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Pitiríase rubra pilar

Padrão inflamatórioEpiderme e folículo piloso

Conceito

Pitiríase rubra pilar é uma dermatose papuloescamosa rara, caracterizada por pápulas foliculares queratóticas, placas vermelho alaranjadas com ilhas de pele sã e queratodermia palmoplantar.

Pode evoluir para eritrodermia.

Epidemiologia

É uma dermatose rara.

Apresenta distribuição bimodal, com picos na primeira e na sexta décadas de vida.

A maioria dos casos é adquirida.

Homens e mulheres podem ser acometidos.

Algumas formas são familiares.

Fatores de risco

  • História familiar pode estar presente em formas hereditárias.
  • Infecções e vacinação podem atuar como gatilhos em casos adquiridos.
  • HIV está associado a uma forma específica de pitiríase rubra pilar.

Doenças associadas

  • A forma associada ao HIV pode cursar com hidradenite supurativa, acne conglobata e espículas foliculares alongadas.
  • Formas familiares podem estar associadas a mutações em CARD14.

Patogênese

A patogênese não é completamente definida.

Infecção por COVID 19, vacinação contra COVID 19 e infecção por EBV podem atuar como possíveis gatilhos.

Formas familiares podem ocorrer por herança dominante.

A forma hereditária dominante está associada a mutação de ganho de função no gene CARD14, também conhecido como PSORS2.

Clínica

  • Classicamente, inicia na cabeça e no pescoço e progride em sentido caudal.
  • O couro cabeludo pode apresentar eritema com descamação fina e difusa.
  • O achado mais característico são pápulas foliculocêntricas queratóticas sobre base eritematosa.
  • Essas pápulas podem ter aspecto áspero, lembrando ralador de noz moscada.
  • As pápulas podem coalescer em placas alaranjadas a salmão no tronco e nas extremidades.
  • Ilhas de pele sã são uma pista clínica importante.
  • Pode haver progressão para eritrodermia com exfoliação.
  • A queratodermia palmoplantar é vermelho alaranjada, cerosa e pode formar fissuras.
  • Nas plantas, pode ter padrão semelhante a sandália.
  • As unhas podem ficar espessadas, amarelo acastanhadas e com debris subungueais.
  • Pitting ungueal não é típico, o que ajuda na diferenciação com psoríase.

Classificação

  • Tipo I, adulto clássico: é a forma mais comum, tem início rápido, achados clássicos e bom prognóstico. A maioria resolve em até 3 anos.
  • Tipo II, adulto atípico: tem início lento, lesões ictiosiformes nas pernas, queratodermia com descamação grosseira e lamelar, podendo haver alopecia. Tem curso crônico.
  • Tipo III, juvenil clássico: tem apresentação e evolução semelhantes ao tipo I. Pode ter pico nos primeiros 2 anos de vida e na adolescência.
  • Tipo IV, juvenil circunscrito: é a forma mais comum em crianças. É focal, com pápulas foliculares e eritema em cotovelos e joelhos. Tem início pré puberal e curso variável.
  • Tipo V, juvenil atípico: inicia nos primeiros anos de vida. Pode cursar com hiperqueratose folicular, eritema e alterações esclerodermiformes de mãos e pés. É crônico e inclui muitas formas familiares.
  • Tipo VI: é associado ao HIV. Apresenta doença generalizada, com possível hidradenite supurativa, acne conglobata e espículas foliculares alongadas.

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Complicações e cuidados

  • Pode haver progressão para eritrodermia com exfoliação.
  • A queratodermia palmoplantar pode formar fissuras.
  • Eritrodermia, fissuras, queratodermia dolorosa e acometimento extenso aumentam morbidade e necessidade de tratamento sistêmico.

Prognóstico

O curso depende do subtipo clínico.

As formas clássicas, tipos I e III, tendem a resolver em 3 a 5 anos.

As formas atípicas, circunscritas e associadas ao HIV podem persistir por mais tempo.

Aproximadamente metade dos casos pode evoluir para remissão espontânea.

O tipo I tem melhor prognóstico.

Os tipos II, V e VI tendem a ser mais crônicos e refratários.

Eritrodermia, fissuras, queratodermia dolorosa e acometimento extenso aumentam morbidade e necessidade de tratamento sistêmico.

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Referências

  1. Systemic therapies of pityriasis rubra pilaris: a systematic review. J Dtsch Dermatol Ges. 2019.
  2. Dermoscopy of inflammatory dermatoses inflammoscopy: an up to date overview. Dermatol Pract Concept. 2019.

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