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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Sarcoidose

Padrão inflamatório(Sarcoidose cutânea, Doença de Besnier-Boeck-Schaumann, Lúpus pérnio, Sarcoide de Darier-Roussy)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchadosVeja também

Conceito

A sarcoidose é uma doença granulomatosa multissistêmica de causa desconhecida, caracterizada pela formação de granulomas não caseosos (não necrosantes) nos órgãos acometidos.

O diagnóstico é de exclusão: exige quadro clínico e/ou radiológico compatível, comprovação histopatológica de inflamação granulomatosa não necrosante em um ou mais tecidos e afastamento de outras causas de granuloma.

Não existe teste diagnóstico definitivo para a doença.

Os pulmões e os linfonodos torácicos são os órgãos mais acometidos, e a pele é o órgão extrapulmonar mais frequentemente atingido.

O envolvimento cutâneo ocorre em 9% a 37% dos pacientes (cerca de 20% a 35% das séries) e a pele pode ser o único sítio da doença.

As lesões cutâneas são a manifestação inicial em aproximadamente um terço dos casos, o que coloca o dermatologista na posição de quem faz o diagnóstico e conduz a investigação sistêmica.

As manifestações cutâneas dividem-se em lesões específicas, com granulomas sarcoídicos na biópsia, e lesões inespecíficas, que traduzem um padrão reacional de hipersensibilidade e não contêm granulomas.

A sarcoidose cutânea é chamada de grande imitadora pela amplitude de morfologias que assume.

O tipo de lesão cutânea tem valor prognóstico e ajuda a antecipar o comportamento da doença sistêmica.

Algumas apresentações são tão típicas que dispensam confirmação histológica: síndrome de Löfgren, síndrome de Heerfordt e adenopatia hilar bilateral assintomática.

O primeiro caso foi descrito por Jonathan Hutchinson em 1875, quando ainda era vista como curiosidade dermatológica.

Epidemiologia

A incidência global estimada é de cerca de 16,5 casos por 100.000 homens e 19 por 100.000 mulheres ao ano.

Há predomínio no sexo feminino, com incidência ao longo da vida de 1,3% em mulheres e 1,0% em homens.

A distribuição etária é bimodal, com picos entre 25 e 35 anos e entre 45 e 65 anos; em países escandinavos e no Japão a concentração ocorre entre 25 e 40 anos, e um segundo pico foi descrito em mulheres acima de 50 anos.

Nos estudos norte-americanos, que empregam categorias autodeclaradas, os afro-americanos apresentam a maior incidência (risco ao longo da vida de 2,4%, contra 0,8% nos brancos) e doença tendencialmente mais grave e progressiva.

Parentes de primeiro grau de afro-americanos com sarcoidose têm risco três vezes maior de desenvolver a doença.

A síndrome de Löfgren é mais frequente em escandinavos e rara em pacientes negros; o lúpus pérnio foi relatado como mais prevalente em populações antilhanas.

Descreve-se aumento de casos na primavera e no inverno, o que sustenta a hipótese de fator desencadeante ambiental ou infeccioso.

No Brasil a prevalência ainda não foi estabelecida, mas estima-se ser inferior a 10 casos por 100.000 habitantes.

A maior casuística brasileira de sarcoidose cutânea reuniu 72 pacientes de um hospital terciário de São Paulo em 24 anos: 74% eram mulheres (razão entre homens e mulheres de 1:2,8), idade média ao diagnóstico de 49,6 anos (28 a 69 anos) e 61% de etnia branca autodeclarada, contra 39% de etnia negra.

Esse predomínio de pacientes brancos na série brasileira contrasta com a maior prevalência classicamente descrita em pacientes negros nos Estados Unidos.

A doença foi historicamente considerada rara no Brasil, onde um caso de sarcoidose cutânea era muitas vezes rotulado como hanseníase ou tuberculose mal diagnosticadas; as séries recentes sugerem que ela não é tão infrequente em nosso meio.

