Grupo de dermatoses e sinais cutâneos que traduzem, na superfície, um processo interno em curso: metabólico, endócrino, renal, hepático ou neoplásico.
A pele funciona como janela para o meio interno, e em muitas dessas doenças a lesão cutânea é o primeiro ou o único sinal disponível antes do diagnóstico sistêmico.
O valor prático da página está menos na descrição da lesão e mais na pergunta que cada lesão obriga a fazer: que doença investigar, com que exame e em que prazo.
As manifestações são divididas em específicas, quando a histopatologia confirma a doença de base investigada, e inespecíficas, quando a lesão não carrega a assinatura histológica da doença sistêmica; a divisão não se aplica a todas as entidades, mas orienta o peso diagnóstico de cada achado.
Nas neoplasias, o conceito operante é o de dermatose paraneoplásica: dermatose adquirida, rara na população geral, que acompanha um tumor sem conter células neoplásicas na lesão, e cujo curso segue o curso do tumor.
A exceção histológica clássica é a síndrome de Sweet associada a neoplasia hematológica, em que células mieloides podem ser detectadas na biópsia cutânea.
A pele é ainda o local ideal para biópsia diagnóstica pelo acesso fácil, o que reforça o papel do dermatologista na triagem de doença interna.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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