Dermato Prática, por Dr. Caio Formiga

Dermatologia clínica e cirúrgica baseada em diagnóstico acurado, terapia precisa e tecnologia de ponta. Palmas, TO.

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© 2026 Dr. Caio Formiga, DermatologistaCRM/TO 3606 · RQE 2226 · Membro da SBDPrivacidade
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Introdução a Neoplasias e Cirurgia
0:59
Introdução a Neoplasias e Cirurgia
Entenda a proposta do curso e como os módulos vão organizar o raciocínio prático em cirurgia dermatológica básica. Nesta aula introdutória, Dr. Caio Formiga apresenta a proposta do curso de cirurgia da pele e organiza os principais temas que serão estudados ao longo dos módulos. O foco é o manejo prático das cirurgias dermatológicas ambulatoriais mais frequentes, com aplicação direta no consultório. Ao longo do curso, serão abordados temas como principais proliferações da pele, preparo cirúrgico, anestesia, excisão tangencial, excisão fusiforme, sutura, técnicas especiais, complicações e organização do raciocínio cirúrgico. A proposta não é abordar cirurgias dermatológicas avançadas, como retalhos e enxertos, mas sim construir uma base prática para resolver a maior parte das situações cirúrgicas comuns na rotina ambulatorial. O que você vai aprender Entender a proposta geral do curso de cirurgia da pele. Reconhecer as principais proliferações cutâneas abordadas no curso. Compreender o preparo básico para procedimentos cirúrgicos ambulatoriais. Revisar os princípios da anestesia em cirurgia dermatológica. Diferenciar excisão tangencial e excisão fusiforme. Organizar conceitos básicos de sutura. Identificar complicações comuns em cirurgia da pele. Aplicar um algoritmo prático do diagnóstico ao manejo cirúrgico.
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Pele normal: Histopatologia
6:47
Pele normal: Histopatologia
Revise a estrutura da pele e entenda como epiderme, derme e subcutâneo influenciam a escolha da abordagem cirúrgica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga revisa os conceitos essenciais de histologia da pele que ajudam a entender o comportamento das principais proliferações benignas e malignas. Antes de estudar as lesões de pele propriamente ditas, é fundamental compreender a organização da epiderme, da derme e do subcutâneo, além das principais células presentes em cada camada. A aula aborda queratinócitos, melanócitos, fibroblastos e adipócitos, relacionando esses conceitos com a profundidade das lesões e com a escolha da abordagem cirúrgica. Também são discutidas as camadas da epiderme, a diferença entre tecido epitelial e tecido conjuntivo, a organização da derme papilar e reticular, a presença de vasos na derme e a importância de reconhecer se uma proliferação é superficial, epidérmica, invasiva ou subcutânea. O objetivo é construir uma base prática para que o aluno consiga relacionar histologia, profundidade da lesão e manejo cirúrgico no consultório. O que você vai aprender Reconhecer a divisão básica da pele em epiderme, derme e subcutâneo. Diferenciar tecido epitelial e tecido conjuntivo na histologia cutânea. Identificar as principais células da pele: queratinócito, melanócito, fibroblasto e adipócito. Compreender as camadas da epiderme e a função da camada córnea. Entender a diferença entre derme papilar e derme reticular. Relacionar profundidade da lesão com escolha da abordagem cirúrgica. Interpretar a importância da presença de vasos na derme durante procedimentos superficiais. Aplicar conceitos histológicos ao manejo de proliferações benignas e malignas da pele.
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Lesões elementares
12:04
Lesões elementares
Aprenda a descrever lesões de pele com mais precisão, diferenciando mácula, pápula, placa, nódulo, vesícula, bolha e pústula. Nesta aula, Dr. Caio Formiga revisa as principais lesões elementares da dermatologia e mostra como descrever uma lesão de pele de forma objetiva. O ponto de partida é diferenciar lesões palpáveis e não palpáveis. A partir disso, a aula organiza o raciocínio entre mácula, pápula, placa, nódulo, vesícula, bolha e pústula, sempre relacionando inspeção, palpação, cor, relevo, tamanho e conteúdo da lesão. Também são discutidas alterações de cor, como lesões hipocrômicas, acrômicas, hipercrômicas, eritematosas e purpúricas. Um ponto central da aula é a diferenciação entre eritema e púrpura por meio da digitopressão: o eritema tende a ficar pálido com a pressão, enquanto a púrpura mantém a coloração por representar extravasamento de sangue. A aula ainda relaciona esses conceitos com exemplos práticos de dermatologia clínica e cirúrgica, como lentigo solar, ceratose seborreica, nevo melanocítico, carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular, melanoma, penfigoide bolhoso e foliculite bacteriana. O que você vai aprender Reconhecer a importância das lesões elementares na descrição dermatológica. Diferenciar lesões palpáveis e não palpáveis. Identificar máculas e compreender suas variações de cor. Diferenciar eritema e púrpura usando a digitopressão. Reconhecer pápulas, placas e nódulos a partir de relevo, consistência e tamanho. Diferenciar placa e nódulo pelo padrão de crescimento da lesão. Entender o significado de ceratose e sua relação com espessamento da camada córnea. Diferenciar vesícula, bolha e pústula conforme tamanho e conteúdo. Tags lesões elementares, semiologia dermatológica, mácula, mancha, pápula, placa, nódulo, eritema, púrpura, digitopressão, ceratose, escama, vesícula, bolha, pústula, dermatologia clínica, lesões de pele, cirurgia da pele Categoria Dermatologia clínica; Cirurgia dermatológica básica; Condutas práticas; Fundamentos; Semiologia dermatológica.
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Conceitos: neoplasia, hiperplasia, hamartoma e cisto
4:31
Conceitos: neoplasia, hiperplasia, hamartoma e cisto
Entenda os principais tipos de proliferações cutâneas e organize melhor o raciocínio. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta conceitos fundamentais para entender as principais proliferações da pele. O conteúdo organiza as diferenças entre neoplasia, hiperplasia, hamartoma e cisto, ajudando o aluno a compreender melhor o raciocínio diante de manchas, caroços, nódulos e lesões elevadas no consultório. A aula explica que a neoplasia é uma proliferação celular excessiva, não coordenada e persistente, que continua mesmo após a remoção do estímulo inicial. Já a hiperplasia tende a involuir quando o estímulo causador é removido, como pode ocorrer em algumas verrugas virais pelo HPV. Também são abordados os conceitos de hamartoma, relacionado a malformações congênitas, e de cisto, definido como uma estrutura revestida por epitélio e preenchida por conteúdo fluido ou celular. Por fim, a aula diferencia neoplasias benignas e malignas, destacando que neoplasia maligna é sinônimo de câncer e pode causar morte por destruição local ou metástase. O objetivo é usar o conceito de proliferação como uma ferramenta prática para organizar o raciocínio clínico e cirúrgico diante das lesões de pele. O que você vai aprender Compreender o conceito de proliferação cutânea. Diferenciar neoplasia, hiperplasia, hamartoma e cisto. Reconhecer a persistência como característica importante das neoplasias. Entender por que a hiperplasia pode involuir após remoção do estímulo causador. Identificar hamartomas como alterações relacionadas a malformações congênitas. Definir cisto como estrutura revestida por epitélio com conteúdo fluido ou celular. Diferenciar neoplasias benignas e malignas. Aplicar o conceito de proliferação ao raciocínio clínico diante de manchas, nódulos e lesões elevadas.
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Proliferações da pele: o diagnóstico define a cirurgia
6:12
Proliferações da pele: o diagnóstico define a cirurgia
Aprenda a classificar as proliferações da pele pela profundidade e entenda por que cada lesão exige uma abordagem diferente. Nesta aula, Dr. Caio Formiga organiza as principais proliferações benignas e malignas da pele de acordo com a profundidade. A proposta é mostrar que lesões superficiais, epidérmicas, dérmicas e subcutâneas não devem ser abordadas da mesma forma. A profundidade da proliferação ajuda a definir o raciocínio cirúrgico, a técnica mais adequada e os cuidados necessários no manejo. A aula começa pelas proliferações superficiais da pele, como fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Em seguida, aborda as lesões epidérmicas com potencial de invasão dérmica, incluindo carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular, nevos melanocíticos e melanoma. Também são revisadas as proliferações predominantemente dérmicas, como dermatofibroma, queloide, cisto epidérmico e cisto triquilemal, além do lipoma, localizado predominantemente no subcutâneo. O objetivo é ajudar o aluno a entender por que não faz sentido operar uma ceratose seborreica, um nevo melanocítico, um carcinoma basocelular e um lipoma da mesma forma. Cada lesão exige um raciocínio próprio, baseado na origem, profundidade, comportamento biológico e potencial de invasão. O que você vai aprender Organizar as principais proliferações cutâneas de acordo com a profundidade. Diferenciar proliferações superficiais, epidérmicas, dérmicas e subcutâneas. Reconhecer fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica como alterações superficiais. Entender a ceratose actínica como fase inicial do carcinoma espinocelular. Diferenciar proliferações benignas e malignas de queratinócitos. Reconhecer CBC, CEC, melanoma e nevos melanocíticos como lesões epidérmicas com potencial de invasão dérmica. Identificar dermatofibroma, queloide e cistos como alterações predominantemente dérmicas. Relacionar a profundidade da lesão com a escolha da abordagem cirúrgica.
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Fibroma mole
1:33
Fibroma mole
Reconheça o fibroma mole pela morfologia típica: pápula amolecida, lisa e pedunculada. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta as principais características clínicas do fibroma mole, uma lesão benigna comum no consultório dermatológico. O fibroma mole é descrito como uma pápula de cor da pele, normocrômica ou hipercrômica/acastanhada, com superfície lisa e normal. A lesão não costuma apresentar erosão, crosta, escama ou ceratose. Sua principal característica é a consistência amolecida, associada ao aspecto pedunculado, com base fina e corpo maior. A aula também destaca as localizações mais frequentes, especialmente áreas de fricção, como pescoço, axilas e virilha. O fibroma mole é apresentado como uma alteração superficial da pele, relacionada à projeção de uma papila dérmica. O objetivo é ajudar o aluno a reconhecer rapidamente essa lesão comum, descrevê-la de forma adequada e diferenciá-la de lesões com superfície alterada, ceratótica, ulcerada ou inflamatória. O que você vai aprender Reconhecer o fibroma mole como uma pápula amolecida. Identificar a superfície lisa e normal da lesão. Diferenciar fibroma mole de lesões com erosão, crosta, escama ou ceratose. Descrever o aspecto pedunculado, com base fina e corpo maior. Reconhecer as áreas mais comuns de aparecimento, como pescoço, axilas e virilha. Relacionar o fibroma mole a áreas de fricção. Entender o fibroma mole como uma alteração superficial da pele. Compreender a relação com a projeção de uma papila dérmica.