Fatores de risco e doenças associadas

  • História familiar de sarcoidose
  • Ascendência norte-europeia (categorias autodeclaradas dos estudos)
  • Ascendência afro-americana (categoria autodeclarada dos estudos)
  • Sexo feminino
  • Exposição a infecções, toxinas ou fumos pesados em hospedeiro geneticamente suscetível
  • Ausência de história de tabagismo
  • Cicatriz prévia (traumática, cirúrgica ou de queimadura)
  • Tatuagem, piercing e locais de injeção de silicone ou de vacinas dessensibilizantes
  • Locais de trauma repetitivo, como os joelhos

Sarcoidose induzida por fármaco

  • Interferon-alfa e ribavirina no tratamento da hepatite C
  • Terapia antirretroviral de alta potência em pacientes com HIV
  • Inibidores do fator de necrose tumoral alfa, vemurafenibe, ipilimumabe e alentuzumabe
  • Doença pulmonar em cerca de 90% dos casos, com alveolite, bronquiolite e pleurite
  • Linfadenopatia hilar e/ou paratraqueal, tipicamente assintomática, em cerca de 90% dos casos
  • Envolvimento ocular em 10% a 50% dos pacientes americanos e europeus e em 50% a 90% dos japoneses; uveíte anterior é a manifestação mais comum (66% a 70% dos casos oculares), seguida de uveíte posterior (14% a 28%), lesões palpebrais e orbitárias (26%) e neuropatia óptica (menos de 1% a 7%)
  • Uveíte associada a erupção máculo-papular, sarcoidose infiltrativa em cicatriz e lúpus pérnio
  • Sarcoidose cardíaca clinicamente evidente em 5% dos casos, mas infiltração granulomatosa do coração em 27% das autópsias; responde por 13% a 25% das mortes por sarcoidose nos Estados Unidos e 58% a 85% no Japão
  • Neurossarcoidose em 5% a 15% dos pacientes, geralmente nos primeiros 2 anos; neuropatia craniana (50% a 75%), lesões parenquimatosas cerebrais (50%), manifestações cognitivo-comportamentais (20%), doença meníngea (10% a 20%), neuropatia periférica (15%), lesões medulares (5% a 10%), convulsões (5% a 10%) e miopatia (1,4% a 2,3%)
  • Granulomas hepáticos em 50% a 65% das biópsias, provas hepáticas alteradas em até 35% e doença clinicamente manifesta em apenas 5% a 15%
  • Envolvimento esplênico em 10% a 50% dos pacientes
  • Sarcoidose do trato respiratório superior, com crostas nasais, congestão e epistaxe; associação estreita com o lúpus pérnio
  • Linfadenopatia periférica em cerca de 10% dos casos
  • Artrite sarcoídica aguda em até 40% dos pacientes, frequentemente acompanhada de eritema nodoso e podendo preceder as demais manifestações em meses
  • Granulomas em músculo esquelético em 50% a 80% dos pacientes assintomáticos, com doença muscular sintomática em menos de 2%
  • Doença renal, com hipercalciúria assintomática e nefrolitíase (14% dos casos com doença sistêmica na série brasileira)
  • Envolvimento raro de tireoide, mama, trato reprodutivo e trato gastrintestinal
  • Na série brasileira, doença sistêmica esteve presente em 81% dos pacientes com sarcoidose cutânea, e o acometimento pulmonar respondeu por 97% desses casos (estágio I em 43%, estágio II em 36%, estágio III em 3% e estágio IV em 14%)

Patogênese

Doença granulomatosa multissistêmica que decorre da regulação positiva de linfócitos T CD4+ do perfil Th1.

Um antígeno desconhecido é apresentado por monócitos por meio de moléculas do complexo principal de histocompatibilidade de classe II a um hospedeiro geneticamente predisposto.

A ativação dos linfócitos T CD4+ Th1 leva ao aumento de interleucina-2, interferon-gama, fator de necrose tumoral alfa e fator quimiotático de monócitos.

