Úlcera que surge sobre pontos de pressão do pé em pacientes com neuropatia periférica, tipicamente diabéticos.
A perda da sensibilidade protetora, somada às deformidades do pé, expõe esses pontos a trauma repetido e não percebido.
Também chamada mal perfurante plantar.
É uma das principais causas de úlcera crônica de membro inferior, ao lado da venosa e da arterial.
As úlceras crônicas persistem em média 12 a 13 meses e recorrem em até 60% a 70% dos pacientes.
Cerca de 15% dos pacientes com úlcera do pé diabético chegam à amputação de membro inferior.
Fatores de risco e doenças associadas
A neuropatia periférica elimina a sensibilidade protetora: o trauma repetido do calçado e da marcha não é percebido e não é evitado.
As deformidades do pé (dedos em martelo, joanetes e, sobretudo, a deformidade de Charcot) concentram a pressão em pontos específicos da planta, que é onde a úlcera se forma.
A pressão excessiva é a causa proximal da ferida: enquanto ela persistir, a úlcera não cicatriza.
A doença arterial periférica coexiste com frequência e agrava a isquemia, configurando a ferida neuroisquêmica.
Classificação
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Cerca de 15% dos pacientes com úlcera do pé diabético chegam à amputação de membro inferior.
A redução de cerca de 50% da área em quatro semanas prediz a cicatrização em três meses; quem não atinge esse limiar cicatriza em apenas 9% dos casos.
A recorrência é alta enquanto a deformidade e a pressão não forem corrigidas.
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