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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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Urticária

Padrão inflamatório

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ImagensConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaDermatoscopiaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchadosVeja também

Imagens

Conceito

Urticária é a doença caracterizada pelo desenvolvimento de urticas, angioedema ou ambos, com o mastócito cutâneo como célula central.

A urtica tem três características: edema central superficial bem delimitado, de tamanho e forma variáveis, quase sempre circundado por eritema reflexo; prurido ou, às vezes, sensação de queimação; natureza fugaz, com retorno da pele ao aspecto normal em geral entre 30 minutos e 24 horas.

O angioedema tem três características: edema profundo, súbito e pronunciado, eritematoso ou normocrômico, na derme profunda, no subcutâneo ou nas mucosas; formigamento, queimação, tensão e às vezes dor, em vez de prurido; resolução mais lenta que a da urtica, podendo levar até 72 horas.

Outras condições que cursam com urticas, angioedema ou ambos não são consideradas tipos de urticária, por terem mecanismos fisiopatológicos ou apresentação clínica distintos.

Epidemiologia

A prevalência da urticária aguda ao longo da vida é de aproximadamente 20 por cento.

A prevalência pontual da urticária crônica espontânea é de aproximadamente 0,5 a 1 por cento.

Aproximadamente 1 por cento dos casos de urticária aguda evolui para urticária crônica.

Há predomínio no sexo feminino na urticária em geral, na urticária crônica, no dermografismo e na urticária ao frio.

Na urticária por pressão tardia, há predomínio no sexo masculino.

Na coorte internacional ASSURE-CSU, com 673 adultos com urticária crônica espontânea sintomática há pelo menos 12 meses apesar do tratamento, a média de idade foi de 48,8 anos e 72,7 por cento eram mulheres.

Nessa coorte, o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico foi de 24 meses (mediana de 4,7 meses) e o tempo médio entre o diagnóstico e a inclusão foi de 57,7 meses.

A urticária vasculítica ocorre tipicamente em mulheres de meia-idade.

A urticária de contato ocupacional é estimada em 5 a 10 por cento entre profissionais de saúde europeus; na população geral, os dados variam entre 1 e 3 por cento.

No registro finlandês de doenças ocupacionais, a urticária de contato foi a segunda dermatose ocupacional mais frequente (29,5 por cento), depois da dermatite de contato, e os agentes mais implicados foram pelo de bovino, farinhas e grãos e látex de borracha natural.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Em crianças, as causas mais comuns são virais ou idiopáticas
  • Outras causas em crianças: infecção urinária, infecção de vias aéreas superiores e infecção gastrointestinal
  • Alimentos, medicamentos e alérgenos ambientais
  • Estímulos físicos: pressão, exposição solar, estímulo colinérgico e frio
  • Picadas de artrópodes, que causam reação urticariforme papular
  • Neoplasias, especialmente linfoma
  • Urticária crônica: doença tireoidiana autoimune, vitiligo, diabetes mellitus insulinodependente, artrite reumatoide, gastrite por Helicobacter pylori e infecções parasitárias
  • Comorbidades mais comuns da urticária crônica espontânea: urticárias crônicas induzíveis, doenças autoimunes e alergias
  • Urticária ao frio secundária: crioglobulinemia, criofibrinogenemia, hepatite B, hepatite C, doença linfoproliferativa e mononucleose
  • Urticária familiar ao frio: síndromes periódicas associadas à criopirina e PLAID
  • Urticária aquagênica: fibrose cística
  • Urticária vasculítica: doenças autoimunes do tecido conjuntivo e infecções
  • Alergia ao látex de borracha natural: reatividade cruzada a frutas (banana, kiwi, abacate, castanha), a chamada síndrome látex-fruta

Patogênese

A urticária é doença predominantemente mastocitária.

A histamina e outros mediadores liberados pelo mastócito cutâneo ativado, entre eles o fator ativador de plaquetas e citocinas, ativam nervos sensitivos, produzem vasodilatação, extravasamento plasmático e recrutamento celular para a lesão.

