Vitiligo é uma discromia adquirida caracterizada por máculas acrômicas bem delimitadas, decorrentes da perda funcional de melanócitos.
A prevalência estimada do vitiligo no Brasil é de aproximadamente 0,54 por cento.
A idade média de início é em torno de 20 anos.
No Brasil, a idade média de início descrita é menor no vitiligo segmentar do que no vitiligo comum.
Mulheres tendem a desenvolver a doença mais precocemente.
Fatores de risco e doenças associadas
A patogênese é multifatorial, com participação de fatores genéticos e não genéticos.
A lesão resulta da ausência de melanócitos funcionais, secundária à destruição melanocitária.
A principal hipótese é autoimune, por alterações da imunidade celular ou humoral que levam à destruição dos melanócitos.
Interferon-gama, CXCL10 e IL-22 participam da resposta inflamatória.
Pode haver atividade citotóxica de linfócitos T autorreativos contra melanócitos.
Outras hipóteses incluem defeitos intrínsecos dos melanócitos, disfunção do sistema nervoso, metabólitos citotóxicos, anormalidades bioquímicas, estresse oxidativo e alterações da via WNT.
Há predisposição genética com penetrância incompleta, heterogeneidade genética e múltiplos loci de suscetibilidade, como NLRP1, CTLA4, MC1R e FOXP3.
A radioterapia pode desencadear vitiligo.
Classificação
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O curso é imprevisível.
Vitiligo estável é definido pela ausência de novas lesões e ausência de progressão das lesões antigas nos últimos 12 meses.
Vitiligo progressivo apresenta novas lesões ou aumento de lesões antigas nos últimos 12 meses.
Vitiligo rapidamente progressivo corresponde a piora abrupta, com surgimento de novas lesões ou aumento rápido das lesões prévias.
Indicadores de pior prognóstico incluem acometimento mucoso, leucotriquia, lesões tricrômicas, fenômeno de Koebner, lesões inflamatórias e despigmentação em confete.
Indicadores de melhor resposta incluem início recente, menor idade e lesões na face, pescoço e tronco.
A repigmentação folicular é o padrão típico, por migração de melanócitos a partir dos folículos pilosos.
Pode haver perda de resposta após suspensão da fototerapia, especialmente em pacientes com doença ativa.
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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.
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