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Lentigo solar
0:55
Lentigo solar
Aprenda a reconhecer o lentigo solar como uma mácula acastanhada, uniforme, bem delimitada e sem relevo, típica de áreas fotoexpostas. O lentigo solar, popularmente conhecido como “mancha do sol”, é uma alteração comum em peles com dano solar acumulado ao longo da vida. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como identificar essa lesão pela morfologia: uma mácula acastanhada, de coloração uniforme, bordas bem definidas e sem relevo à palpação. Ao passar a mão sobre a pele, a lesão não é elevada, o que ajuda a diferenciá-la de lesões papulosas, como ceratose seborreica, verruga viral e outras proliferações superficiais. O lentigo solar ocorre principalmente em áreas expostas ao sol, como face, colo, antebraços e dorso das mãos, podendo também aparecer em pernas conforme o padrão de exposição solar do paciente. A aula também relaciona o lentigo solar ao contexto das proliferações superficiais da pele e à ceratose seborreica, ajudando o aluno a organizar o raciocínio diante de manchas e lesões pigmentadas benignas no consultório. O que você vai aprender Reconhecer o lentigo solar como uma mácula acastanhada. Diferenciar mácula de lesões com relevo pela palpação. Identificar o padrão uniforme e bem delimitado do lentigo solar. Reconhecer áreas fotoexpostas como locais típicos de aparecimento. Relacionar lentigo solar com dano solar acumulado ao longo da vida. Entender a diferença prática entre lentigo solar e ceratose seborreica. Interpretar o lentigo solar como marcador de pele cronicamente fotoexposta. Aplicar esse reconhecimento no raciocínio das proliferações superficiais da pele.
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Ceratose seborreica
11:40
Ceratose seborreica
Aprenda a reconhecer a ceratose seborreica como uma lesão benigna, superficial, bem delimitada e frequentemente “colada” sobre a pele. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta as principais características clínicas da ceratose seborreica, uma proliferação benigna e superficial de queratinócitos. A ceratose seborreica costuma se apresentar como uma pápula ou placa superficial, com aspecto de lesão “colada” sobre a pele. Geralmente é acastanhada ou enegrecida, tem limite muito bem definido e superfície ceratótica, podendo apresentar pseudocistos córneos, vistos clinicamente como pequenas “pedrinhas pretas”. A aula diferencia os principais padrões de apresentação: lesões mais lisas, com pseudocistos córneos, e lesões mais ásperas, ceratóticas ou verrucosas. Também explica a diferença entre “ceratose” como sinal clínico — material branco-amarelado, áspero e aderido, relacionado ao espessamento da camada córnea — e “ceratose seborreica” como diagnóstico. Outro ponto importante é a compreensão do aspecto verrucoso, que resulta da combinação entre ceratose e papilomatose. Esse padrão pode fazer a ceratose seborreica se parecer com verruga viral em alguns casos. A aula também aborda situações frequentes, como múltiplas ceratoses seborreicas no tronco, associação com lentigo solar, lesões irritadas por trauma e dermatose papulosa negra, uma variante comum na face e no pescoço de pessoas com fototipo mais alto. Por fim, a aula relaciona a clínica com a histopatologia, mostrando que a ceratose seborreica é uma proliferação superficial da epiderme, sem invasão da derme. Essa compreensão é essencial para entender por que o manejo cirúrgico deve respeitar a profundidade real da lesão. O que você vai aprender Reconhecer a ceratose seborreica como proliferação benigna de queratinócitos. Identificar o aspecto de pápula ou placa superficial “colada” sobre a pele. Descrever a coloração típica acastanhada ou enegrecida. Reconhecer a superfície ceratótica e os pseudocistos córneos. Diferenciar “ceratose” como sinal clínico de “ceratose seborreica” como diagnóstico. Entender o significado de lesão verrucosa, ceratótica e papilomatosa. Reconhecer a dermatose papulosa negra como variante da ceratose seborreica. Relacionar o aspecto histopatológico superficial com a escolha do manejo cirúrgico.
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Verruga viral
5:48
Verruga viral
Entenda como reconhecer a verruga viral e diferenciá-la de outras lesões verrucosas pela presença de ceratose, papilomatose e vasos trombosados. Nesta aula, Dr. Caio Formiga aborda a verruga viral como uma hiperplasia superficial da pele causada pelo HPV. A verruga viral costuma se apresentar como uma pápula verrucosa. Esse aspecto verrucoso resulta da combinação entre ceratose (material branco-amarelado, áspero e aderido) e papilomatose, que corresponde à projeção das papilas dérmicas. Um ponto central da aula é a diferenciação entre verruga viral e ceratose seborreica, já que ambas podem apresentar aspecto verrucoso. A presença de vasos trombosados, vistos como pequenos pontos roxos, pretos ou avermelhados na superfície da lesão, favorece o diagnóstico de verruga viral. A aula também discute a epidemiologia e as localizações mais comuns. A verruga viral é mais frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens, podendo acometer áreas de contato como mãos, cotovelos, joelhos, pés, face e lábio. Apesar disso, também pode ocorrer em idosos e, nesses casos, pode entrar no diagnóstico diferencial com lesões malignas, como o carcinoma espinocelular. Por fim, a aula relaciona os achados clínicos com a dermatoscopia e a histopatologia, reforçando o caráter superficial da lesão, o espessamento da epiderme, a papilomatose, a hiperceratose e as alterações citopáticas virais. O que você vai aprender Reconhecer a verruga viral como uma hiperplasia causada pelo HPV. Identificar a pápula verrucosa como apresentação clínica típica. Diferenciar ceratose, papilomatose e aspecto verrucoso. Reconhecer vasos trombosados como pista importante para verruga viral. Diferenciar verruga viral de ceratose seborreica em lesões verrucosas. Relacionar idade e localização anatômica com probabilidade diagnóstica. Entender que verrugas virais podem confluir e formar placas. Correlacionar os achados clínicos com dermatoscopia e histopatologia.
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Ceratose actínica
4:34
Ceratose actínica
Aprenda a identificar o “vermelhinho áspero” das áreas fotoexpostas e entenda sua relação com carcinoma espinocelular e campo de cancerização. Nesta aula, Dr. Caio Formiga aborda a ceratose actínica dentro do raciocínio das proliferações superficiais da pele. A ceratose actínica é uma proliferação epidérmica superficial, relacionada ao dano solar crônico, e representa uma fase inicial no espectro do carcinoma espinocelular. Clinicamente, costuma aparecer como uma pápula fina, eritematosa e ceratótica: o clássico “vermelhinho áspero” nas áreas fotoexpostas. A aula reforça a importância da palpação no exame dermatológico. Em pacientes com muito dano solar, muitas lesões são discretas e podem ser percebidas mais pelo toque do que pela inspeção, especialmente em regiões como face, nariz, couro cabeludo calvo e outras áreas expostas ao sol. Também é discutida a diferenciação entre ceratose actínica, ceratose seborreica e lentigo solar. Essa distinção é fundamental: enquanto a ceratose seborreica costuma permitir tranquilizar o paciente, a ceratose actínica precisa ser reconhecida e tratada. Outro ponto central é o campo de cancerização. Pacientes com ceratose actínica frequentemente não têm apenas uma lesão isolada, mas várias lesões visíveis e outras alterações microscópicas invisíveis em uma pele cronicamente danificada pelo sol. Por isso, o raciocínio deve considerar não apenas a lesão individual, mas a pele da região como um todo. Por fim, a aula relaciona a clínica com a histopatologia, mostrando que a ceratose actínica envolve atipia de queratinócitos limitada à epiderme, com queratinização anormal e aspecto ceratótico, sem invasão da derme. Entender essa profundidade é essencial para escolher o melhor manejo para cada caso. O que você vai aprender Reconhecer a ceratose actínica como proliferação epidérmica superficial. Identificar a lesão típica como pápula fina, eritematosa e ceratótica. Entender o valor da palpação no diagnóstico de lesões ásperas e discretas. Diferenciar ceratose actínica de ceratose seborreica e lentigo solar. Reconhecer áreas fotoexpostas como locais típicos de aparecimento. Compreender a relação entre ceratose actínica e carcinoma espinocelular. Entender o conceito de campo de cancerização. Relacionar a profundidade epidérmica da lesão com a escolha do manejo.
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Carcinoma espinocelular
11:17
Carcinoma espinocelular
Reconheça os principais padrões clínicos do carcinoma espinocelular: relevo eritematoso, ceratose, ulceração, dano solar e ferida que não cicatriza. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta o carcinoma espinocelular como uma neoplasia maligna de queratinócitos e organiza suas principais apresentações clínicas. O carcinoma espinocelular pode se manifestar como pápula, placa ou nódulo. Um padrão importante é o relevo eritematoso e ceratótico, especialmente em áreas com dano solar crônico. Quanto mais proeminente, espessada, ulcerada ou infiltrada for a lesão, maior a preocupação com carcinoma espinocelular invasivo. A aula diferencia o carcinoma espinocelular in situ das formas invasivas. O carcinoma espinocelular in situ pode se apresentar como ceratose actínica, quando acomete o terço inferior da epiderme, ou como doença de Bowen, quando acomete toda a espessura da epiderme, ainda sem invasão da derme. Clinicamente, a doença de Bowen costuma aparecer como uma placa eritematosa, levemente ceratótica, às vezes com áreas ulceradas. Nas formas invasivas, o carcinoma espinocelular pode surgir como pápula, placa ou nódulo eritematoso, ceratótico, ulcerado ou com crostas. A aula reforça a importância de suspeitar de câncer de pele diante de feridas que não cicatrizam, principalmente na face de pacientes idosos e em áreas com lentigo solar, ceratose actínica, púrpura senil e outros sinais de fotoexposição crônica. Também são discutidas armadilhas diagnósticas. Nem todo nódulo eritematoso ulcerado permite afirmar com precisão que se trata de carcinoma espinocelular; em alguns casos, o diagnóstico diferencial inclui carcinoma basocelular e melanoma. Além disso, lesões pigmentadas nem sempre são melanocíticas: carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e ceratose seborreica também podem apresentar pigmentação. Por fim, a aula relaciona a clínica com a histopatologia, mostrando que o carcinoma espinocelular começa na epiderme, apresenta queratinização anormal e, quando invasivo, ultrapassa a epiderme e invade a derme. O que você vai aprender Reconhecer o carcinoma espinocelular como neoplasia maligna de queratinócitos. Identificar apresentações clínicas em pápula, placa e nódulo. Valorizar o padrão eritematoso e ceratótico como pista diagnóstica. Diferenciar ceratose actínica, doença de Bowen e carcinoma espinocelular invasivo. Reconhecer feridas que não cicatrizam como possível manifestação de câncer de pele. Avaliar lesões em pele com dano solar, lentigo solar, ceratose actínica e púrpura senil. Entender que lesões pigmentadas nem sempre são melanocíticas. Relacionar invasão da derme com o diagnóstico de carcinoma espinocelular invasivo.
