A pustulose cefálica neonatal benigna é uma erupção papulopustulosa inflamatória da face e do couro cabeludo do recém-nascido, sem comedões, que surge entre o quinto e o trigésimo dia de vida e se resolve espontaneamente em semanas a três meses.
Descrita por Aractingi em 1991, corresponde ao que se chama de acne neonatal, e a ausência de comedões é o que a distingue da acne verdadeira do adolescente e da acne infantil de início mais tardio.
A prevalência estimada no período neonatal vai de 10% a 66% quando o seguimento se estende além das primeiras semanas de vida.
Isso explica a prevalência muito baixa (0,08%) observada em casuística brasileira que avaliou recém-nascidos nas primeiras 72 horas de vida, período em que a erupção ainda não começou.
Fatores de risco e doenças associadas
Colonização cutânea por Malassezia, que aumenta com os dias de vida
Implica-se a colonização por Malassezia, mais frequentemente Malassezia sympodialis e, menos, Malassezia furfur e Malassezia globosa.
Estudo com 104 recém-nascidos mostrou que a colonização por Malassezia aumenta com os dias de vida, de cerca de 5% na primeira semana para 30% entre a segunda e a quarta semana, o que acompanha a cronologia da erupção.
A relação causal com a Malassezia não está firmemente estabelecida.
O estímulo androgênico materno e endógeno sobre a glândula sebácea participa das erupções papulopustulosas faciais do recém-nascido.
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Resolve-se em semanas a três meses, à medida que a glândula sebácea involui, sem deixar cicatriz.
Conteúdo para assinantes. Assinar →
Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
Aprenda comigo →Atendimento dermatológico em Palmas, TO: caioformiga.com.
Consulte comigo →