Os monócitos deixam a circulação e migram para tecidos periféricos, inclusive a pele, onde formam granulomas capazes de causar disfunção de órgão-alvo.

A suscetibilidade genética envolve os genes do antígeno leucocitário humano (HLA), localizados na região do complexo principal de histocompatibilidade de classe II no cromossomo 6, e outros loci ligados ao processamento e apresentação de antígenos, à ativação e ao recrutamento de linfócitos T.

Os fatores ambientais implicados incluem infecções, toxinas e exposição a fumos pesados.

A hipercalcemia resulta da síntese de calcitriol pelos próprios granulomas, que convertem 25-hidroxivitamina D em 1,25-di-hidroxivitamina D; esta aumenta a absorção intestinal e a excreção urinária de cálcio.

Um nível baixo de 25-hidroxivitamina D em paciente com doença ativa pode refletir conversão excessiva para a forma ativa, e a reposição indiscriminada de vitamina D nesse contexto pode precipitar nefrolitíase ou insuficiência renal.

A pele previamente lesada comporta-se como distrito cutâneo imunocomprometido, área com desregulação imune adquirida que favorece o surgimento local de granulomas, o que explica a sarcoidose em cicatrizes e tatuagens.

A enzima conversora de angiotensina é produzida pelas células epitelioides do granuloma, e seu nível sérico foi proposto como marcador da carga granulomatosa.

Clínica

  • Lesões específicas: pápulas e placas eritêmato-acastanhadas ou violáceas, firmes, sem alterações secundárias, que na diascopia mostram cor de "geleia de maçã" (aspecto amarelo-acastanhado translúcido obtido ao comprimir a lesão com lâmina de vidro, que esvazia o eritema e revela a cor do granuloma)
  • Máculo-pápulas menores que 1 cm, pouco infiltradas, translúcidas, ocasionalmente umbilicadas, por vezes hipopigmentadas ou amarelo-acastanhadas
  • Pápulas com predileção por face e pescoço, sobretudo pálpebras, região periorbitária, sulcos nasolabiais, asas nasais e região occipital; também joelhos e outros sítios de trauma repetido
  • Confluência de pápulas formando lesões anulares
  • Placas maiores que 5 mm, ovais ou circulares, bem delimitadas, firmes, por vezes descamativas, em superfícies extensoras dos braços, face, couro cabeludo, dorso e nádegas; infiltrado mais profundo e mais numerosas que as pápulas
  • Nas séries brasileiras, placas foram a lesão específica mais comum (44%), seguidas de pápulas (42%), sarcoidose subcutânea (15%), lúpus pérnio (11%), angiolupoide (6%), lesões hipopigmentadas (3%), psoriasiformes (1%) e liquenoides (1%)
  • Lúpus pérnio: placas infiltradas violáceas, e não eritêmato-acastanhadas, sobre nariz, asas nasais, lóbulos das orelhas, bochechas e face central, com descamação superficial esparsa
  • Lúpus pérnio com aspecto "em contas" ao longo do rebordo nasal
  • Sarcoidose subcutânea (nódulos de Darier-Roussy): nódulos profundos, firmes, móveis, arredondados a ovalados, cor da pele, assintomáticos ou discretamente dolorosos, geralmente múltiplos (mais de seis lesões em 86% dos casos), bilaterais e assimétricos, predominando em membros superiores e inferiores, mas também em tronco, face, nádegas, cabeça e pescoço
  • Sarcoidose em cicatriz: cicatriz antiga previamente quiescente que se torna infiltrada, arroxeada e dolorosa; apresenta-se como pápulas, placas, nódulos ou eritema mal definido
  • Sarcoidose em tatuagem: infiltração granulomatosa de tatuagens antigas e de locais com material de corpo estranho
  • Angiolupoide: placa com telangiectasias proeminentes
  • Formas menos comuns: ictiosiforme, verrucosa, psoriasiforme, liquenoide, atrófica, ulcerativa, anular, hipopigmentada e eritrodérmica
  • Alopecia cicatricial do couro cabeludo por infiltração granulomatosa
  • Sarcoidose ungueal: baqueteamento digital, onicólise, hiperceratose subungueal, onicodistrofia e infiltração periungueal com osteíte da falange distal
  • Envolvimento mucoso: glândula salivar, gengiva, palato duro e mole e língua; lesões genitais são raras
  • Cabeça e pescoço são a topografia mais atingida (69% dos casos na série brasileira), com acometimento facial em 61% e lesões nasais em 29%; membros superiores em 53%, membros inferiores em 36% e tronco em 35%
  • Lesão inespecífica: eritema nodoso, com nódulos subcutâneos dolorosos, quentes, eritematosos a violáceos ou acastanhados, tipicamente pré-tibiais e bilaterais, que evoluem em 1 a 2 semanas e regridem espontaneamente sem ulcerar
  • Outras lesões inespecíficas: calcinose cutânea, baqueteamento digital e prurigo
  • Sintomas respiratórios: tosse seca, dispneia, sibilância, dor e aperto torácico
  • Uveíte anterior: visão borrada, olho vermelho, fotofobia e dor ocular; em um terço das vezes é assintomática
  • Sinais de neurossarcoidose: paralisia do sétimo nervo craniano com paralisia facial periférica, cefaleia, convulsões e déficits focais
  • Sinais de sarcoidose cardíaca: palpitações, síncope, pré-síncope, dispneia, dor torácica e edema periférico
  • Artrite sarcoídica aguda: acometimento de tornozelos, seguidos dos joelhos, punhos e cotovelos

