Tuberculose cutânea é a infecção crônica da pele causada principalmente pelo Mycobacterium tuberculosis, ocasionalmente pelo M. bovis ou pelo bacilo da vacina BCG.
O agente é um bacilo álcool-ácido resistente, aeróbio e intracelular, cuja parede rica em lipídios lhe confere resistência.
É uma forma rara de tuberculose extrapulmonar, correspondendo a cerca de 1 a 2% das formas extrapulmonares.
As manifestações são polimórficas e dependem da via de infecção, da carga bacilar e do grau de imunidade celular do hospedeiro, o que a torna uma grande imitadora.
No Brasil a tuberculose cutânea é rara, com cerca de 100 a 200 casos novos por ano estimados entre as formas extrapulmonares.
A forma mais frequente nos países em desenvolvimento, como o Brasil, é a escrofuloderma, enquanto na Europa e na Ásia predomina o lúpus vulgar.
Predomina em adultos jovens, sendo a tuberculose verrucosa mais comum em homens e o eritema indurado de Bazin em mulheres.
O ressurgimento da tuberculose associa-se ao HIV, à tuberculose multirresistente e ao uso de imunossupressores, com risco de adoecer de cerca de 10% ao longo da vida no imunocompetente e de até 10% ao ano no HIV.
Associa-se a condições de pobreza, baixa escolaridade e desnutrição.
Fatores de risco e doenças associadas
O Mycobacterium tuberculosis é um bacilo álcool-ácido resistente, aeróbio e intracelular facultativo, que sobrevive e se multiplica dentro dos macrófagos.
A pele íntegra é uma barreira eficaz, e a infecção depende de solução de continuidade, de extensão a partir de um foco subjacente ou de disseminação hematogênica ou linfática.
A resposta imune é predominantemente celular, do tipo Th1, com produção de interferon-gama e formação de granulomas dependentes do TNF-alfa, com participação da via Th17.
A forma clínica reflete o grau de imunidade: as formas paucibacilares, como a tuberculose verrucosa, o lúpus vulgar e as tuberculides, ocorrem em hospedeiros com boa imunidade, e as multibacilares, como o cancro tuberculoso, a escrofuloderma, a tuberculose orificial, a miliar e a goma, em hospedeiros com imunidade deficiente.
Apenas 5 a 10% dos infectados desenvolvem doença, e a inibição do TNF-alfa por imunobiológicos pode reativar a tuberculose latente.
Classificação
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A tuberculose é curável em praticamente todos os casos novos, desde que o esquema, as doses e a duração sejam corretos.
As formas paucibacilares, como a tuberculose verrucosa e o lúpus vulgar, respondem bem, e o lúpus vulgar responde mais rápido que a escrofuloderma.
A tuberculose orificial e a miliar têm prognóstico reservado, ligado à doença visceral e à imunossupressão.
A resposta ao tratamento é esperada nas primeiras semanas, e a falha sugere resistência medicamentosa.
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