Mediadores pré-formados incluem histamina, proteases e heparina.

Mediadores recém-formados incluem prostaglandina D2, leucotrienos C4, D4 e E4, fator ativador de plaquetas e citocinas.

As citocinas envolvidas incluem TNF-alfa, IL-1, IL-4, IL-5, IL-6 e IL-8.

Basófilos e eosinófilos também participam.

Os sinais que ativam o mastócito são heterogêneos e incluem citocinas derivadas de linfócitos T e autoanticorpos.

Na urticária crônica espontânea, as causas estabelecidas são a autoimunidade tipo I, ou autoalergia, com autoanticorpos IgE dirigidos contra autoantígenos, e a autoimunidade tipo IIb, com autoanticorpos IgG ativadores do mastócito.

Na urticária crônica espontânea de causa desconhecida, os mecanismos de degranulação do mastócito ainda não estão definidos.

Autoanticorpos contra FcεRI ocorrem em até 30 por cento dos pacientes com urticária crônica, e a etiologia autoimune é descrita em até 50 por cento.

Pacientes com autoimunidade tipo IIb tendem a ter IgE total baixa ou muito baixa, IgG anti-TPO elevada, PCR mais frequentemente elevada e eosinófilos e basófilos reduzidos.

A razão alta entre IgG anti-TPO e IgE total é o melhor marcador substituto disponível da autoimunidade tipo IIb.

A resposta alérgica IgE-dependente pode ocorrer por alimento, medicamento, látex ou infecção.

Há aumento da frequência de HLA-DR4 e HLA-DQ8.

A urticária medicamentosa por mecanismo imunológico pode ocorrer com penicilinas, cefalosporinas, sulfametoxazol-trimetoprima, minociclina, luvas de látex e dispositivos médicos.

Mecanismos não imunológicos incluem liberação de conteúdo mastocitário mediada por opioides, anafilatoxina C5a, fator de célula-tronco e neuropeptídeos, entre eles a substância P e o peptídeo intestinal vasoativo.

Outras causas incluem deposição de imunocomplexos (urticária vasculítica), estímulos vasoativos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteroidais, contraste radiológico, polimixina B, inibidores da enzima conversora de angiotensina e pseudoalérgenos alimentares.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina estão associados a aumento de bradicinina.

Anti-inflamatórios não esteroidais são os fármacos que mais exacerbam a urticária crônica espontânea, em até um de cada quatro pacientes; paracetamol e inibidores da COX-2 são as alternativas mais seguras.

O ácido acetilsalicílico pode exacerbar a urticária crônica em 30 por cento dos pacientes.

O estresse é referido como fator agravante por até um terço dos pacientes com urticária crônica espontânea.

Infecções e processos inflamatórios podem contribuir para a atividade da urticária crônica espontânea, entre eles a infecção por Helicobacter pylori, as infecções bacterianas da nasofaringe, a gastrite, a esofagite de refluxo e a inflamação das vias biliares; a erradicação do Helicobacter pylori só repercute na urticária quando a gastrite e a esofagite subsequentes também são tratadas.

Parasitoses intestinais são causa rara e devem ser tratadas quando identificadas.

A alergia alimentar mediada por IgE é causa extremamente rara de urticária crônica espontânea.

Na urticária de contato imunológica, o mecanismo é de hipersensibilidade tipo I com IgE específica e exige sensibilização prévia; a urticária de contato não imunológica dispensa sensibilização, é mais frequente e não cursa com manifestações sistêmicas.

Na dermatite de contato proteica, admite-se a coocorrência de hipersensibilidade tipo I e tipo IV contra proteínas.

