Neoplasia anexial benigna com diferenciação ductal sudorípara, formada por células poroides e por células cuticulares, que reproduz o ducto da glândula sudorípara.
O nome consagrado é poroma écrino, mas é impreciso: o ducto écrino e o ducto apócrino são histologicamente indistinguíveis, e alguns poromas mostram diferenciação apócrina; por isso o termo correto é simplesmente poroma.
É benigno, mas traz dois problemas práticos.
O primeiro é clínico: o poroma é uma pápula ou nódulo vascular, friável, que sangra e imita granuloma piogênico, carcinoma basocelular e melanoma amelanótico, e não é reconhecível a olho nu.
O segundo é oncológico: existe uma contraparte maligna, o porocarcinoma, a neoplasia maligna mais comum das glândulas sudoríparas, que metastatiza, mata e pode surgir dentro de um poroma de longa data.
Por essas duas razões, a lesão poroide não é diagnóstico clínico, e sim histopatológico: excise e envie a peça ao exame anatomopatológico.
As fontes consultadas não trazem dados de prevalência, incidência, sexo ou fototipo do poroma.
O porocarcinoma, sua contraparte maligna, acomete tipicamente idosos, com média de idade em torno de 70 anos.
Fatores de risco e doenças associadas
O poroma é uma proliferação neoplásica de células poroides e cuticulares, que reproduz a estrutura de duas camadas do ducto sudoríparo: a camada interna, de células cuticulares, de citoplasma mais amplo e eosinofílico, e a camada externa, de células poroides, de núcleo pequeno e citoplasma escasso.
A predileção pelas palmas e pelas plantas se explica pela maior densidade de glândulas écrinas nesses sítios.
O estroma é intensamente vascularizado e edematoso, semelhante a tecido de granulação, e é essa característica do estroma, e não a célula tumoral, que produz o aspecto clínico vascular e friável e o sangramento fácil.
Cerca de 11% dos porocarcinomas surgem dentro de um poroma de longa data; os demais surgem de novo ou sobre um nevo sebáceo.
O poroma também pode ocorrer associado a nevo sebáceo.
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O poroma é benigno e o prognóstico após a excisão é excelente.
O porocarcinoma tem prognóstico reservado: metastatiza para linfonodo regional em cerca de 20% dos casos e produz doença disseminada em até 10%, com mortalidade em torno de 10%.
É essa diferença de desfecho que justifica a regra: toda lesão poroide vai para o exame histopatológico.
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