Pular para o conteúdo
Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

Conteúdo

  • Assista
  • Explore
  • Assinar

Contato

  • Sou paciente: agendar consulta
  • WhatsApp
  • Instagram
© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
Dermato Prática
AssistaExploreSobreEntrarAssinar
Você está no conteúdo aberto da Dermato Prática. Conheça os planos →
← Doenças

Poroceratose

benignaepiderme(Porokeratosis, Poroceratose de Mibelli, Poroceratose actínica superficial disseminada, Poroceratose linear)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

A poroceratose é um distúrbio clonal da queratinização, no qual um clone de queratinócitos anormais se expande de forma centrífuga a partir de um ponto, produzindo uma coluna compacta de paraceratose na periferia da lesão.

Essa coluna é a lamela cornoide, o achado histológico que define a doença e que explica, sozinho, a clínica: a lamela é a tradução microscópica da borda em trilho, elevada e ceratótica, que circunda uma área central atrófica ou apenas discretamente alterada.

É uma proliferação clonal benigna, mas com risco de transformação em carcinoma espinocelular, e por isso exige acompanhamento.

O risco de transformação não é uniforme entre as variantes, e essa é a informação de maior peso prático: é máximo na poroceratose linear e nulo na poroceratose punctata.

A imunossupressão é um contexto que precipita e agrava a doença, o que reforça o vínculo com o controle imunológico do clone anormal.

Epidemiologia

A poroceratose actínica superficial disseminada é a variante mais comum, com início na meia-idade e predomínio no sexo feminino.

A poroceratose de Mibelli tem início na infância ou na primeira infância.

A poroceratose linear tem início no período neonatal.

A poroceratose punctata inicia-se na adolescência.

A poroceratose palmar, plantar e disseminada inicia-se na infância ou na adolescência.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Imunossupressão (fator de risco estabelecido, incluindo transplante de órgão sólido e imunossupressão farmacológica)
  • Exposição solar, particularmente na poroceratose actínica superficial disseminada
  • História familiar, com casos hereditários ligados a mutações na mevalonato quinase
  • Imunossupressão, incluindo transplante de órgão sólido
  • Carcinoma espinocelular, que pode surgir sobre qualquer variante exceto a punctata
  • Casos hereditários de poroceratose actínica superficial disseminada ligados a mutações na mevalonato quinase

Patogênese

Trata-se da expansão centrífuga de um clone de queratinócitos anormais a partir de um foco, com maturação epidérmica defeituosa na frente de avanço do clone.

A lamela cornoide corresponde justamente a essa frente de avanço, e por isso ocupa a periferia da lesão.

Parte dos casos hereditários de poroceratose actínica superficial disseminada está ligada a mutações na mevalonato quinase, ou seja, a um defeito da via do mevalonato, que é a via de síntese do colesterol.

A radiação ultravioleta é um fator desencadeante na variante actínica, o que explica a distribuição em áreas fotoexpostas.

A imunossupressão é fator de risco reconhecido, favorecendo o aparecimento e a disseminação das lesões.

Clínica

  • O achado unificador é a borda: pápula ou placa anular com borda elevada, ceratótica, em trilho, circundando um centro atrófico, hipopigmentado ou apenas discretamente escamoso
  • A borda em trilho é a expressão clínica da lamela cornoide e é o dado que permite reconhecer a doença

Variantes clínicas

  • Poroceratose de Mibelli: início na infância; acomete as extremidades; forma placa circinada grande, frequentemente com mais de 3 cm, com borda ceratótica bem marcada
  • Poroceratose actínica superficial disseminada: variante mais comum; início na meia-idade; predomínio no sexo feminino; múltiplas máculas acastanhadas a avermelhadas, com borda ceratótica fina, em áreas fotoexpostas; mais comum nas pernas e rara na face
  • Poroceratose linear: início no período neonatal; lesão linear nas extremidades, seguindo as linhas de Blaschko; é a variante com maior risco de transformação em carcinoma espinocelular
  • Poroceratose punctata: início na adolescência; pápulas de 1 a 2 mm, com aspecto de semente, nas palmas e plantas; não apresenta risco de transformação maligna
  • Poroceratose palmar, plantar e disseminada: início na infância ou adolescência; começa nas palmas e plantas e depois se dissemina
  • Nevo poroceratótico do óstio écrino e do ducto dérmico: assemelha-se clinicamente a um nevo comedônico de palma ou planta; a histopatologia é que o distingue, mostrando lamelas cornoides abundantes que se originam do acrossiríngio

Classificação

  • Poroceratose de Mibelli
  • Poroceratose actínica superficial disseminada
  • Poroceratose linear
  • Poroceratose punctata
  • Poroceratose palmar, plantar e disseminada
  • Nevo poroceratótico do óstio écrino e do ducto dérmico

Dermatoscopia Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Histopatologia Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Diagnósticos diferenciais Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Manejo Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Procedimentos relacionados Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Complicações e cuidados

  • Transformação em carcinoma espinocelular
  • Risco máximo na poroceratose linear
  • Risco nulo na poroceratose punctata (0%)
  • Segundo menor risco na poroceratose actínica superficial disseminada
  • Disseminação e agravamento das lesões em vigência de imunossupressão
  • Sequela estética, com máculas atróficas e hipopigmentadas residuais, sobretudo após tratamentos destrutivos
  • Diagnóstico perdido por biópsia do centro da lesão, sem a borda, que não contém a lamela cornoide

Prognóstico

Doença crônica e persistente, com tendência à progressão lenta e centrífuga das lesões.

O prognóstico é determinado principalmente pelo risco de transformação maligna, que varia conforme a variante: máximo na linear, ausente na punctata.

O tratamento é frequentemente insatisfatório do ponto de vista estético, e as lesões podem recidivar.

Com fotoproteção, seguimento regular e biópsia oportuna das áreas alteradas, o prognóstico geral é bom, e a mortalidade se relaciona apenas aos carcinomas espinocelulares que eventualmente surgem sobre as lesões.

Pérola clínica Assinante

Conteúdo para assinantes. Assinar →

Referências

  1. Dermoscopy of porokeratosis: results from a multicentre study of the International Dermoscopy Society. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. 2021.
  2. Dermoscopy of inflammatory dermatoses (inflammoscopy): an up-to-date overview. Dermatology Practical and Conceptual. 2019.

Achados (clique para explorar)

lamela cornoideborda em trilho elevadacoluna angulada de paraceratosehipogranulose sob a lamelaqueratinócitos disqueratóticoscentro atróficoporoceratose de Mibelliporoceratose actínica superficial disseminadaporoceratose linearporoceratose punctataporoceratose palmar plantar e disseminadanevo poroceratótico do óstio écrinotransformação em carcinoma espinocelularmaior risco na forma linearrisco zero na forma punctataimunossupressãomutação da mevalonato quinaselinhas de Blaschkobiópsia deve incluir a bordatrilho branco duplo à dermatoscopia
Médico ou estudante
Acesso completo

Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.

Aprenda comigo →
Paciente
Consulte com o Dr. Caio Formiga

Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.

Consulte comigo →