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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Paroníquia

Padrão inflamatório(Paroníquia aguda, Paroníquia crônica, Perionixe, Unheiro)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Inflamação ou infecção das dobras ungueais proximal e laterais.

Classifica-se em aguda (até 6 semanas), crônica (mais de 6 semanas) e associada a quimioterapia, conforme a duração e a causa.

Em todas as formas há ruptura da barreira protetora da dobra ungueal: na aguda a infecção é a causa; na crônica, a exposição repetida a umidade, irritantes e alérgenos.

Epidemiologia

É mais frequente em mulheres.

A paroníquia crônica atinge sobretudo quem faz trabalho úmido: donas de casa, manipuladores de alimentos, lavadores de louça, nadadores e profissionais de saúde.

A paroníquia associada a quimioterapia surge cerca de 4 a 8 semanas após o início do quimioterápico e acomete com frequência o hálux.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Trauma da dobra ungueal e manipulação de cutículas
  • Hábito de roer as unhas e de sugar os dedos
  • Manicure agressiva e unhas artificiais
  • Unha encravada, causa comum de paroníquia aguda nos pododáctilos
  • Trabalho úmido e exposição repetida a irritantes e solventes
  • Calçado apertado
  • Diabetes melito
  • Imunossupressão
  • Doença de Raynaud
  • Psoríase
  • Neoplasias do aparelho ungueal

Patogênese

Na paroníquia aguda, o trauma rompe a barreira da dobra ungueal e permite a invasão bacteriana; Staphylococcus aureus é o agente mais comum, mas a maioria das infecções é mista, com aeróbios e anaeróbios.

Na paroníquia crônica, a exposição repetida a umidade e a irritantes produz inflamação e perda da cutícula, que deixa de selar o espaço entre a dobra e a lâmina; sem esse selo, irritantes e alérgenos entram e mantêm a inflamação, e a matriz subjacente sofre.

Candida albicans é cultivada com frequência na paroníquia crônica, mas é considerada colonizadora, e não patógeno: por isso o corticosteroide tópico supera o antifúngico.

Na paroníquia associada a quimioterapia, os fármacos alteram a diferenciação dos queratinócitos e atingem a matriz ungueal.

Clínica

Paroníquia aguda

  • Inflamação e dor localizadas na dobra ungueal, com duração de até 6 semanas
  • Acomete um único dígito na maioria dos casos
  • Os sintomas surgem em geral na primeira semana após o trauma
  • Pode formar abscesso, que se estende às dobras adjacentes
  • Sem tratamento, o abscesso progride para a região subungueal, com separação da lâmina do leito

Paroníquia crônica

  • Inflamação das dobras ungueais que dura mais de 6 semanas
  • Dor e edema menos intensos que na forma aguda
  • Perda da cutícula, que se separa da lâmina ou desaparece por completo
  • Sulcos, discromia e arredondamento da lâmina, por dano à matriz
  • Exacerbações intermitentes após exposição a umidade ou a irritantes
  • Costuma acometer vários dígitos

Paroníquia associada a quimioterapia

  • Surge 4 a 8 semanas após o início do quimioterápico
  • Eritema, calor e dor, com acometimento frequente do hálux
  • Dor que limita as atividades de vida diária
  • Inibidores do EGFR (cetuximabe, panitumumabe, erlotinibe, gefitinibe) e taxanos (paclitaxel, docetaxel) são os fármacos implicados

Classificação

  • Paroníquia aguda: até 6 semanas, de causa infecciosa
  • Paroníquia crônica: mais de 6 semanas, de causa irritativa e alérgica, multifatorial, não é infecção primária
  • Paroníquia associada a quimioterapia: induzida por inibidores do EGFR e taxanos

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Complicações e cuidados

  • Abscesso da dobra ungueal, com extensão às dobras adjacentes
  • Abscesso subungueal, com separação da lâmina do leito
  • Celulite e linfangite
  • Onicodistrofia por dano à matriz, com sulcos, discromia e arredondamento da lâmina
  • Melanoníquia por ativação melanocítica na inflamação crônica
  • Neoplasia subjacente não diagnosticada no dígito único refratário
  • Dor que limita as atividades de vida diária, sobretudo na forma associada a quimioterapia

Prognóstico

A paroníquia aguda resolve-se com medidas conservadoras ou com a drenagem.

A paroníquia crônica tem curso prolongado, com exacerbações a cada exposição a umidade e irritantes, e depende do afastamento desses fatores.

A paroníquia associada a quimioterapia melhora com as medidas preventivas e pode exigir ajuste de dose do quimioterápico.

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Referências

  1. Optimal diagnosis and management of common nail disorders. Annals of Medicine. 2022.

Achados (clique para explorar)

paroníquiadordor à pressãoeritemaabscessounhasonicodistrofiacurso crônico e recorrente
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