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Carcinoma basocelular
17:35
Carcinoma basocelular
Aprenda a reconhecer o carcinoma basocelular pelos sinais clínicos mais importantes: brilho perolado, aspecto translúcido, vasos ramificados, ulceração, áreas pigmentadas e borda rolada. O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum do ser humano e pode se apresentar como pápula, placa ou nódulo. Apesar de ter baixo potencial de metástase, pode ser destrutivo localmente, especialmente quando cresce próximo a áreas nobres como nariz e olhos. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como reconhecer os achados clínicos mais característicos do carcinoma basocelular, incluindo brilho perolado, aspecto translúcido, vasos ramificados ou arboriformes, ulceração, ferida que não cicatriza, borda rolada e áreas pigmentadas. Um ponto central da aula é entender que nem sempre o câncer de pele tem aparência “feia” ou alarmante. Muitas vezes, o carcinoma basocelular parece apenas uma pequena “bolinha rosa”, uma pápula discreta na face, uma lesão pigmentada semelhante a um sinal ou uma ferida pequena que nunca cicatriza. Também são discutidas apresentações pigmentadas, que podem ser confundidas com nevo melanocítico ou melanoma. A aula reforça que uma lesão escura não é necessariamente melanocítica, já que o carcinoma basocelular também pode apresentar áreas acastanhadas, azuladas ou enegrecidas. Além das formas mais típicas, a aula aborda variantes como carcinoma basocelular superficial, infiltrativo e esclerodermiforme. Essas formas são importantes porque podem ter limites mal definidos e exigir planejamento cirúrgico mais cuidadoso, com margens adequadas. Por fim, a aula relaciona a clínica com a histopatologia, explicando os agregados de células basaloides, a paliçada periférica, a retração do estroma e a invasão da derme. Esse entendimento ajuda o aluno a compreender por que o tratamento cirúrgico deve respeitar a profundidade e a anatomia real da lesão. O que você vai aprender Reconhecer o carcinoma basocelular como o câncer de pele mais comum. Identificar pápulas, placas e nódulos suspeitos de carcinoma basocelular. Valorizar brilho perolado, aspecto translúcido e vasos ramificados como pistas clínicas. Reconhecer ulceração, ferida que não cicatriza e borda rolada como sinais de alerta. Diferenciar carcinoma basocelular pigmentado de nevo melanocítico e melanoma. Entender que nem todo câncer de pele tem aparência “feia” ou alarmante. Reconhecer variantes como carcinoma basocelular superficial, infiltrativo e esclerodermiforme. Relacionar a invasão da derme com a necessidade de planejamento cirúrgico adequado.
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Nevo melanocítico
19:00
Nevo melanocítico
Aprenda a reconhecer os padrões mais comuns dos nevos melanocíticos e a identificar quando uma pinta exige maior atenção pela possibilidade de melanoma. O nevo melanocítico é uma proliferação benigna de melanócitos e pode se apresentar como mácula, pápula ou placa. Sua cor também varia: pode ser normocrômico, acastanhado ou enegrecido. Apesar dessa diversidade, muitos nevos melanocíticos benignos compartilham características importantes: costumam ser simétricos, regulares, com formato oval ou arredondado, mais pigmento e/ou relevo no centro e esmaecimento gradual em direção à periferia. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como avaliar essas lesões na prática, valorizando a morfologia, a comparação com o padrão de pintas do próprio paciente e a história clínica. Lesões novas, em crescimento, assimétricas, irregulares ou com pigmentação excêntrica exigem maior atenção pela possibilidade de melanoma. A aula também organiza os principais tipos de nevo melanocítico: juncional, composto e intradérmico. O raciocínio é construído pela localização da proliferação: quanto maior o componente na derme, maior tende a ser o relevo; quanto maior o componente na epiderme ou na junção dermoepidérmica, mais evidente tende a ser o pigmento. Também são abordados o nevo melanocítico congênito, frequentemente associado à hipertricose e ao aspecto em pedra de calçamento, e o nevo azul, que aparece como pápula azul-enegrecida muito pigmentada. Quando o nevo azul é novo, está crescendo ou não tem história clara de estabilidade, a biópsia deve ser considerada para afastar melanoma. O que você vai aprender Reconhecer o nevo melanocítico como proliferação benigna de melanócitos. Identificar apresentações em mácula, pápula ou placa. Valorizar simetria, regularidade e esmaecimento do pigmento para a periferia. Diferenciar nevo juncional, composto e intradérmico pelo componente epidérmico e dérmico. Relacionar pigmento e relevo com a profundidade da proliferação melanocítica. Avaliar o padrão global de pintas de cada paciente. Reconhecer características do nevo melanocítico congênito, como hipertricose e aspecto em pedra de calçamento. Entender quando o nevo azul exige biópsia para afastar melanoma.
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Melanoma
7:12
Melanoma
Aprenda a reconhecer os principais sinais de suspeição para melanoma: assimetria, irregularidade, múltiplas cores, pigmentação excêntrica, crescimento progressivo e sinal do patinho feio. O melanoma é uma proliferação maligna de melanócitos e pode se apresentar como mácula, pápula ou placa, com ou sem relevo. A lesão pode ter áreas acastanhadas, enegrecidas, eritematosas, hipocrômicas, cinza-azuladas e várias tonalidades na mesma área. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como diferenciar o melanoma dos padrões mais comuns dos nevos melanocíticos benignos. Enquanto muitos nevos tendem a ser simétricos, regulares e com pigmento ou relevo mais central, o melanoma costuma ter crescimento mais aleatório, assimetria, bordas irregulares, pigmentação excêntrica e múltiplas cores. Um conceito essencial da aula é o sinal do patinho feio. Cada paciente tem um padrão próprio de pintas e nevos melanocíticos. Quando uma lesão foge desse padrão — por cor, formato, crescimento, irregularidade ou aspecto estranho — ela deve chamar atenção para a possibilidade de melanoma. A aula também reforça que nem sempre o melanoma é uma lesão extremamente “feia” ou evidente. Algumas lesões podem passar despercebidas se não forem avaliadas com calma. O melanoma pode surgir em áreas como orelha, palma e planta, e pode aparecer como mácula pigmentada irregular, placa assimétrica ou nódulo pigmentado. Por fim, a aula aborda o melanoma nodular, que pode se apresentar como um nódulo friável, frágil, pigmentado e com sangramento fácil. A histopatologia mostra melanócitos atípicos, crescimento aleatório e invasão da derme. Esse entendimento reforça a importância de não tratar uma lesão suspeita de melanoma com procedimento superficial, pois o manejo incorreto pode ter consequências graves. O que você vai aprender Reconhecer o melanoma como proliferação maligna de melanócitos. Identificar apresentações em mácula, pápula ou placa. Valorizar múltiplas cores como sinal de suspeição. Diferenciar lesões simétricas e regulares de lesões assimétricas e irregulares. Reconhecer pigmentação excêntrica e bordas aleatórias como sinais de alerta. Aplicar o conceito do sinal do patinho feio na avaliação de pintas. Entender que crescimento progressivo favorece suspeita de melanoma. Reconhecer melanoma nodular como nódulo pigmentado, friável e invasivo.
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Dermatofibroma
3:27
Dermatofibroma
Aprenda a reconhecer o dermatofibroma pela firmeza à palpação, localização comum em pernas e ombros e presença do sinal da covinha. O dermatofibroma é uma proliferação benigna de fibroblastos localizada na derme. Clinicamente, costuma se apresentar como uma pápula ou placa firme, da cor da pele ou acastanhada, muitas vezes com centro mais claro e borda mais pigmentada. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra por que a palpação é essencial no exame dermatológico. O dermatofibroma não é uma lesão amolecida, como o fibroma mole. Ele tem uma consistência firme, semelhante à de uma cicatriz, e essa firmeza é uma das principais pistas para o diagnóstico. Outro achado importante é o sinal da covinha. Quando a lesão é comprimida, ela retrai para dentro da pele, mostrando que se trata de uma alteração localizada na derme. A aula também destaca os locais mais comuns, como pernas, ombros e extremidades, além da possível relação com reação após picada de inseto ou pelo encravado. Apesar de ser uma lesão comum e benigna, o raciocínio precisa ser cuidadoso. Lesões muito grandes, em crescimento, estranhas ou com dúvida diagnóstica devem ser avaliadas com atenção, considerando outras possibilidades, como câncer de pele ou dermatofibrossarcoma em situações selecionadas. O que você vai aprender Reconhecer o dermatofibroma como proliferação benigna de fibroblastos. Entender o dermatofibroma como uma lesão predominantemente dérmica. Identificar pápulas ou placas firmes na pele. Valorizar a palpação como etapa essencial do exame dermatológico. Reconhecer o sinal da covinha na avaliação clínica. Diferenciar dermatofibroma de lesões amolecidas, como fibroma mole. Identificar localizações comuns, como pernas, ombros e extremidades. Reconhecer sinais de alerta quando uma lesão firme é grande, cresce ou gera dúvida diagnóstica.
