Paraceratose granular é um distúrbio adquirido da queratinização.
Caracteriza-se por lesões ceratóticas em áreas sujeitas a umidade, oclusão, atrito e maceração.
A forma clássica foi descrita nas axilas, daí o nome paraceratose granular axilar.
O termo paraceratose granular intertriginosa é mais abrangente, pois a doença também ocorre em outras dobras.
O achado histopatológico central é a paraceratose compacta com retenção de grânulos de querato-hialina no estrato córneo.
Acomete adultos e crianças, e é mais descrita em mulheres adultas.
As axilas são o local clássico.
Outras áreas intertriginosas podem ser acometidas, como região inguinal, região inframamária, região genital, períneo, fenda interglútea e área das fraldas.
Também pode ocorrer em áreas não intertriginosas, sobretudo quando há contato próximo com roupas, tecidos, cama ou superfícies contaminadas por irritantes.
Em pacientes acamados, pode surgir no dorso, em áreas sujeitas a pressão, oclusão e maceração.
Fatores de risco e doenças associadas
A causa exata não é definida.
A doença parece representar um padrão reacional de queratinização anormal.
Umidade, oclusão, atrito e maceração favorecem o desenvolvimento das lesões, e irritantes químicos podem desencadeá-las.
O cloreto de benzalcônio é um composto de amônio quaternário usado como conservante, antisséptico e antimicrobiano em produtos domésticos e cosméticos.
A fisiopatologia envolve alteração da maturação dos queratinócitos entre a camada granulosa e o estrato córneo.
Uma hipótese é a interferência no processamento da profilagrina em filagrina.
Na maturação normal, os precursores presentes nos grânulos de querato-hialina são degradados durante a cornificação; na paraceratose granular, esse processo parece incompleto.
Resultam a retenção de núcleos e de grânulos de querato-hialina no estrato córneo.
A barreira cutânea alterada facilita a penetração de irritantes.
Classificação
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A paraceratose granular é benigna.
O curso vai de semanas a anos, e alguns casos melhoram espontaneamente.
Muitos casos melhoram após a suspensão do irritante e os cuidados de barreira.
A recorrência ocorre quando persistem umidade, oclusão, atrito ou reexposição ao irritante desencadeante.
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