Clínica

  • A urticária pode apresentar urticas, angioedema ou ambos
  • Cada urtica individual dura menos de 24 horas, em geral de 30 minutos a 24 horas, e a pele volta ao aspecto normal
  • O prurido costuma ser intenso; pode haver sensação de queimação
  • No angioedema, formigamento, queimação, tensão ou dor predominam sobre o prurido, e a resolução pode levar até 72 horas
  • Até 50 por cento dos pacientes com urticária crônica apresentam angioedema em algum momento; angioedema sem urticas obriga a considerar angioedema mediado por bradicinina

Urticária aguda

  • As causas mais comuns são idiopática, infecção de vias aéreas superiores, medicamentos e alimentos
  • Os betalactâmicos são os medicamentos mais frequentemente implicados
  • A urticária aguda induzida por medicamento pode começar dias após o agente desencadeante

Urticária crônica espontânea

  • Urticas, angioedema ou ambos, espontâneos, por mais de 6 semanas, por causa conhecida ou desconhecida
  • O curso pode ser diário ou quase diário, ou intermitente e recorrente
  • Pode recorrer após meses ou anos de remissão completa
  • Alguns pacientes referem fatores que agravam a doença, mas esses fatores não são definidos, porque os sintomas ocorrem também sem eles
  • Formas descritas: idiopática, autoimune, relacionada a infecção e pseudoalérgica (60 por cento dos casos crônicos), física (35 por cento) e vasculítica (5 por cento)

Dermografismo sintomático

  • Urticas que surgem em áreas de fricção, escoriação ou toque linear, segundos a minutos após a provocação
  • É a forma mais comum de urticária física e costuma piorar à noite
  • Formas graves podem ser confundidas com urticária crônica espontânea, porque roupas folgadas e o ato de coçar já produzem as urticas

Urticária por pressão tardia

  • Edema profundo e eritematoso em áreas submetidas a maior pressão, como a cintura após roupas apertadas
  • Pode surgir até 12 horas após o estímulo e persistir por até 72 horas
  • Pode ser dolorosa, pruriginosa e acompanhar-se de artralgia, mal-estar e sintomas gripais

Urticária ao frio

  • Prurido, eritema e edema após exposição ao frio, incluindo clima frio, vento, ar condicionado, atividade aquática e contato com objetos frios
  • O teste do cubo de gelo é positivo na urticária primária de contato ao frio e negativo na urticária reflexa ao frio e na urticária familiar ao frio
  • A liberação maciça de mediadores durante a imersão pode causar hipotensão, e o paciente não deve nadar sozinho
  • A urticária primária de contato ao frio é geralmente idiopática, predomina em adultos jovens e pode cursar com sintomas sistêmicos, como síncope
  • A urticária secundária ao frio pode decorrer de crioglobulinemia, criofibrinogenemia, hepatite B, hepatite C, doença linfoproliferativa ou mononucleose
  • A urticária reflexa ao frio é a urticária disseminada após resfriamento generalizado do corpo
  • A urticária familiar ao frio integra as síndromes periódicas associadas à criopirina e a PLAID, e não é urticária verdadeira

Urticária colinérgica

  • Múltiplas urticas pequenas, de 2 a 3 mm, discretamente papulosas, com halo eritematoso amplo
  • Surge após sudorese ou aumento da temperatura corporal, por exercício, banho quente, alimentos condimentados ou emoções intensas
  • Predomina em adultos jovens, pode decorrer de hipersensibilidade a componentes do suor e pode cursar com sensação de desmaio e sibilância

Urticária ao calor

  • Forma rara, com urticas após poucos minutos de contato com calor

Urticária solar

  • Urticas induzidas pela exposição à radiação solar, com espectro de ativação variável

Angioedema vibratório

  • Edema e prurido localizados, de cerca de meia hora, após estímulo vibratório, como corrida, motocicleta, bicicleta e operação de máquinas
  • A forma familiar, por mutação ativadora em ADGRE2, cursa com sintomas sistêmicos

Urticária aquagênica

  • Lesões semelhantes às da urticária colinérgica, após exposição à água, independentemente da temperatura
  • Pode ser observada na fibrose cística