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Queloide
2:38
Queloide
Aprenda a diferenciar queloide de cicatriz hipertrófica e entenda por que qualquer trauma pode piorar o problema em pacientes predispostos. O queloide é uma cicatriz anormal que cresce além dos limites da ferida inicial. Quando a pele sofre um trauma, ela pode formar uma cicatriz comum, uma cicatriz hipertrófica ou um queloide. A cicatriz hipertrófica é mais espessa e elevada do que uma cicatriz comum, mas respeita os limites da ferida. Já o queloide ultrapassa esses limites e continua crescendo além da área originalmente machucada. Clinicamente, o queloide pode se apresentar como pápula, placa ou nódulo firme, sólido, da cor da pele, acastanhado ou hipercrômico. A firmeza, o histórico de trauma e o crescimento além da ferida são pistas importantes para o diagnóstico. Nesta aula, Dr. Caio Formiga também reforça a predisposição individual ao desenvolvimento de queloide. Uma vez que o paciente apresenta essa tendência, qualquer novo trauma pode gerar outro queloide, o que precisa ser considerado antes de procedimentos, piercings, cirurgias ou outras intervenções na pele. O manejo exige cuidado. A remoção cirúrgica de um queloide, quando feita sem planejamento adequado e sem acompanhamento, pode gerar uma lesão ainda maior ou mais deformante. A aula destaca exemplos comuns, como queloide na orelha após furo de brinco ou piercing, e queloide no colo após acne, foliculite, furúnculo ou pelo encravado. O colo é uma região especialmente desafiadora pela maior tensão local, o que pode dificultar o tratamento. O que você vai aprender Diferenciar cicatriz comum, cicatriz hipertrófica e queloide. Reconhecer o queloide como uma cicatriz que cresce além dos limites da ferida. Identificar pápulas, placas e nódulos firmes compatíveis com queloide. Entender a importância da predisposição individual no desenvolvimento do queloide. Reconhecer que novos traumas podem gerar novos queloides. Identificar locais comuns, como orelha e colo. Compreender por que o queloide no colo é mais desafiador pela tensão local. Entender por que o tratamento cirúrgico exige planejamento e acompanhamento cuidadoso.
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Cisto epidermoide
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Cisto epidermoide
Aprenda a reconhecer o cisto epidermoide pela pápula ou nódulo firme com orifício central, conteúdo de queratina e possível tom amarelado. O cisto epidermoide também é chamado de cisto epidérmico ou cisto infundibular. Embora seja conhecido popularmente como “cisto sebáceo”, esse nome é inadequado, porque o cisto não é definido por sebo, mas pelas características da sua parede. O cisto é uma estrutura com parede epitelial e conteúdo fluido ou celular. No cisto epidermoide, a parede se parece com a epiderme e o conteúdo é principalmente queratina. Por isso, a lesão pode ter um tom amarelado. Quando essa queratina entra em contato com o ar, ela oxida e pode ficar escurecida, formando o ponto preto visto no orifício central. Clinicamente, o cisto epidermoide costuma se apresentar como uma pápula ou nódulo firme, arredondado, normocrômico ou amarelado, com superfície lisa e orifício central. A palpação é fundamental, porque muitas vezes os limites da lesão são sentidos melhor do que vistos. A aula também aborda o milium, que é basicamente um pequeno cisto epidérmico superficial, comum na face. Milium é o singular; milia é o plural. Outro ponto importante é o cisto epidermoide roto. Quando o cisto rompe, queratina e bactérias podem ser lançadas na derme. A queratina gera reação de corpo estranho, enquanto as bactérias podem provocar infecção bacteriana. Nesses casos, a lesão pode se tornar um nódulo eritematoso, doloroso, exsudativo, com saída de pus, exigindo uma abordagem diferente do cisto íntegro. Por fim, a aula relaciona a clínica com a histopatologia, mostrando que o cisto epidermoide apresenta parede de epitélio escamoso estratificado queratinizado, semelhante à epiderme, e conteúdo de queratina semelhante à camada córnea. O que você vai aprender Nomear corretamente o cisto epidermoide, também chamado de cisto epidérmico ou infundibular. Entender por que “cisto sebáceo” é um termo inadequado. Reconhecer o cisto como uma estrutura com parede epitelial e conteúdo fluido ou celular. Identificar o cisto epidermoide como pápula ou nódulo firme, arredondado e com orifício central. Reconhecer o tom amarelado relacionado ao conteúdo de queratina. Entender por que a queratina pode ficar preta quando oxida em contato com o ar. Diferenciar cisto epidermoide íntegro de cisto epidermoide roto. Reconhecer o milium como um pequeno cisto epidérmico superficial.
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Cisto triquilemal
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Cisto triquilemal
Aprenda a reconhecer o cisto triquilemal como uma pápula ou nódulo firme, liso, normocrômico e comum no couro cabeludo. O cisto triquilemal é uma estrutura redonda ou oval, com parede epitelial e conteúdo fluido ou celular. Também pode ser chamado de cisto pilar ou cisto istmo-catágênico, pois sua parede se assemelha a estruturas do folículo piloso. Clinicamente, costuma se apresentar como uma pápula ou nódulo firme, da cor da pele, com superfície lisa e localizado principalmente no couro cabeludo. Como é uma lesão predominantemente dérmica, geralmente não há grande alteração superficial da epiderme. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como diferenciar o cisto triquilemal do cisto epidermoide. Enquanto o cisto epidermoide costuma apresentar orifício central, o cisto triquilemal geralmente não tem esse orifício. Outro ponto importante é que o cisto triquilemal pode calcificar, tornando-se mais duro à palpação. Esse detalhe ajuda a entender por que alguns nódulos no couro cabeludo parecem mais endurecidos ao exame físico. O que você vai aprender Reconhecer o cisto triquilemal como uma lesão cística comum no couro cabeludo. Entender os nomes alternativos: cisto pilar e cisto istmo-catágênico. Compreender que a parede do cisto se assemelha a estruturas do folículo piloso. Identificar pápulas ou nódulos firmes, lisos e normocrômicos. Diferenciar cisto triquilemal de cisto epidermoide pela ausência habitual de orifício central. Entender que o cisto triquilemal pode calcificar e ficar mais duro. Relacionar a localização no couro cabeludo ao diagnóstico clínico. Aplicar a palpação como parte fundamental da avaliação dessas lesões.
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Lipoma
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Lipoma
Aprenda a reconhecer o lipoma como um nódulo subcutâneo, geralmente amolecido, com superfície normal e mais palpável do que visível. O lipoma é uma proliferação benigna de adipócitos, as células de gordura. Diferente de muitas lesões estudadas na pele, o lipoma ocorre no subcutâneo, abaixo da pele. Por estar abaixo da pele, a superfície costuma ser normal, sem alteração epidérmica evidente. Na prática, o lipoma é mais percebido pela palpação do que pela inspeção, geralmente como um nódulo amolecido. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como diferenciar lipoma de cisto epidermoide. O cisto epidermoide está na própria pele, costuma ser firme e se movimenta junto com a pele. Já o lipoma está abaixo da pele, permitindo que a pele se mova sobre ele em algum grau. A aula também chama atenção para os cuidados cirúrgicos. Operar lipoma exige conhecimento da anatomia do subcutâneo e dos planos profundos, porque nessa região há vasos maiores, veias, artérias e estruturas nervosas que precisam ser respeitadas. Por fim, é apresentado o liposarcoma como diagnóstico diferencial importante, especialmente quando a lesão é grande, cresce progressivamente ou apresenta comportamento atípico. O que você vai aprender Reconhecer o lipoma como proliferação benigna de adipócitos. Entender que o lipoma ocorre no subcutâneo, abaixo da pele. Identificar o lipoma como nódulo geralmente amolecido e mais palpável do que visível. Diferenciar lipoma de cisto epidermoide pela localização e mobilidade da pele. Entender por que a superfície da pele costuma ser normal no lipoma. Reconhecer que a cirurgia de lipoma exige cuidado com vasos e nervos. Valorizar o conhecimento anatômico dos planos profundos antes de operar. Considerar liposarcoma como diagnóstico diferencial em lesões grandes ou em crescimento.
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Resumo das proliferações da pele e transição para o preparo cirúrgico
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Resumo das proliferações da pele e transição para o preparo cirúrgico
Revise a organização das principais proliferações da pele por profundidade antes de avançar para o preparo da cirurgia dermatológica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga encerra o bloco conceitual das proliferações cutâneas, retomando os principais grupos estudados até aqui. Primeiro, são revisadas as proliferações superficiais da pele: fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Em seguida, são retomadas as proliferações epidérmicas com potencial de invasão, como carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, melanoma e nevo melanocítico. A aula também organiza as proliferações predominantemente dérmicas, incluindo dermatofibroma, queloide, cisto epidermoide e cisto triquilemal. Por fim, o lipoma é posicionado como uma proliferação do subcutâneo, reforçando a importância de entender a profundidade anatômica da lesão para escolher a melhor abordagem. Essa revisão fecha o bloco de proliferações da pele e prepara o aluno para avançar para o próximo tema: o preparo para a cirurgia dermatológica. O que você vai aprender Revisar as principais proliferações superficiais da pele. Relembrar as proliferações epidérmicas com potencial de invasão. Organizar as lesões predominantemente dérmicas. Posicionar o lipoma como proliferação do subcutâneo. Entender a profundidade da lesão como base do raciocínio cirúrgico. Preparar a transição para o bloco de preparo cirúrgico.
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Preparo para cirurgia
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Preparo para cirurgia
Se prepare para a cirurgia compreendendo conceitos de anatomia, antissepsia e anestesia. Depois de aprender a descrever uma lesão, definir o diagnóstico, avaliar se a proliferação é benigna ou maligna e reconhecer sua profundidade, o próximo passo é preparar a cirurgia. Nesta aula, Dr. Caio Formiga introduz o novo bloco do curso, voltado aos fundamentos do preparo cirúrgico. A ideia é conectar o raciocínio clínico das lesões de pele com a organização prática necessária antes do procedimento. Serão abordados conceitos básicos de anatomia, instrumentos, materiais e antissepsia, sempre com foco na cirurgia dermatológica prática. Essa aula funciona como uma transição entre o estudo das proliferações cutâneas e a preparação técnica para realizar procedimentos com mais segurança, planejamento e coerência com o tipo de lesão tratada. O que você vai aprender Entender a transição entre diagnóstico dermatológico e preparo cirúrgico. Revisar a importância de descrever corretamente a lesão. Relacionar diagnóstico, comportamento biológico e profundidade da lesão. Reconhecer que a profundidade orienta a estratégia cirúrgica. Identificar os temas centrais do preparo cirúrgico: anatomia, instrumentos, materiais e antissepsia. Preparar-se para o bloco prático de cirurgia da pele.
