Você está no conteúdo aberto da Dermato Prática. Conheça os planos →
← Doenças

Milium

benignaderme(mília, milium, cisto de queratina)

Conceito

O milium é um microcisto de queratina, isto é, um cisto de inclusão diminuto derivado do infundíbulo folicular, em geral do infundíbulo dos pelos velos.

Histologicamente é um cisto infundibular pequeno, com parede escamosa estratificada, camada granulosa e conteúdo de queratina.

É benigno e assintomático, e o seu valor clínico é sobretudo semiológico: a mília primária é achado comum e banal, mas a mília secundária, surgida onde antes houve bolha ou trauma, é pista diagnóstica de dermatose bolhosa ou cicatricial subepidérmica.

Epidemiologia

A mília congênita ocorre em 16% a 50% dos recém-nascidos.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Síndrome orofaciodigital: mília numerosa e persistente, com língua lobulada e fendida
  • Porfiria cutânea tardia: fragilidade cutânea, vesículas, bolhas, erosões, mília, cicatrizes, hiperpigmentação e hipertricose em áreas fotoexpostas
  • Porfiria hepatoeritropoiética: cicatrizes, alterações escleroderemiformes, fotossensibilidade grave, hipertricose, mília e vesículas, bolhas, erosões e úlceras desde a infância
  • Epidermólise bolhosa distrófica: cicatrização atrófica com mília; no tipo Cockayne-Touraine e no tipo Pasini
  • Epidermólise bolhosa: mília e cicatrizes nas formas mecanobolhosas
  • Síndrome de Bazex-Dupré-Christol: atrofodermia folicular, carcinomas basocelulares da face, mília, hipoidrose localizada acima do pescoço e hipotricose
  • Síndrome de Rombo: atrofodermia vermiculada, mília, eritema acral, vasodilatação periférica com cianose e carcinomas basocelulares múltiplos
  • Síndrome de Nicolau-Balus: siringomas eruptivos generalizados, atrofodermia vermiculada e mília
  • Atriquia congênita com pápulas: cistos foliculares e pápulas semelhantes a mília, por defeito no gene hairless ou no receptor de vitamina D

Patogênese

Formam-se pequenos cistos de inclusão na epiderme, originados dos infundíbulos dos pelos velos.

Na mília secundária, o cisto surge em pele que sofreu clivagem subepidérmica ou dano cicatricial prévio, e por isso acompanha as dermatoses bolhosas subepidérmicas e os processos que cicatrizam com atrofia.

Clínica

  • Pápulas diminutas, brancas, lisas e firmes
  • Face é a topografia típica
  • Número variável, de poucas a várias dezenas de lesões

Mília congênita

  • Presente ao nascimento ou nas primeiras semanas de vida
  • Regride espontaneamente ao longo de alguns meses

Mília numerosa e persistente

  • Deve levantar a suspeita de síndrome orofaciodigital

Mília secundária

  • Surge em áreas que sofreram formação de bolha, erosão ou cicatrização
  • Acompanha as dermatoses bolhosas subepidérmicas e as cicatrizes atróficas dessas doenças
  • Nas áreas fotoexpostas, sobretudo no dorso das mãos e nos antebraços, acompanha fragilidade cutânea, vesículas, bolhas, erosões, cicatrizes, hiperpigmentação e hipertricose

Histopatologia Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Diagnósticos diferenciais Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Manejo Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Prognóstico

A mília congênita resolve espontaneamente em alguns meses.

Pérola clínica Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Achados (clique para explorar)

Médico ou estudante
Acesso completo

Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.

Aprenda comigo →
Paciente
Consulte com o Dr. Caio Formiga

Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.

Consulte comigo →