Urticária de contato

  • Eritema e edema, raramente angioedema, com prurido, ardência ou dor no local de contato, em geral 10 a 30 minutos após a exposição e com resolução em menos de 24 horas
  • A síndrome de urticária de contato tem 4 estágios: urticária ou eczema localizado com sintomas inespecíficos; urticária generalizada; manifestações sistêmicas respiratórias, orofaríngeas ou digestivas; anafilaxia
  • Proteínas voláteis, como as da farinha, podem causar conjuntivite, rinite e asma
  • A síndrome de alergia oral é forma de urticária de contato, com prurido, ardência e edema de lábios, língua, palato ou faringe minutos após a ingestão, sobretudo de frutas frescas
  • A dermatite de contato proteica predomina em mãos, sobretudo nas polpas digitais, com prurido, eritema, urticas ou angioedema na fase aguda, vesículas na subaguda e eczema crônico, paroníquia crônica ou dermatite de polpas digitais na crônica

Urticária vasculítica

  • Lesões semelhantes às da urticária, com duração maior que 24 horas
  • Dor e queimação predominam sobre o prurido, e as lesões frequentemente evoluem com equimose
  • Curso em geral crônico; angioedema em um terço dos pacientes
  • Artralgia em 50 por cento, acometimento gastrointestinal em 20 por cento e doença pulmonar obstrutiva em 20 por cento
  • Também pode haver acometimento renal, ocular, cardíaco, livedo e hipertensão intracraniana
  • Pode apresentar aumento de VHS, redução do complemento e FAN positivo

Síndrome de Schnitzler

  • Urticária crônica em que a queimação predomina sobre o prurido, com febre, dor óssea, artralgia ou artrite, aumento de VHS e gamopatia monoclonal IgM
  • A histopatologia mostra infiltrado neutrofílico, e a anacinra é boa opção terapêutica

Classificação

Classificação por duração

  • Urticária aguda: urticas, angioedema ou ambos por 6 semanas ou menos
  • Urticária crônica: urticas, angioedema ou ambos por mais de 6 semanas
  • Classificação da urticária crônica pela presença de desencadeante definido:
  • Urticária crônica espontânea: aparecimento espontâneo de urticas, angioedema ou ambos por mais de 6 semanas, por causa conhecida (autoimunidade tipo I e tipo IIb) ou desconhecida
  • Urticária crônica induzível: urticas, angioedema ou ambos desencadeados por estímulo definido e específico do subtipo, que sempre produz sintomas quando presente e nunca quando ausente

Subtipos de urticária crônica induzível

  • Dermografismo sintomático (antes chamado urticária factícia ou urticária dermográfica)
  • Urticária ao frio (urticária de contato ao frio)
  • Urticária por pressão tardia (urticária por pressão)
  • Urticária solar
  • Urticária ao calor (urticária de contato ao calor)
  • Angioedema vibratório
  • Urticária colinérgica
  • Urticária de contato
  • Urticária aquagênica

Notas da classificação

  • Dermografismo sintomático, urticária ao frio, urticária por pressão tardia, urticária solar, urticária ao calor e angioedema vibratório formam o grupo das urticárias físicas
  • Subtipos raros exigem a presença combinada de dois ou mais estímulos definidos, como a urticária colinérgica induzida pelo frio
  • Um mesmo paciente pode ter mais de uma forma de urticária crônica, inclusive mais de um subtipo de urticária induzível, e cada uma pode responder de modo independente ao tratamento
  • Condições que cursam com urticas ou angioedema, mas não são urticária:
  • Mastocitose cutânea maculopapular e mastocitose sistêmica indolente com acometimento cutâneo
  • Síndrome de ativação mastocitária
  • Urticária vasculítica
  • Angioedema mediado por bradicinina, incluindo o angioedema hereditário e o induzido por inibidor da enzima conversora de angiotensina
  • Anafilaxia induzida por exercício
  • Síndromes autoinflamatórias associadas à criopirina (síndrome autoinflamatória familiar ao frio, síndrome de Muckle-Wells e doença inflamatória multissistêmica de início neonatal)
  • Síndrome de Schnitzler
  • Síndrome de Gleich (angioedema episódico com eosinofilia)
  • Síndrome de Wells (dermatite granulomatosa com eosinofilia)
  • Penfigoide bolhoso em fase pré-bolhosa
  • Doença de Still do adulto