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Anatomia: subunidades, linhas de tensão e zonas de perigo
5:25
Anatomia: subunidades, linhas de tensão e zonas de perigo
Aprenda por que conhecer a anatomia de superfície, as subunidades anatômicas e as zonas de perigo é essencial para planejar melhor a cirurgia da pele. Para realizar uma cirurgia dermatológica com segurança e bom planejamento, não basta reconhecer a lesão. É preciso saber exatamente onde ela está, qual subunidade anatômica está envolvida e quais estruturas importantes passam naquela região. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como a anatomia de superfície ajuda na comunicação com o paciente, com outros médicos e até na solicitação de biópsias. Dizer apenas “face” é inespecífico; o ideal é descrever a localização com mais precisão. A aula também destaca a importância das subunidades anatômicas, especialmente na face. Sempre que possível, planejar a cirurgia dentro da mesma subunidade pode melhorar o resultado estético. Outro conceito fundamental são as linhas de tensão da pele, que influenciam o desenho do fuso, o caminho da sutura e o posicionamento da cicatriz. Na face, o movimento dos músculos da mímica também precisa ser considerado, já que rugas e dobras naturais podem ajudar a camuflar cicatrizes. Além da superfície, a aula introduz a importância da anatomia dos planos profundos. Conhecer nervos, vasos e zonas de perigo é essencial para planejar bloqueios anestésicos, evitar lesões nervosas e reduzir complicações em cirurgias mais profundas. São discutidos exemplos como nervos mentoniano, infraorbital, supratroclear e supraorbital, ramos do trigêmeo, nervo facial, região temporal, parótida, nervo marginal mandibular e artéria temporal superficial. O que você vai aprender Entender a importância da anatomia de superfície na cirurgia da pele. Descrever melhor a localização das lesões usando subunidades anatômicas. Reconhecer por que dizer apenas “face” é pouco específico. Planejar incisões e fusos respeitando subunidades anatômicas. Relacionar linhas de tensão com planejamento cirúrgico e sutura. Considerar rugas, dobras e movimento muscular no resultado estético. Entender a importância dos nervos superficiais para bloqueios anestésicos. Reconhecer zonas de perigo na face e em planos profundos. Identificar estruturas que exigem cuidado, como nervo facial, parótida, nervo marginal mandibular e artéria temporal superficial. Compreender por que cirurgias mais profundas exigem maior domínio anatômico.
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Antissepsia: como escolher e aplicar na prática
7:50
Antissepsia: como escolher e aplicar na prática
Aprenda a escolher o antisséptico mais adequado para cirurgia dermatológica e a adaptar a antissepsia conforme a região, o grau de contaminação e os riscos locais. Nesta aula, Dr. Caio Formiga compara os principais agentes usados na antissepsia da cirurgia da pele: álcool 70%, clorexidina, iodo, água e sabão. O álcool 70% tem início de ação muito rápido, mas não apresenta atividade residual. A clorexidina tem como grande vantagem a atividade residual prolongada. O iodo tem amplo espectro, mas pode ser inativado pelo sangue e manchar roupas e materiais. Já água e sabão são especialmente úteis quando a pele ou as mãos estão sujas. Na prática, a clorexidina alcoólica é apresentada como a principal escolha para a maioria das cirurgias dermatológicas, porque combina o início de ação rápido do álcool com o efeito residual prolongado da clorexidina. Em pele limpa, a aplicação pode ser feita com clorexidina alcoólica três vezes, usando gaze, sempre partindo do centro da lesão e avançando para a periferia em movimentos circulares, como um “sol”. A gaze deve ser descartada entre as passadas. Em áreas mais contaminadas, como mãos, pés e pernas, é importante limpar primeiro com clorexidina degermante, água e sabão ou outro método de limpeza adequado. Depois, a antissepsia é complementada com clorexidina alcoólica. A aula também destaca cuidados em regiões especiais. A clorexidina é ototóxica e pode causar ceratite, por isso exige cautela perto dos olhos e dentro da orelha. Em região periocular, pele ferida ou ulcerada, o soro fisiológico pode ser uma opção de limpeza, e a clorexidina aquosa pode ser considerada em pequena quantidade, evitando contato com o olho. Por fim, são discutidos cuidados práticos, como o risco de inflamabilidade do álcool durante eletrocoagulação e o uso de luva de procedimento durante a limpeza inicial de áreas contaminadas, com troca posterior para luva estéril antes de complementar a antissepsia. O que você vai aprender Comparar álcool 70%, clorexidina, iodo, água e sabão na antissepsia cirúrgica. Entender a diferença entre início de ação e atividade residual. Reconhecer por que a clorexidina alcoólica é a principal escolha na maioria das cirurgias da pele. Saber quando água e sabão ou clorexidina degermante são importantes. Adaptar a antissepsia para pele limpa e pele potencialmente contaminada. Aplicar a clorexidina alcoólica em três passadas, do centro para a periferia. Reconhecer cuidados com álcool inflamável durante eletrocoagulação. Entender os riscos da clorexidina perto dos olhos e dentro da orelha. Considerar soro fisiológico ou clorexidina aquosa em situações especiais. Organizar o uso de luva de procedimento e luva estéril durante a preparação. Tags antissepsia, cirurgia dermatológica, cirurgia da pele, clorexidina alcoólica, clorexidina degermante, clorexidina aquosa, álcool 70%, iodo, água e sabão, pele limpa, pele suja, pele contaminada, região periocular, pele ferida ou ulcerada, eletrocoagulação, luva estéril, preparo cirúrgico, dermatologia prática
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Anestesia: lidocaína, epinefrina, diluições, técnica
33:52
Anestesia: lidocaína, epinefrina, diluições, técnica
Aprenda a usar a anestesia local com mais segurança na cirurgia da pele, entendendo medicamentos, diluições, dose máxima, epinefrina, bicarbonato e técnica com menor dor. A anestesia local permite bloquear de forma reversível a transmissão do estímulo nervoso, principalmente nas fibras relacionadas à dor. Por isso, é comum o paciente sentir toque, pressão ou movimento durante o procedimento, mas não sentir dor. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta os principais conceitos de anestesia local na cirurgia dermatológica. O foco prático é a lidocaína, principal anestésico utilizado na cirurgia da pele por ter início de ação rápido, duração adequada para a maioria dos procedimentos e bom perfil de segurança quando usada na dose correta. A aula compara lidocaína, bupivacaína e ropivacaína, explicando diferenças de início de ação, duração, uso com vasoconstritor, risco de cardiotoxicidade e cuidados em gestantes. Outro ponto central é a epinefrina. Ela não é anestésico, mas atua como vasoconstritor: reduz o sangramento, prolonga o efeito da lidocaína e diminui a absorção sistêmica do anestésico. A aula também discute os cuidados em cardiopatas, hipertensos não controlados, gestantes e extremidades, reforçando a importância da técnica correta, aspiração antes da infiltração e diluição adequada. Também são abordadas as diluições da epinefrina, como 1:100.000 e 1:200.000, o uso de bicarbonato de sódio para reduzir ardência, a diluição com soro fisiológico, a diluição tumescente e a importância de conhecer a dose máxima segura da lidocaína. Na parte prática, a aula mostra como reduzir a dor da anestesia: usar agulha fina, friccionar antes da punção, fazer a primeira aplicação a 90 graus, infiltrar lentamente, usar seringas menores, avançar por áreas já anestesiadas e manejar a ansiedade do paciente durante o procedimento. Por fim, são discutidas as principais reações durante a cirurgia: reação vasovagal, reação à epinefrina, anafilaxia e toxicidade por lidocaína. O aluno aprende a reconhecer sinais de alerta como bradicardia, hipotensão, taquicardia, palpitação, tremores, parestesia perioral, gosto metálico, confusão, convulsão e rebaixamento do nível de consciência. O que você vai aprender Entender como o anestésico local bloqueia a transmissão da dor. Explicar ao paciente por que ele pode sentir toque ou pressão, mas não dor. Diferenciar anestésicos locais do grupo amida e éster. Reconhecer a lidocaína como principal escolha na cirurgia dermatológica. Comparar lidocaína, bupivacaína e ropivacaína. Entender o papel da epinefrina como vasoconstritor. Avaliar vantagens e riscos da epinefrina em diferentes contextos. Compreender as diluições 1:100.000 e 1:200.000. Usar bicarbonato como opção para reduzir ardência da anestesia. Conhecer a importância da dose máxima segura da lidocaína. Aplicar princípios de anestesia com menor dor. Diferenciar reação vasovagal, reação à epinefrina, anafilaxia e toxicidade por lidocaína.
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Cirurgias essenciais: excisão tangencial e excisão fusiforme
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Cirurgias essenciais: excisão tangencial e excisão fusiforme
Entenda as duas técnicas essenciais da cirurgia dermatológica básica: excisão tangencial para lesões superficiais e excisão fusiforme para lesões mais profundas. Na cirurgia dermatológica básica, duas técnicas são fundamentais: a excisão tangencial, também chamada de shaving, e a excisão fusiforme, conhecida como fuso. A excisão tangencial é uma cirurgia superficial, indicada para proliferações superficiais da pele. Já a excisão fusiforme é usada quando a proliferação afeta a derme ou exige maior profundidade cirúrgica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como a escolha da técnica depende diretamente da profundidade da lesão. Depois de reconhecer se uma proliferação é superficial, dérmica ou subcutânea, o próximo passo é entender qual formato de cirurgia faz mais sentido para cada caso. Essa aula introduz o bloco prático de cirurgia da pele e prepara o aluno para estudar, de forma organizada, quando usar shaving e quando usar fuso. O que você vai aprender Reconhecer as duas técnicas essenciais da cirurgia dermatológica básica. Entender o papel da excisão tangencial, shaving, nas lesões superficiais. Entender o papel da excisão fusiforme, o fuso, nas lesões mais profundas. Relacionar a profundidade da proliferação com a escolha da técnica cirúrgica. Diferenciar cirurgia superficial de cirurgia com necessidade de maior profundidade. Preparar o raciocínio para os próximos módulos práticos de cirurgia da pele.
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Biópsia de pele: diferença entre incisional e excisional
1:56
Biópsia de pele: diferença entre incisional e excisional
Entenda quando a biópsia de pele remove apenas uma parte da lesão e quando remove a lesão por completo com margens de segurança. Antes de avançar nas técnicas cirúrgicas, é fundamental entender o que significa fazer uma biópsia de pele. A biópsia incisional remove apenas uma parte da lesão. Ela tem objetivo diagnóstico e pode ser usada quando há suspeita de câncer de pele ou de doença inflamatória, como psoríase. O material removido é enviado para estudo histopatológico para ajudar a definir o diagnóstico. Em algumas situações, a biópsia incisional pode incluir parte da pele normal e parte da lesão, oferecendo uma amostra comparativa para avaliação microscópica. A biópsia excisional, por outro lado, remove a lesão por completo. Nessa abordagem, é preciso considerar margem de segurança, incluindo margem lateral e margem profunda. Por isso, além de contribuir para o diagnóstico, a biópsia excisional também pode ter objetivo terapêutico. Nesta aula, Dr. Caio Formiga organiza esse raciocínio de forma prática: quando o objetivo é diagnóstico, muitas vezes retiramos uma amostra; quando o objetivo é remover a lesão inteira, planejamos uma excisão completa com margens adequadas. O que você vai aprender Entender o que significa biópsia de pele. Diferenciar biópsia incisional e biópsia excisional. Reconhecer a biópsia incisional como remoção parcial da lesão. Entender o papel da biópsia incisional no diagnóstico. Saber por que o material deve ser enviado para estudo histopatológico. Reconhecer que a biópsia excisional remove a lesão por completo. Relacionar biópsia excisional com margem lateral e margem profunda. Entender a diferença entre objetivo diagnóstico e objetivo terapêutico.