Classificação

  • Lesões específicas (com granuloma sarcoídico à biópsia): máculas e pápulas, placas, nódulos subcutâneos (Darier-Roussy), lúpus pérnio, sarcoidose em cicatriz e em tatuagem
  • Lesões específicas raras: ictiosiforme, atrófica, ulcerativa, anular, verrucosa, psoriasiforme, liquenoide, angiolupoide, hipopigmentada, eritrodérmica, ungueal, do couro cabeludo (alopecia cicatricial) e mucosa
  • Lesões inespecíficas (sem granuloma à biópsia): eritema nodoso, calcinose cutânea, baqueteamento digital e prurigo
  • Síndrome de Löfgren: forma aguda com eritema nodoso, adenopatia hilar bilateral, febre, poliartrite migratória (tornozelos, punhos e cotovelos) e irite aguda
  • Síndrome de Heerfordt (febre uveoparotídea): uveíte, aumento das parótidas, febre e paralisia de nervo craniano, mais comumente o facial
  • Síndrome de Mikulicz: termo antigo e inespecífico para aumento das glândulas salivares, lacrimais e parótidas, também visto em tuberculose, síndrome de Sjögren e linfoma
  • Síndrome de Blau: doença sarcoide-símile de início precoce (antes dos 5 anos), por mutação em NOD2, com tríade de doença cutânea, ocular e articular
  • Sarcoide cutâneo induzido por fármaco

Estadiamento radiológico torácico

  • Estágio 0: sem adenopatia hilar, sem infiltrado, sem fibrose
  • Estágio I: adenopatia hilar bilateral isolada
  • Estágio II: adenopatia hilar bilateral com infiltrado parenquimatoso
  • Estágio III: infiltrado parenquimatoso sem adenopatia
  • Estágio IV: fibrose pulmonar

