Úlcera crônica da perna causada por hipertensão venosa, no contexto da insuficiência venosa crônica.
É a causa mais frequente de úlcera de perna.
Corresponde ao estágio C6 da classificação CEAP (úlcera venosa ativa); a úlcera cicatrizada é o C5.
É a causa mais comum de úlcera crônica de perna.
A doença venosa crônica é muito mais comum em mulheres do que em homens.
Acomete sobretudo idosos, mulheres, obesos, gestantes e pessoas que permanecem muito tempo em pé.
A idade avançada e o número de gestações pesam no desenvolvimento da doença.
As úlceras crônicas de perna persistem em média 12 a 13 meses e recorrem em até 60% a 70% dos pacientes.
Fatores de risco e doenças associadas
A incompetência das válvulas venosas dos membros inferiores gera hipertensão venosa, que distende o capilar e favorece o extravasamento de líquido, proteínas plasmáticas e hemácias.
Seguem-se edema, depósito de hemossiderina, fibrose, inflamação e microangiopatia.
Forma-se um manguito de fibrina em torno dos vasos, que reduz as trocas de oxigênio e leva à anóxia tecidual, culminando na ulceração.
A hipertensão venosa pode originar-se de refluxo do sistema venoso superficial e profundo, de alterações das veias perfurantes ou de síndrome pós-trombótica, e a doença progride de forma ascendente ou descendente ao longo do sistema venoso.
Classificação
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As úlceras crônicas de perna persistem em média 12 a 13 meses.
A redução de cerca de 50% da área em quatro semanas prediz cicatrização em três meses.
A recorrência chega a 60% a 70% e depende da manutenção da compressão e do tratamento da doença venosa de base.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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