, não maligniza e não tem repercussão sistêmica.
A evolução natural é progressiva ao longo de anos, com aparecimento de lesões novas e crescimento das antigas, sem involução espontânea.
Todos os tratamentos são eficazes em reduzir ou eliminar as lesões existentes, mas nenhum impede o surgimento de novas, e a recidiva é comum.
O maior impacto é estético.
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