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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Porfiria cutânea tardia

Padrão inflamatório(pseudoporfiria, PCT)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaMedicamentosPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Porfiria cutânea mais frequente, causada pela redução da atividade da uroporfirinogênio-descarboxilase hepática, com acúmulo de porfirinas que se tornam fototóxicas na pele.

O quadro é de fragilidade cutânea, com vesículas, bolhas e erosões nas áreas expostas ao trauma e à luz, sobretudo no dorso das mãos, que curam com cicatrizes e milia.

A pseudoporfiria tem clínica e histologia idênticas, mas sem elevação de porfirinas, e é desencadeada por fármacos ou por câmara de bronzeamento.

Hepatite C, sobrecarga de ferro, álcool e doença renal crônica em hemodiálise são os contextos a investigar.

A flebotomia é a primeira linha de tratamento.

Epidemiologia

Prevalência estimada em torno de 40 casos por milhão de pessoas.

Acomete sobretudo adultos, com predomínio no sexo masculino.

Ocorre em 1% a 18% dos pacientes com doença renal crônica em hemodiálise.

A pseudoporfiria também é observada em 1% a 18% dos pacientes em hemodiálise e acomete mais mulheres adultas.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Consumo de álcool
  • Exposição solar
  • Exposição a câmara de bronzeamento
  • Sexo masculino
  • Hepatite C
  • Sobrecarga de ferro e hemocromatose
  • Doença hepática, sobretudo alcoólica
  • Doença renal crônica em hemodiálise
  • Hepatocarcinoma, com associação provavelmente incidental, porque a hepatite C é fator de risco comum aos dois

Medicamentos associados

Fármacos desencadeantes da pseudoporfiria

  • amiodarona
  • furosemida
  • tetraciclinas
  • isotretinoína
  • naproxeno e outros anti-inflamatórios não esteroides
  • ácido nalidíxico

Patogênese

A atividade hepática da uroporfirinogênio-descarboxilase cai a cerca de 20% do normal.

Acumulam-se no fígado uroporfirinogênios I e III e intermediários parcialmente descarboxilados (hepta, hexa e pentacarboxilporfirinogênio), que passam dos hepatócitos para o plasma e se auto-oxidam nas porfirinas correspondentes.

Ativadas pela luz nos microcapilares cutâneos, as porfirinas causam dano oxidativo, fragilidade cutânea e bolhas.

Na doença renal crônica soma-se a excreção insuficiente de uroporfirinas, que não são adequadamente dialisadas.

O excesso de ferro sérico e a hepatite C aumentam a predisposição.

Na pseudoporfiria não há alteração bioquímica das porfirinas, e o dano é desencadeado por fármaco fotossensibilizante ou por radiação ultravioleta.

Clínica

Porfiria cutânea tardia

  • vesículas, bolhas e erosões nas áreas expostas ao trauma e à luz: dorso das mãos, antebraços, pés e face
  • fragilidade cutânea, com descolamento da pele ao trauma mínimo
  • cicatrizes atróficas e milia nas áreas previamente acometidas
  • hipertricose facial, sobretudo malar
  • hiperpigmentação da face

Pseudoporfiria

  • quadro clínico idêntico, com bolhas e fragilidade cutânea nas áreas fotoexpostas
  • ausência de hipertricose
  • ausência de hiperpigmentação facial

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Complicações e cuidados

  • Cicatrizes atróficas e milia
  • Infecção secundária das erosões
  • Hipertricose e hiperpigmentação persistentes

Prognóstico

As sequelas são cicatrizes atróficas e milia.

A doença tende a controlar-se com fotoproteção, flebotomia e remoção dos fatores desencadeantes.

Na pseudoporfiria, a suspensão do fármaco leva à melhora.

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Referências

  1. Dermatological manifestations in patients with chronic kidney disease: a review. Cureus. 2024.
  2. Cutaneous manifestations of liver disease: a narrative review. Cureus. 2024.
  3. Skin manifestations associated with systemic diseases - Part II. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2021.

Achados (clique para explorar)

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