Pular para o conteúdo
Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

Conteúdo

  • Assista
  • Explore
  • Assinar

Contato

  • Sou paciente: agendar consulta
  • WhatsApp
  • Instagram
© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
Dermato Prática
AssistaExploreSobreEntrarAssinar
Você está no conteúdo aberto da Dermato Prática. Conheça os planos →
← Doenças

Pênfigo paraneoplásico

Padrão inflamatório(síndrome multiorgânica autoimune paraneoplásica, PAMS)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Doença bolhosa autoimune rara, mucocutânea e multissistêmica, associada a neoplasia subjacente, descrita por Anhalt em 1990.

É dermatose paraneoplásica obrigatória: a neoplasia está presente em praticamente todos os casos e, em cerca de 30% deles, são as lesões cutaneomucosas que levam à descoberta do tumor oculto.

Também é chamada síndrome multiorgânica autoimune paraneoplásica, termo proposto por Nguyen em 2001, porque vários órgãos são acometidos e os autoanticorpos ligam-se a diferentes tecidos.

A estomatite dolorosa está sempre presente e costuma ser a primeira manifestação, seguida de erupção cutânea polimorfa.

A mortalidade chega a 90%.

Epidemiologia

Acomete adultos entre 45 e 70 anos, sem predomínio de sexo, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária, inclusive em crianças e adolescentes.

Cerca de 84% dos casos associam-se a neoplasia ou distúrbio hematológico: linfoma não Hodgkin (38,6%), leucemia linfocítica crônica (18,4%), doença de Castleman (18,4%) e timoma (5,5%).

A doença de Castleman é a associação mais comum em crianças.

Tumores de órgãos sólidos respondem por cerca de 15% dos casos, sendo 9% de origem epitelial (mama, cólon) e 6% sarcomas.

Na maioria dos casos a neoplasia já é conhecida quando o pênfigo surge; em cerca de 30% as manifestações cutâneas levam à detecção de neoplasia oculta.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Linfoma não Hodgkin, a associação mais frequente
  • Leucemia linfocítica crônica
  • Doença de Castleman, principal associação em crianças
  • Timoma, frequentemente acompanhado de miastenia gravis
  • Macroglobulinemia de Waldenström
  • Sarcoma de células dendríticas foliculares
  • Tumores sólidos de origem epitelial (mama, cólon) e sarcomas

Patogênese

Coexistem autoimunidade humoral e celular.

Há autoanticorpos contra a família das plaquinas: envoplaquina (210 kDa), periplaquina (190 kDa), desmoplaquinas (250 e 210 kDa), plectina (500 kDa) e antígeno de 230 kDa do penfigoide bolhoso.

Também são detectados autoanticorpos contra as desmogleínas 1 e 3, as desmocolinas 1 e 3, a plaquefilina 3 e o inibidor de protease alfa-2-macroglobulina-like-1.

Linfócitos T CD8 citotóxicos restritos ao MHC, células natural killer CD56 e células CD68 localizam-se na junção dermoepidérmica das lesões.

O predomínio da citotoxicidade humoral produz lesões pemfigoides; o predomínio da citotoxicidade celular produz lesões liquenoides.

Há relatos de pacientes sem autoanticorpo detectável, o que reforça o papel da imunidade celular.

Clínica

  • Estomatite dolorosa, sempre presente, em geral a primeira manifestação e a mais persistente
  • Erosões graves do vermelhão dos lábios e da orofaringe
  • Acometimento de nasofaringe, conjuntivas (com conjuntivite cicatricial grave), região anogenital e esôfago
  • Palmas, plantas e unhas frequentemente acometidas, ao contrário do pênfigo vulgar
  • Envolvimento do epitélio respiratório em até 92% dos casos, com dispneia, doença pulmonar obstrutiva e bronquiolite obliterante
  • Erupção cutânea polimorfa, que surge depois das lesões mucosas e muda de um tipo para outro:
  • lesões pênfigo-símiles, com bolhas flácidas e erosões
  • lesões penfigoide-símiles, com bolhas tensas
  • lesões que lembram eritema multiforme
  • lesões que lembram doença do enxerto contra o hospedeiro
  • lesões pustulosas e psoriasiformes
  • lesões liquenoides, mais comuns em crianças, no tronco e nos membros

Histopatologia Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Diagnósticos diferenciais Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Manejo Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Procedimentos relacionados Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Complicações e cuidados

  • Bronquiolite obliterante e insuficiência respiratória, ligadas aos anticorpos anti-desmogleína 3
  • Sepse a partir das erosões cutaneomucosas
  • Sangramento gastrointestinal
  • Conjuntivite cicatricial
  • Desnutrição e desidratação pela estomatite dolorosa

Prognóstico

A mortalidade é de cerca de 90%.

As causas de óbito são a infecção, que é a principal, a própria neoplasia, o sangramento gastrointestinal e a bronquiolite obliterante.

A insuficiência respiratória por bronquiolite obliterante é o desfecho temido e associa-se aos anticorpos anti-desmogleína 3.

Os casos ligados a tumores benignos, como a doença de Castleman localizada e o timoma benigno, costumam melhorar ou remitir por completo depois da ressecção.

Pérola clínica Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Referências

  1. Paraneoplastic dermatoses: a brief general review and an extensive analysis of paraneoplastic pemphigus and paraneoplastic dermatomyositis. International Journal of Molecular Sciences. 2020.
  2. Skin manifestations associated with systemic diseases - Part II. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2021.

Achados (clique para explorar)

bolhaerosãomucosa oralacometimento de mucosasdorlesão em alvomucosa genitalpalmas e plantaslábio inferior
Médico ou estudante
Acesso completo

Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.

Aprenda comigo →
Paciente
Consulte com o Dr. Caio Formiga

Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.

Consulte comigo →