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Excisão tangencial (shaving): técnica, indicações e cuidados
4:54
Excisão tangencial (shaving): técnica, indicações e cuidados
Aprenda a realizar a excisão tangencial, shaving, mantendo a lâmina rente à pele e seguindo a sequência prática: deita, encosta e corre. A excisão tangencial, também chamada de shaving, é uma técnica superficial usada para remover proliferações superficiais da pele. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica que o princípio do shaving é manter a lâmina rente à pele, em zero grau, removendo a lesão superficialmente. Para isso, a pele ou a própria lesão precisa estar bem estabilizada com a mão não dominante ou com uma pinça. A sequência prática é simples: deita, encosta e corre. Primeiro, a lâmina é deitada sobre a pele. Depois, encosta na lesão ou no plano já criado. Em seguida, corre nesse plano, realizando o corte tangencial. Para quem está começando, repetir sempre essas três etapas ajuda a manter a excisão rente à pele e evita movimentos aleatórios que podem aprofundar demais ou deixar o plano irregular. A excisão tangencial é indicada para lesões superficiais, como fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Por outro lado, não é adequada para câncer de pele invasivo ou lesões que aprofundam na derme. A aula também mostra que o mesmo raciocínio pode ser aplicado com tesoura. A excisão tangencial com tesoura é especialmente útil em lesões pedunculadas ou de base fina, como fibroma mole, alguns nevos melanocíticos elevados e dermatose papulosa negra. O que você vai aprender Entender o conceito de excisão tangencial, shaving. Reconhecer que o shaving é uma técnica superficial. Manter a lâmina rente à pele, em zero grau. Estabilizar a pele ou a lesão antes do corte. Aplicar a sequência prática: deita, encosta e corre. Criar e seguir um plano de corte tangencial. Evitar movimentos aleatórios que possam aprofundar demais a excisão. Reconhecer indicações como fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Entender por que o shaving não é adequado para câncer de pele invasivo. Usar a tesoura em lesões pedunculadas ou de base fina. Aplicar o raciocínio da excisão tangencial em dermatose papulosa nigra.
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Excisão fusiforme (fuso): margem, proporção, ângulo da lâmina, profundidade
13:23
Excisão fusiforme (fuso): margem, proporção, ângulo da lâmina, profundidade
Cirurgia profundaAprenda a transformar a margem circular de uma lesão em um fuso bem planejado, evitando orelhas, preservando margens e controlando a profundidade da cirurgia. A excisão fusiforme, também chamada de fuso, é uma das principais técnicas da cirurgia dermatológica básica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica a lógica do fuso a partir da margem de segurança. Quando queremos remover uma lesão por completo, especialmente em casos de câncer de pele, precisamos pensar em margens laterais e profundas adequadas. Ao desenhar uma margem ao redor de uma lesão irregular, criamos uma estrutura mais regular, geralmente circular. O problema é que uma ferida circular, quando fechada diretamente com pontos, tende a formar “orelhas”, ou pequenas dobras de pele nas extremidades. O fuso surge como solução para transformar essa ferida circular em um fechamento linear mais adequado. Para isso, ele não deve ser curto demais, pois pode manter o risco de orelhas, nem longo demais, pois pode gerar uma cicatriz desnecessariamente extensa. A aula apresenta a proporção clássica de 3:1 e explica que, na prática, o fuso ideal tende a se aproximar de 3,5:1, com ângulo em torno de 30 graus nas extremidades. Outro ponto central é o ângulo da lâmina. Em uma excisão fusiforme com objetivo de remover a lesão por completo, a lâmina deve entrar a 90 graus em relação à pele. Isso permite retirar um bloco de pele, incluindo epiderme, derme e subcutâneo, preservando melhor as margens laterais e profundas. Depois de alcançar o subcutâneo e liberar uma das pontas do fuso, a lâmina muda de orientação para retirar a margem profunda. Nesse momento, ela deve ficar a zero grau em relação ao plano criado, como se fosse uma excisão tangencial no subcutâneo. A aula também alerta para um erro comum: ganhar profundidade desnecessária ao inclinar a lâmina no plano profundo ou tracionar demais o fuso com a pinça. Isso pode levar o cirurgião a acessar vasos maiores e estruturas nervosas sem necessidade. O que você vai aprender Entender o conceito de excisão fusiforme. Relacionar margem de segurança com remoção completa da lesão. Compreender por que a margem circular precisa ser transformada em fuso. Entender por que o fechamento de um círculo pode gerar “orelhas”. Reconhecer a importância da proporção do fuso. Diferenciar fusos curtos, longos e bem proporcionados. Entender a proporção clássica de 3:1 e o ajuste prático para aproximadamente 3,5:1. Reconhecer o ângulo de 30 graus nas extremidades do fuso. Entender por que a lâmina deve entrar a 90 graus na pele em cirurgias com necessidade de margem. Diferenciar a retirada das margens laterais da retirada da margem profunda. Compreender a lógica de retirar um bloco de pele até o subcutâneo. Evitar ganhar profundidade desnecessária ao manejar a margem profunda.
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Sutura simples, retirada de pontos e curativo
22:45
Sutura simples, retirada de pontos e curativo
Aprenda os princípios práticos da sutura simples, desde a posição da agulha no porta-agulha até o curativo final e o tempo correto para retirada dos pontos. A sutura é uma etapa fundamental no manejo da ferida cirúrgica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta os fundamentos da sutura simples, da escolha do fio, da retirada dos pontos, do curativo e da cicatrização por segunda intenção. A aula começa pela posição correta da agulha no porta-agulha. A ponta e o fundo da agulha são regiões mais frágeis; o corpo é a região mais resistente. Por isso, o porta-agulha deve segurar a agulha no corpo, seja exatamente na metade, para maior controle e delicadeza, seja na junção do terço proximal com os dois terços distais, quando o objetivo é capturar mais tecido. Em seguida, a aula organiza a escolha do fio, com foco no nylon. Quanto maior o número, mais fino o fio. O nylon 3 é usado em áreas de maior tensão, como região palmar, plantar, dorso ou feridas extensas. O nylon 6 é indicado para áreas delicadas, como pálpebra e muitas cirurgias da face. O nylon 4 costuma resolver bem áreas de tensão comum no tronco e extremidades. Já o nylon 5 é apresentado como o fio mais utilizado na maioria das pequenas cirurgias da pele. A aula também mostra como manipular o porta-agulha e a pinça. O porta-agulha pode ser ajustado conforme o objetivo: velocidade, força, precisão ou controle. Para iniciantes, retirar o dedo do porta-agulha durante a passagem da agulha pode facilitar a rotação e aumentar a delicadeza. A pinça dente de rato é a mais indicada para sutura; a pinça anatômica deve ser evitada, pois pode machucar e amassar a pele. Na técnica do nó, o porta-agulha deve ficar paralelo à ferida. O primeiro nó é feito com duas rotações do fio ao redor do porta-agulha, captura da ponta solta e tração das duas pontas em sentidos opostos. Os nós seguintes são feitos com rotação única. Outro ponto central é o ângulo da sutura. A agulha deve entrar a 90 graus na pele, permitindo capturar estruturas mais profundas. A distância de entrada e saída deve ser simétrica em relação à ferida, assim como a profundidade. Quando esses princípios são respeitados, as bordas tendem a ficar niveladas e levemente evertidas, com melhor coaptação. A aula também aborda o tempo de retirada dos pontos. Na face e orelha, geralmente 5 a 7 dias. No tronco, extremidades e couro cabeludo, em torno de 10 a 14 dias. Em áreas de alta tensão, como região palmar, plantar, unha ou dorso sob tensão, pode ser necessário deixar por mais tempo, chegando a 28 dias em situações selecionadas. Na parte de curativo, a proposta é simples: limpar a ferida com soro fisiológico e gaze estéril, aplicar vaselina pomada ou mupirocina quando indicada, cobrir com gaze estéril e fixar com micropore, atadura ou esparadrapo conforme a situação. A vaselina pomada ajuda a proteger a ferida, favorecer a reepitelização e impedir que o curativo grude. Por fim, a aula explica a cicatrização por segunda intenção, comum após excisão tangencial e curetagem. Nessas situações, a ferida cicatriza sem sutura, por formação de tecido de granulação, depósito de colágeno, reepitelização e contração. Já no fuso, sempre que possível, a preferência é pelo fechamento primário com sutura. O que você vai aprender Entender a importância da sutura simples no fechamento da ferida cirúrgica. Segurar corretamente a agulha no porta-agulha. Escolher o nylon conforme espessura, tensão e localização. Usar o porta-agulha com mais controle e rotação. Manipular a pinça dente de rato com delicadeza. Realizar o nó instrumental com rotações adequadas. Entrar com a agulha a 90 graus na pele. Manter simetria entre distância de entrada, saída e profundidade. Coaptar as bordas de forma nivelada e levemente evertida. Definir o tempo de retirada dos pontos conforme localização e tensão. Organizar um curativo simples com vaselina, gaze e micropore. Entender quando usar atadura ou curativo compressivo. Diferenciar cicatrização por primeira intenção e segunda intenção.
