O lentigo solar é uma mácula pigmentada benigna que resulta do dano actínico crônico e cumulativo sobre a epiderme.
Traduz aumento da pigmentação dos queratinócitos basais e alongamento das cristas epidérmicas, com aumento apenas discreto (ou nenhum) da densidade de melanócitos, sem proliferação melanocítica atípica.
Não tem potencial de transformação maligna, mas é marcador de fotoexposição acumulada e, portanto, de risco aumentado de câncer de pele naquele paciente.
Também é um dos primeiros sinais visíveis do fotoenvelhecimento, o que explica a demanda estética.
Trate o lentigo se o paciente quiser; a presença da lesão indica fotoproteção e exame de corpo inteiro.
Na face, uma mácula pigmentada em pessoa idosa com dano solar crônico pode ser um lentigo maligno: faça dermatoscopia antes de destruir e biopsie na dúvida.
Lesão do adulto, com prevalência crescente com a idade: afeta mais de 90% das pessoas de pele clara acima dos 50 anos e é praticamente ubíqua após os 60 anos.
Mais comum em indivíduos de pele clara (fototipos baixos) do que em asiáticos de pele clara; a suscetibilidade também depende de fatores genéticos e do nível de pigmentação constitucional.
As lesões aparecem nas áreas de maior exposição solar cumulativa: face, pescoço, dorso das mãos, antebraços e ombros.
O impacto social não é desprezível, já que as lesões surgem em áreas muito visíveis.
Fatores de risco e doenças associadas
A radiação ultravioleta crônica atua sobre os queratinócitos e melanócitos da epiderme fotoexposta.
Há aumento localizado da produção de melanina e da transferência de pigmento para os queratinócitos basais, com alongamento das cristas interpapilares.
A quantidade de melanócitos pode estar discretamente aumentada, mas não há atipia nem proliferação melanocítica confluente.
O acúmulo de dano actínico se expressa também na derme, com elastose solar subjacente.
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Lesão benigna, sem potencial de transformação maligna.
De evolução crônica e progressiva: as lesões aumentam em número e tamanho com a exposição solar continuada e podem confluir.
Muitas evoluem para ceratose seborreica plana.
Após tratamento, a recidiva é frequente se a fotoproteção não for mantida (55% em 6 meses após crioterapia ou dermoabrasão).
O prognóstico do paciente depende menos do lentigo e mais do que ele sinaliza: fotodano acumulado e risco aumentado de neoplasias cutâneas.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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