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Complicações e cuidados

  • A urticária crônica compromete qualidade de vida, sono, desempenho no trabalho, desempenho escolar, vida familiar e atividades sociais
  • Depressão, ansiedade, disfunção sexual e distúrbio do sono são consequências comuns da urticária crônica espontânea
  • Na urticária ao frio, a liberação maciça de mediadores durante imersão pode causar hipotensão
  • Na urticária de contato, a progressão pode chegar a urticária generalizada, manifestações sistêmicas respiratórias e digestivas e anafilaxia
  • Na urticária vasculítica, pode haver angioedema, artralgia, acometimento gastrointestinal, doença pulmonar obstrutiva, acometimento renal, ocular, cardíaco, livedo e hipertensão intracraniana
  • Angioedema de laringe pode causar obstrução de via aérea

Prognóstico

A urticária aguda tem curso autolimitado.

A duração média da urticária crônica espontânea é de cerca de 5 anos (o intervalo classicamente citado é de 3 a 5 anos) e pode ser maior nos casos mais graves, especificamente quando há angioedema concomitante, urticária induzível associada ou teste do soro autólogo positivo.

A remissão espontânea pode ocorrer a qualquer momento, o que justifica reavaliar a necessidade de manter o tratamento a cada 3 a 6 meses.

A urticária crônica espontânea pode recorrer após meses ou anos de remissão completa.

Urticária crônica induzível concomitante, alta atividade de doença, PCR elevada e presença de angioedema apontam para maior duração e pior resposta ao anti-histamínico.

Na coorte ASSURE-CSU, de pacientes sintomáticos apesar do tratamento, o UAS7 médio foi de 17,3 e 49,4 por cento mantinham atividade moderada a grave; o DLQI médio foi de 9,1 e o CU-Q2oL médio foi de 33,6.

Nessa coorte, 65,8 por cento relataram angioedema nos 12 meses anteriores, 21,5 por cento procuravam o pronto socorro quando tinham angioedema, mais de 20 por cento perdiam pelo menos 1 hora de trabalho por semana e o comprometimento de produtividade foi de 27 por cento.

O estado de saúde referido por pacientes com urticária crônica espontânea é comparável ao de pacientes com doença arterial coronariana.

A urticária de contato e a dermatite de contato proteica ocupacionais têm prognóstico mais favorável que a dermatite de contato alérgica e a dermatite irritativa ocupacionais, mas podem levar a afastamento prolongado e a mudança de emprego, sobretudo nos casos graves.

A urticária vasculítica costuma ter curso crônico.

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Referências

  1. The international EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI guideline for the definition, classification, diagnosis, and management of urticaria. Allergy. 2022.
  2. The burden of chronic spontaneous urticaria is substantial: real-world evidence from ASSURE-CSU. Allergy. 2017.
  3. Contact urticaria syndrome: a comprehensive review. Current Dermatology Reports. 2022.
  4. The international guideline for the definition, classification, diagnosis and management of urticaria. Allergy. 2026.
  5. Standardization of dermoscopic terminology and basic dermoscopic parameters to evaluate in general dermatology (non-neoplastic dermatoses): an expert consensus on behalf of the International Dermoscopy Society. British Journal of Dermatology. 2020.
  6. Dermoscopy of inflammatory dermatoses (inflammoscopy): an up-to-date overview. Dermatology Practical & Conceptual. 2019.

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