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Sentido do fuso: como planejar
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Sentido do fuso: como planejar
Aprenda a escolher o sentido do fuso considerando a cicatriz final, as linhas naturais da pele e as linhas de tensão biodinâmicas, BEST lines. Depois de definir a margem de segurança, transformar a marcação circular em um fuso proporcional e entender a profundidade da incisão, ainda falta uma decisão essencial: para onde desenhar o fuso? O sentido do fuso é importante porque define a direção da cicatriz final. Na face, por exemplo, muitas vezes buscamos posicionar a cicatriz acompanhando as linhas naturais, rugas e dobras, o que pode favorecer um resultado estético melhor. Nesta aula, Dr. Caio Formiga diferencia o ensinamento clássico das linhas de tensão de um raciocínio mais moderno, baseado nas linhas de tensão biodinâmicas da pele, conhecidas como BEST lines. Esse conceito parte da observação de que, após uma incisão circular, a própria pele tende a se abrir em um formato oval, indicando o sentido preferencial para o fechamento e para o desenho do fuso. A aula apresenta exemplos práticos de orientação: no pescoço, o sentido ideal tende a ser vertical; no couro cabeludo, horizontal; no tronco, horizontal na maior parte das regiões; nos ombros, mais vertical; e nas extremidades, vertical, o que contrasta com parte do ensino clássico. Por fim, a aula ressalta que fusos muito pequenos, de até aproximadamente 8 mm, podem permitir maior flexibilidade no desenho, sem necessidade rígida de seguir sempre o mesmo padrão. O que você vai aprender Entender por que o sentido do fuso influencia a cicatriz final. Revisar a relação entre margem de segurança, proporção do fuso e ângulo de 30 graus. Reconhecer a importância da lâmina a 90 graus na excisão fusiforme. Diferenciar linhas clássicas de tensão e linhas de tensão biodinâmicas da pele. Entender o conceito das BEST lines. Usar as linhas naturais da face, rugas e dobras para melhorar o planejamento estético. Reconhecer exemplos práticos de sentido do fuso no pescoço, couro cabeludo, tronco, ombros e extremidades. Entender por que fusos muito pequenos podem permitir maior flexibilidade no desenho.
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Técnicas especiais: curetagem, eletrocoagulação, cauterização química, punch, divulsão
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Técnicas especiais: curetagem, eletrocoagulação, cauterização química, punch, divulsão
Conheça as técnicas especiais que complementam a excisão tangencial e a excisão fusiforme na cirurgia dermatológica básica. Depois de estudar as duas cirurgias principais da pele — excisão tangencial, shaving, e excisão fusiforme, fuso — o curso avança para técnicas complementares que ampliam o manejo cirúrgico no consultório dermatológico. Neste bloco, Dr. Caio Formiga introduz quatro técnicas especiais: curetagem, eletrocoagulação, cauterização química, punch e divulsão. Esta aula funciona como uma transição para os próximos procedimentos, preparando o aluno para entender quando e como essas técnicas podem complementar a abordagem cirúrgica dermatológica. O que você vai aprender Reconhecer que excisão tangencial e excisão fusiforme são as duas cirurgias principais da pele. Entender que existem técnicas especiais que complementam essas abordagens. Identificar as técnicas que serão estudadas no próximo bloco. Conhecer o papel introdutório da curetagem. Conhecer o papel introdutório da eletrocoagulação. Conhecer o papel introdutório da cauterização química. Conhecer o papel introdutório do punch. Conhecer o papel introdutório da divulsão. Preparar o raciocínio para procedimentos dermatológicos complementares.
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Curetagem
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Curetagem
Aprenda o princípio da curetagem na cirurgia dermatológica: estabilizar a pele, raspar a lesão superficial e reconhecer o ponto adequado de profundidade. A curetagem é uma excelente opção para proliferações superficiais da pele. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica que a cureta funciona como uma pequena “pazinha”, usada para raspar a pele e remover lesões superficiais de forma controlada. O raciocínio técnico é simples: com a mão não dominante, o médico estabiliza a lesão, estica a pele e utiliza a cureta para raspar e remover a proliferação superficial. Embora a curetagem possa atingir diferentes profundidades conforme a força e a repetição do movimento, na prática ela deve ser usada principalmente para proliferações superficiais. Na maioria das vezes, o objetivo é raspar até evidenciar a derme superficial. Um sinal prático importante é o aparecimento de um fundo mais esbranquiçado com pequenos pontos de sangue. Esses pontinhos indicam a presença dos vasos da derme superficial e ajudam a mostrar que a curetagem chegou ao plano desejado. A aula também reforça um cuidado essencial: não aprofundar demais. Quando a curetagem ganha muita profundidade, o resultado tende a ser pior. O que você vai aprender Entender o que é curetagem. Reconhecer a cureta como instrumento de raspagem superficial. Estabilizar a lesão com a mão não dominante. Esticar a pele para facilitar a remoção. Raspar a lesão de forma controlada. Entender por que a curetagem é indicada para proliferações superficiais. Reconhecer a derme superficial pelo fundo esbranquiçado com pontinhos de sangue. Evitar aprofundar demais a curetagem.
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Eletrocoagulação
2:18
Eletrocoagulação
Entenda como a eletrocoagulação pode ser usada para controlar sangramentos e remover proliferações superficiais da pele, com atenção ao risco de calor, profundidade e manchas. A eletrocoagulação é uma técnica muito útil na cirurgia dermatológica. Ela pode ser usada para hemostasia, por exemplo durante uma excisão fusiforme, quando há sangramento de algum vaso e precisamos interromper esse sangramento. Além disso, a eletrocoagulação também pode ser usada para remover proliferações superficiais da pele. O aparelho utiliza uma caneta com ponta metálica, que transmite energia elétrica e gera energia térmica na pele. Esse calor permite a remoção controlada do tecido. A grande vantagem da eletrocoagulação é que ela é rápida e já realiza hemostasia durante o procedimento. Ou seja, enquanto trata a lesão, também ajuda a controlar o sangramento. O principal cuidado é evitar potência excessiva e profundidade exagerada. Como a técnica usa calor, essa energia térmica pode se espalhar para a pele ao redor, aumentando o risco de complicações, especialmente hiperpigmentação ou hipopigmentação pós-inflamatória. A aula também compara a eletrocoagulação com a curetagem. A curetagem é um procedimento frio, sem emissão de calor, mais lento, mas mais controlado e com menor chance de deixar manchas. Já a eletrocoagulação é mais rápida e faz hemostasia imediata, mas exige mais cautela pelo risco térmico. O que você vai aprender Entender o que é eletrocoagulação. Reconhecer o papel da eletrocoagulação na hemostasia. Usar a eletrocoagulação como apoio durante uma excisão fusiforme. Entender como a energia elétrica gera energia térmica na pele. Reconhecer a utilidade da eletrocoagulação em proliferações superficiais. Identificar os riscos de potência alta e excesso de profundidade. Compreender o risco de calor na pele adjacente. Relacionar eletrocoagulação com hiperpigmentação e hipopigmentação pós-inflamatória. Comparar eletrocoagulação e curetagem.
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Cauterização química (ATA)
2:24
Cauterização química (ATA)
Entenda como o ácido tricloroacético, ATA, pode ser usado para cauterização química em proliferações superficiais da pele, com atenção ao risco de profundidade, vazamento e manchas. A cauterização química com ácido tricloroacético é uma estratégia útil na prática dermatológica. A aplicação pode ser feita com swab estéril, especialmente no contexto cirúrgico, usando concentrações como 30%, 50% e até 90%. O objetivo é promover uma destruição superficial da pele. Essa técnica pode ser usada em algumas proliferações superficiais, como verruga viral, condiloma por HPV, lentigo solar, ceratose seborreica e outras lesões superficiais. O principal cuidado é que o ATA não permite controle tão preciso da profundidade. A reação pode avançar além do esperado, e o ácido pode vazar ou escorrer para a pele ao redor, aumentando o risco de manchas e lesão de áreas não desejadas. Por isso, o uso na face, especialmente próximo aos olhos, exige muito cuidado. Se o ácido escorrer para uma área nobre, pode gerar complicações importantes. A aula também mostra que o ATA pode ser usado como complemento após raspagem ou curetagem de pequenas lesões, como ceratose seborreica ou ceratose actínica, ajudando na cauterização química da base e na hemostasia. Em contextos com poucos recursos, como hospitais menores ou regiões do interior sem acesso fácil a eletrocautério, o ATA pode ser uma alternativa complementar no arsenal de tratamento. Apesar disso, a aula reforça que, entre as técnicas discutidas até aqui, a curetagem continua sendo a abordagem mais segura e controlada. A cauterização química é útil, mas exige cautela pelo risco de mancha e pelo menor controle de profundidade. O que você vai aprender Entender o que é cauterização química com ácido tricloroacético. Reconhecer o ATA como uma opção para destruição superficial da pele. Usar swab estéril como forma prática de aplicação. Conhecer concentrações possíveis, como 30%, 50% e até 90%. Identificar possíveis indicações em proliferações superficiais. Entender o uso em verruga viral, condiloma por HPV, lentigo solar e ceratose seborreica. Compreender o risco de vazamento do ácido para a pele ao redor. Reconhecer o risco de manchas após cauterização química. Ter cuidado especial com aplicação na face e próximo aos olhos. Entender o uso do ATA como complemento após curetagem ou raspagem. Comparar a cauterização química com curetagem e eletrocoagulação.
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Punch
4:33
Punch
Aprenda quando usar o punch na biópsia de pele, como escolher o tamanho adequado e por que o controle da profundidade é essencial para segurança e qualidade da amostra. Na biópsia incisional, retiramos apenas uma parte da lesão para diagnóstico. Na biópsia excisional, retiramos a lesão por completo. Essas duas abordagens podem ser feitas com bisturi e fuso, mas o punch é uma alternativa útil em situações específicas. O punch funciona como uma pequena caneta com uma lâmina cilíndrica na ponta. Ele permite retirar uma amostra cilíndrica da pele e é especialmente útil para biópsia incisional. Embora o punch também possa ser usado para remover lesões inteiras em alguns contextos, é mais difícil garantir margem de segurança com essa técnica. Quando o objetivo é retirar toda a lesão com margens adequadas, muitas vezes o fuso continua sendo a melhor escolha. Na prática, os tamanhos mais úteis são 4 ou 5 mm. Punches muito pequenos, como 2 ou 3 mm, podem dificultar a avaliação do patologista. Punches muito grandes, como 6 ou 7 mm, aumentam o risco de formar orelhas no fechamento e muitas vezes perdem o sentido prático da técnica. A técnica envolve estabilizar a pele com a mão não dominante, apoiar o punch no local desejado e realizar pressão com rotação, preferencialmente em um único sentido, horário ou anti-horário. O movimento de vai e vem deve ser evitado. Um ponto essencial é entender que o punch define o diâmetro da amostra, mas não define sozinho a profundidade. Enquanto está na derme, a resistência é maior. Ao chegar ao subcutâneo, a sensação fica mais macia, como uma “manteiguinha”. Esse é o momento de parar. Depois disso, a amostra é elevada com pinça e sua base é cortada com tesoura ou lâmina, em um plano rente, a zero grau. Em punches de 4 ou 5 mm, geralmente um ponto é suficiente para fechar a ferida. O que você vai aprender Revisar a diferença entre biópsia incisional e biópsia excisional. Entender o papel do punch como alternativa ao bisturi em algumas biópsias. Reconhecer que o punch é especialmente útil para biópsia incisional. Saber por que é difícil garantir margem de segurança com punch. Escolher o tamanho adequado do punch na prática. Entender por que punches de 4 ou 5 mm costumam ser os mais úteis. Reconhecer as limitações dos punches muito pequenos e muito grandes. Executar o movimento de pressão e rotação do punch. Estabilizar a pele com a mão não dominante. Identificar a chegada ao subcutâneo pela mudança de resistência. Evitar aprofundar demais e lesar estruturas indesejadas. Retirar a base da amostra com tesoura ou lâmina. Entender quando um ponto costuma ser suficiente para o fechamento.
