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Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Erupção polimórfica da gravidez

Padrão inflamatórioepiderme e derme(PUPPP, Pápulas e placas urticariformes pruriginosas da gravidez, Erupção polimórfica da gestação, Exantema tóxico da gravidez, Eritema tóxico da gravidez, Prurigo tardio da gravidez)

Revisado por Dr. Caio Formiga· Dermatologista· CRM/TO 3606· RQE 2226· SBD

Atualizado em julho de 2026

ConceitoEpidemiologiaPatogêneseClínicaHistopatologiaDiferenciaisManejoProcedimentosComplicaçõesPrognósticoPérolaReferênciasAchadosVeja também

Conceito

Dermatose inflamatória pruriginosa, benigna e autolimitada, específica da gravidez, com pápulas urticariformes que começam sobre as estrias abdominais, coalescem em placas e poupam a região periumbilical.

Acomete sobretudo primigestas nas últimas semanas de gestação e, em 15% dos casos, no pós-parto imediato.

Não há teste diagnóstico específico: a histopatologia é inespecífica e a imunofluorescência direta e a indireta são negativas, o que a separa do penfigoide gestacional.

Não traz risco materno nem fetal e não acomete a pele do recém-nascido.

Epidemiologia

Incidência aproximada de 1 em 160 gestações.

Ocorre sobretudo em primigestas: 73% das pacientes em estudo retrospectivo de dois centros, a maior proporção entre as dermatoses específicas da gestação.

Surge no terceiro trimestre, com início médio na 34ª semana de gestação (variação da 17ª à 41ª), e no pós-parto imediato em 15% dos casos.

Gestação múltipla estava presente em 16% das pacientes, também a maior proporção entre as dermatoses específicas.

Lesões iguais em gestação anterior ocorreram em apenas 7% das pacientes: em geral não recorre, e a exceção são as gestações múltiplas, em que pode surgir mais cedo e recidivar.

Fatores de risco e doenças associadas

  • Primigestação
  • Ganho de peso materno excessivo
  • Gestação múltipla ou gemelar
  • Distensão abdominal acentuada, com estrias distensas

Patogênese

Continua incerta.

As teorias centrais envolvem a distensão abdominal, com dano do tecido conjuntivo por estiramento excessivo: a erupção começa dentro das estrias distensas no momento de maior distensão abdominal, o que favorece esse mecanismo.

O aumento de células CD1a no infiltrado inflamatório sugere que estruturas antes inertes adquirem caráter antigênico e desencadeiam o processo inflamatório.

Fatores hormonais e imunológicos foram propostos, mas não se confirmaram, assim como a associação com maior peso ao nascer ou com sexo masculino do recém-nascido.

Clínica

  • Pápulas urticariformes muito pruriginosas, que começam sobre as estrias abdominais e coalescem em placas
  • Estrias distensas de vermelho escuro, urticadas e intensamente pruriginosas, no abdome
  • Preservação característica da região periumbilical, além da face e das extremidades
  • Disseminação para nádegas e coxas proximais, com pequenas pápulas urticadas circundadas por halo vasoespástico perilesional
  • Vesículas de 1 a 2 mm em parte dos casos, nunca bolhas
  • Eritema não urticariforme, lesões em alvo e lesões eczematosas em metade das pacientes
  • Generalização rápida nos casos graves, embora a erupção com frequência permaneça restrita ao abdome, às nádegas e às coxas
  • Descamação e crostas na fase de resolução
  • Início no terceiro trimestre ou no pós-parto imediato (15% dos casos)

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Complicações e cuidados

  • Prurido intenso, com privação de sono
  • Generalização rápida nos casos graves
  • Recidiva em gestação múltipla subsequente

Prognóstico

Benigna e autolimitada: as lesões se resolvem em 4 a 6 semanas, independentemente do parto, com descamação e crostas na fase de resolução.

O prognóstico materno e o fetal não são afetados, e não há acometimento cutâneo do recém-nascido.

Em geral não recorre em gestações seguintes, com exceção das gestações múltiplas, em que pode surgir mais cedo e recidivar.

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Referências

  1. Dermatoses of pregnancy - clues to diagnosis, fetal risk and therapy. Annals of Dermatology. 2011.
  2. Pemphigoid gestationis: current perspectives. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology. 2017.
  3. Dermatologia e gestação. Anais Brasileiros de Dermatologia. 2005.

Achados (clique para explorar)

prurido intensourticapápulaplacavesículalesão em alvoeritemaescoriaçãotroncomembros inferiores

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Dermatologia como ela acontece na prática: do diagnóstico ao tratamento.

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