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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Úlcera neuropática (pé diabético)

Padrão inflamatório(Mal perfurante plantar, Úlcera do pé diabético, Úlcera diabética)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchados

Conceito

Úlcera que surge sobre pontos de pressão do pé em pacientes com neuropatia periférica, tipicamente diabéticos.

A perda da sensibilidade protetora, somada às deformidades do pé, expõe esses pontos a trauma repetido e não percebido.

Também chamada mal perfurante plantar.

Epidemiologia

É uma das principais causas de úlcera crônica de membro inferior, ao lado da venosa e da arterial.

As úlceras crônicas persistem em média 12 a 13 meses e recorrem em até 60% a 70% dos pacientes.

Cerca de 15% dos pacientes com úlcera do pé diabético chegam à amputação de membro inferior.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Diabetes melito
  • Neuropatia periférica
  • Deformidades do pé: dedos em martelo, joanetes e deformidade de Charcot
  • Doença arterial periférica associada
  • Calçado inadequado e pressão plantar repetitiva
  • Úlcera ou amputação prévias
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida
  • Desnutrição
  • Diabetes melito e neuropatia periférica
  • Doença arterial periférica, na ferida neuroisquêmica
  • Deformidade de Charcot
  • Retinopatia e nefropatia diabéticas
  • Desnutrição

Patogênese

A neuropatia periférica elimina a sensibilidade protetora: o trauma repetido do calçado e da marcha não é percebido e não é evitado.

As deformidades do pé (dedos em martelo, joanetes e, sobretudo, a deformidade de Charcot) concentram a pressão em pontos específicos da planta, que é onde a úlcera se forma.

A pressão excessiva é a causa proximal da ferida: enquanto ela persistir, a úlcera não cicatriza.

A doença arterial periférica coexiste com frequência e agrava a isquemia, configurando a ferida neuroisquêmica.

Clínica

  • Úlcera de base em saca-bocado, úmida, com odor e bordas caloladas
  • Localização sobre pontos de pressão plantares: cabeças dos metatarsos, hálux e calcâneo
  • Indolor ou pouco dolorosa, pela perda da sensibilidade protetora
  • Contexto de neuropatia periférica, com ou sem deformidade do pé (dedos em martelo, deformidade de Charcot)
  • Hiperceratose (calo) ao redor da úlcera, que sinaliza o ponto de pressão
  • Pode haver osteomielite subjacente
  • A neuropatia mascara a infecção profunda e o abscesso: dor ou sintomas gripais em paciente com pé insensível obrigam a investigar infecção

Classificação

  • Sistemas de classificação da úlcera do pé diabético, que orientam o tratamento e predizem o desfecho:
  • Wagner
  • University of Texas
  • PEDIS

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Complicações e cuidados

  • Osteomielite
  • Infecção profunda, abscesso e celulite, mascaradas pela neuropatia
  • Amputação de membro inferior, em cerca de 15% dos pacientes com úlcera do pé diabético
  • Recorrência da úlcera quando a deformidade e a pressão não são corrigidas
  • Deformidade de Charcot
  • Transformação maligna em carcinoma espinocelular (úlcera de Marjolin)

Prognóstico

Cerca de 15% dos pacientes com úlcera do pé diabético chegam à amputação de membro inferior.

A redução de cerca de 50% da área em quatro semanas prediz a cicatrização em três meses; quem não atinge esse limiar cicatriza em apenas 9% dos casos.

A recorrência é alta enquanto a deformidade e a pressão não forem corrigidas.

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Referências

  1. Challenges in the Treatment of Chronic Wounds. Advances in Wound Care. 2015.

Achados (clique para explorar)

úlceraanestesiahipoestesialesão assintomáticasuperfície ceratósicapalmas e plantasmaceraçãocurso crônico e recorrente
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