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Complicações e cuidados

  • Cicatrizes permanentes e desfiguração, sobretudo nas formas em placa e no lúpus pérnio
  • Obstrução das vias aéreas superiores pelo lúpus pérnio
  • Impacto psicossocial e prejuízo da qualidade de vida pelas lesões desfigurantes
  • Fibrose pulmonar com faveolamento e bronquiectasias
  • Pneumotórax, cor pulmonale, micetoma e insuficiência respiratória na doença de estágio IV
  • Hipertensão pulmonar associada à sarcoidose, potencialmente fatal e de mau prognóstico
  • Cegueira por uveíte posterior, neurite óptica ou uveíte anterior inicialmente assintomática
  • Glaucoma, ceratopatia em faixa e catarata como complicações secundárias da uveíte crônica
  • Bloqueio atrioventricular (26% a 62%), bloqueio de ramo (12% a 61%), taquicardia ventricular (2% a 42%), insuficiência cardíaca congestiva (10% a 30%) e morte súbita (12% a 65%) entre os pacientes com sarcoidose cardíaca
  • Hipercalcemia, hipercalciúria, nefrolitíase, nefrocalcinose e insuficiência renal
  • Destruição articular permanente na artrite sarcoídica crônica não tratada
  • Cistos ósseos, mais comuns nas falanges dos dedos das mãos e dos pés
  • Linfopenia, anemia, pancitopenia e plaquetopenia
  • Miopatia sarcoídica, que precisa ser separada da miopatia induzida por corticoide

Prognóstico

O curso clínico é variável e, em cerca de metade dos casos, a doença resolve espontaneamente em dois a cinco anos; após cinco anos a remissão torna-se muito menos provável.

Cerca de 85% dos pacientes apresentam estabilidade, melhora ou resolução das alterações radiográficas nos primeiros dois anos.

As lesões específicas são crônicas, assintomáticas, associam-se a piores resultados, são mais difíceis de tratar e requerem tratamento; as lesões inespecíficas têm melhor evolução.

Apenas 16% dos pacientes com eritema nodoso seguem curso crônico, e os demais têm bom prognóstico.

As pápulas costumam involuir sem cicatriz e são sinal de bom prognóstico; as placas tendem à infiltração mais profunda, ao curso crônico e à cicatriz permanente ao resolver.

A sarcoidose subcutânea (Darier-Roussy) associa-se a bom prognóstico e a doença sistêmica não grave.

A sarcoidose em cicatriz não guarda relação consistente com as formas aguda ou crônica em estudos recentes, apesar de uma série antiga ter encontrado doença crônica ativa dois anos após o diagnóstico em 85% desses pacientes; ela costuma regredir gradual e espontaneamente.

O envolvimento cardíaco associa-se a mau prognóstico e pode ter a morte súbita como primeira apresentação.

A hipertensão pulmonar associada à sarcoidose também confere mau prognóstico.

O estadiamento radiológico prediz prognóstico e função pulmonar em grupos de pacientes, mas não pode ser usado isoladamente em um paciente individual para avaliar disfunção pulmonar, atividade de doença ou necessidade de tratamento.

As provas de função pulmonar estão alteradas em 20% dos pacientes com estágio I e em 40% a 70% dos estágios mais avançados.

As lesões cutâneas raramente causam morbidade ou mortalidade significativas, mas o caráter desfigurante tem impacto psicossocial relevante.

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Referências

  1. Sarcoidose cutânea: perfil clínico-epidemiológico de 72 casos de um hospital terciário em São Paulo, Brasil. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2020.
  2. Dermatoscopia da sarcoidose cutânea: estudo transversal. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2023.
  3. Sarcoidosis and Its Dermatological Manifestations: A Narrative Review. Cureus. 2022.
  4. Sarcoidosis: a comprehensive review and update for the dermatologist: part II. Extracutaneous disease. Journal of the American Academy of Dermatology. 2012.
  5. Standardization of dermoscopic terminology and basic dermoscopic parameters to evaluate in general dermatology (non-neoplastic dermatoses): an expert consensus on behalf of the International Dermoscopy Society. British Journal of Dermatology. 2020.
  6. Dermoscopy of inflammatory dermatoses (inflammoscopy): an up-to-date overview. Dermatology Practical & Conceptual. 2019.

Achados (clique para explorar)

pápulaplacadiascopia positiva (geleia de maçã)lesão eritematoacastanhadalesão anularfacefenômeno de Koebnerlesão assintomática

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