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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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Pitiríase rubra pilar

Padrão inflamatório

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em junho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A pitiríase rubra pilar é uma dermatose papuloescamosa rara, caracterizada por pápulas foliculares ceratóticas, placas vermelho-alaranjadas com ilhas de pele sã e ceratodermia palmoplantar.

O quadro pode evoluir para eritrodermia.

Epidemiologia

É uma dermatose rara.

Tem distribuição bimodal, com picos na primeira e na sexta décadas de vida.

A maioria dos casos é adquirida, mas há formas familiares.

Acomete os dois sexos.

Fatores de risco e doenças associadas

  • História familiar nas formas hereditárias
  • Infecções e vacinação como desencadeantes nos casos adquiridos
  • HIV, associado a uma forma específica de pitiríase rubra pilar, que pode cursar com hidradenite supurativa, acne conglobata e espículas foliculares alongadas
  • Mutações em CARD14 nas formas familiares

Patogênese

A patogênese não está completamente definida.

Infecção por COVID-19, vacinação contra COVID-19 e infecção pelo vírus Epstein-Barr podem desencadear o quadro.

Formas familiares ocorrem por herança dominante.

A forma hereditária dominante associa-se a mutação de ganho de função no gene CARD14, também conhecido como PSORS2.

Clínica

  • Início na cabeça e no pescoço, com progressão em sentido caudal
  • Eritema do couro cabeludo com descamação fina e difusa
  • Pápulas foliculocêntricas ceratóticas sobre base eritematosa, o achado mais característico, de aspecto áspero ao tato, que lembra ralador de noz-moscada
  • Coalescência das pápulas em placas alaranjadas a salmão no tronco e nas extremidades
  • Ilhas de pele sã, pista clínica importante
  • Progressão possível para eritrodermia com exfoliação
  • Ceratodermia palmoplantar vermelho-alaranjada, cerosa, que pode fissurar; nas plantas assume padrão semelhante a sandália
  • Unhas espessadas, amarelo-acastanhadas e com debris subungueais
  • Ausência de depressões puntiformes ungueais, ao contrário da psoríase

Classificação

Tipo I, adulto clássico

  • Forma mais comum, de início rápido, com os achados clássicos e bom prognóstico
  • A maioria resolve em até 3 anos

Tipo II, adulto atípico

  • Início lento, com lesões ictiosiformes nas pernas e ceratodermia de descamação grosseira e lamelar; pode haver alopecia
  • Curso crônico

Tipo III, juvenil clássico

  • Apresentação e evolução semelhantes às do tipo I
  • Pode ter pico nos primeiros 2 anos de vida e na adolescência

Tipo IV, juvenil circunscrito

  • Forma mais comum em crianças, focal, com pápulas foliculares e eritema em cotovelos e joelhos
  • Início pré-puberal e curso variável

Tipo V, juvenil atípico

  • Início nos primeiros anos de vida, com hiperceratose folicular, eritema e alterações esclerodermiformes de mãos e pés
  • Curso crônico; concentra a maioria das formas familiares

Tipo VI, associado ao HIV

  • Doença generalizada, com possível hidradenite supurativa, acne conglobata e espículas foliculares alongadas

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Complicações e cuidados

  • Eritrodermia com exfoliação
  • Fissuras da ceratodermia palmoplantar
  • Ceratodermia dolorosa e acometimento extenso, que aumentam a morbidade e a necessidade de tratamento sistêmico

Prognóstico

O curso depende do subtipo clínico.

As formas clássicas, tipos I e III, tendem a resolver em 3 a 5 anos, e o tipo I tem o melhor prognóstico.

Cerca de metade dos casos evolui para remissão espontânea.

As formas atípicas, circunscritas e associadas ao HIV podem persistir por mais tempo: os tipos II, V e VI tendem a ser mais crônicos e refratários.

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Referências

  1. Systemic therapies of pityriasis rubra pilaris: a systematic review. J Dtsch Dermatol Ges. 2019.
  2. Dermoscopy of inflammatory dermatoses inflammoscopy: an up to date overview. Dermatol Pract Concept. 2019.
  3. Standardization of dermoscopic terminology and basic dermoscopic parameters to evaluate in general dermatology (non-neoplastic dermatoses): an expert consensus on behalf of the International Dermoscopy Society. British Journal of Dermatology. 2020.

Achados (clique para explorar)

pápulasuperfície ceratósicalesão em ilha de pele sãeritemaescamacouro cabeludopalmas e plantasonicodistrofia
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