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Divulsão
1:37
Divulsão
Entenda o que é divulsão e por que essa técnica é importante para soltar o lipoma das estruturas ao redor com mais segurança. O lipoma é uma proliferação benigna de adipócitos localizada no subcutâneo. Por isso, na maioria das situações, não faz sentido fazer um fuso para acessá-lo, já que o objetivo não é retirar pele, mas apenas chegar ao subcutâneo. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica que o acesso ao lipoma costuma ser feito por uma incisão linear, uma linha reta na pele, suficiente para alcançar a lesão. Depois de acessar o lipoma, é necessário soltá-lo das estruturas adjacentes. Esse processo é chamado de divulsão: o ato de separar, soltar e abrir os tecidos ao redor da lesão. A técnica pode ser feita com tesoura de ponta romba. A tesoura entra fechada, rente ao lipoma, e depois é aberta para separar os tecidos. Esse movimento é repetido ao redor da lesão, permitindo liberar o lipoma de forma mais controlada. A divulsão é uma maneira mais segura de soltar o lipoma do que avançar com lâmina, porque reduz o risco de cortar estruturas adjacentes indesejadas, como artérias e veias. O que você vai aprender Entender o que significa divulsão. Reconhecer o lipoma como uma proliferação benigna do subcutâneo. Compreender por que o lipoma costuma ser acessado por incisão linear. Entender por que nem sempre é necessário fazer fuso para acessar um lipoma. Usar a tesoura romba para separar tecidos com mais segurança. Executar o princípio técnico: entrar fechado e abrir para divulsionar. Soltar o lipoma das estruturas adjacentes. Entender por que a lâmina pode aumentar o risco de cortar vasos ou estruturas indesejadas.
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Infecção de ferida cirúrgica
7:39
Infecção de ferida cirúrgica
Aprenda a reconhecer os principais sinais de infecção da ferida cirúrgica e entenda o raciocínio prático para prevenção, antibioticoprofilaxia, antibioticoterapia e drenagem de abscesso. Nesta aula, Dr. Caio Formiga inicia o bloco de complicações da cirurgia da pele, que inclui infecção, hematoma e deiscência. O foco desta aula é a infecção da ferida cirúrgica. A infecção pós-operatória costuma ocorrer entre o quarto e o oitavo dia após a cirurgia. Os principais sinais são eritema assimétrico, edema, dor, exsudato purulento e, em quadros mais extensos, febre e mal-estar. Uma das principais bactérias envolvidas é o Staphylococcus aureus. A aula diferencia o eritema normal da cicatrização do eritema sugestivo de infecção. O eritema pode ocorrer ao redor da ferida cirúrgica como parte do processo normal. Porém, quando é assimétrico, irregular e ultrapassa os limites esperados da ferida, aumenta a suspeita de infecção bacteriana. A dor também é um sinal importante. Dor no primeiro ou segundo dia pode fazer parte da evolução esperada. A partir do terceiro dia, espera-se melhora progressiva. Se no quarto ou quinto dia o paciente começa a sentir nova dor ou piora da dor, essa mudança deve ser valorizada. Na prevenção, a aula reforça os princípios fundamentais: técnica estéril, antissepsia adequada, hemostasia, mínima tensão no fechamento e curativo adequado. Hematoma, isquemia por excesso de tensão e contaminação aumentam o risco de infecção. A antibioticoprofilaxia pode ser considerada em situações específicas, como falha na técnica estéril, pele inflamada, furúnculo, cisto epidérmico roto ou áreas de maior risco, como pé, perna e virilha. A aula cita cefalexina 2 g via oral como exemplo prático. Quando já existe diagnóstico ou alta suspeita de infecção bacteriana, o raciocínio passa a ser antibioticoterapia. A cefalexina é citada como opção comum, com ação contra Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Em situações selecionadas, como suspeita de MRSA, falha com cefalexina, infecção extensa ou área nobre, a clindamicina pode ser considerada. Por fim, a aula aborda o abscesso, entendido como uma coleção de neutrófilos, bactérias e pus na derme ou no subcutâneo. Quando há abscesso, é necessário drenar o exsudato, geralmente por incisão linear até o nível da coleção. O ensinamento clássico é deixar cicatrizar por segunda intenção, mas a aula comenta que, em alguns contextos, pode ser possível suturar desde que se mantenha espaço para drenagem. O que você vai aprender Identificar os sinais clínicos de infecção da ferida cirúrgica. Diferenciar eritema normal da cicatrização de eritema sugestivo de infecção. Valorizar dor nova ou piora da dor a partir do quarto ou quinto dia. Entender o período típico de aparecimento da infecção pós-operatória. Prevenir infecção com técnica estéril, antissepsia, hemostasia, baixa tensão e curativo adequado. Diferenciar antibioticoprofilaxia de antibioticoterapia. Conhecer o raciocínio prático para uso de cefalexina. Entender quando considerar clindamicina, especialmente diante de suspeita de MRSA ou falha terapêutica. Reconhecer abscesso como coleção purulenta. Entender que abscesso precisa ser drenado. Diferenciar cicatrização por segunda intenção de fechamento com espaço para drenagem.
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Hemorragia e hematoma
4:23
Hemorragia e hematoma
Aprenda a reconhecer e manejar hemorragia e hematoma no pós-operatório da cirurgia da pele, entendendo por que o acúmulo de sangue aumenta o risco de infecção, tensão e deiscência. O grande problema da hemorragia é que ela pode causar hematoma, ou seja, acúmulo de sangue na ferida cirúrgica. Esse acúmulo de sangue pode favorecer infecção bacteriana, aumentar a tensão no fechamento, gerar isquemia, necrose e aumentar o risco de deiscência, que é a abertura da ferida cirúrgica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica que pacientes em uso de antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes têm maior risco de hemorragia e hematoma. O período mais crítico costuma ser nas primeiras 48 horas, especialmente nos dois primeiros dias após o procedimento. A prevenção passa por princípios técnicos básicos: conhecer a anatomia, saber onde passam os vasos superficiais, respeitar o plano cirúrgico adequado, evitar profundidade desnecessária e usar anestésico com epinefrina sempre que for seguro e viável. A epinefrina ajuda a reduzir hemorragia e hematoma. Outro ponto importante é orientar o paciente a evitar atividade física intensa nas primeiras 48 horas, que é o período de maior risco de sangramento. A aula também diferencia hematoma de eritema. O hematoma se manifesta como púrpura: uma coloração roxa ou avermelhada causada por extravasamento de hemácias, que não desaparece à digitopressão. Já o eritema tende a empalidecer à digitopressão. O manejo depende da evolução. Hematomas pequenos podem ser apenas acompanhados. Hematomas grandes, progressivos ou associados a aumento importante de tensão podem exigir abertura da ferida, identificação do ponto de sangramento e hemostasia adequada, seja com eletrocoagulação ou sutura do vaso. Em algumas situações, principalmente nas primeiras 48 horas, pode-se considerar aspiração com agulha, especialmente se o hematoma for superficial e o sangramento já tiver cessado. O que você vai aprender Entender a relação entre hemorragia e hematoma. Reconhecer hematoma como acúmulo de sangue na ferida cirúrgica. Compreender por que o hematoma aumenta o risco de infecção. Relacionar hematoma com aumento de tensão, isquemia, necrose e deiscência. Identificar pacientes com maior risco, como usuários de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes. Reconhecer as primeiras 48 horas como período crítico para sangramento. Prevenir hematoma com conhecimento anatômico, plano cirúrgico adequado e hemostasia. Entender o papel da epinefrina na redução de hemorragia e hematoma. Orientar restrição de atividade física intensa no início do pós-operatório. Diferenciar púrpura de eritema pela digitopressão. Manejar hematomas pequenos com acompanhamento. Reconhecer quando um hematoma grande ou progressivo exige exploração. Entender quando considerar aspiração com agulha nas primeiras 48 horas.
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Deiscência de ferida cirúrgica
4:03
Deiscência de ferida cirúrgica
Entenda por que a ferida cirúrgica pode abrir após a retirada dos pontos e como decidir entre cicatrização por segunda intenção e nova sutura. Deiscência é a separação das bordas da ferida cirúrgica. Um dos momentos de maior risco é a retirada dos pontos, principalmente quando eles são removidos antes do tempo adequado para aquela localização e para aquele nível de tensão. Na face, os pontos costumam ser retirados entre 5 e 7 dias. No tronco e nas extremidades, o tempo costuma ser de 10 a 14 dias. Em áreas de maior tensão, como região palmoplantar, pode ser necessário manter os pontos por mais tempo, chegando a 28 dias em situações selecionadas. O raciocínio é equilibrar dois riscos. Se os pontos ficam tempo demais, a cicatriz pode ficar esteticamente pior, com marcas lineares dos fios. Por outro lado, se os pontos são retirados cedo demais, a ferida ainda pode não estar consolidada e pode abrir. A deiscência também pode ocorrer por manipulação grosseira durante a retirada dos pontos, esforço físico após o procedimento ou como consequência de complicações como infecção, hematoma, isquemia e necrose. O ensinamento clássico é deixar a ferida que abriu cicatrizar por segunda intenção. No entanto, em casos selecionados, é possível suturar novamente. Isso pode ser considerado quando não há infecção, hematoma, necrose ou outra complicação relevante da ferida cirúrgica. Nesses casos, a conduta pode incluir limpeza da pele íntegra com clorexidina alcoólica, limpeza da ferida com soro fisiológico, nova anestesia local e nova sutura. A principal mensagem da aula é: para prevenir deiscência, é preciso respeitar os princípios da cirurgia da pele, controlar a tensão e retirar os pontos no momento correto. Se a deiscência ocorrer, a decisão entre segunda intenção e ressutura depende do contexto clínico. O que você vai aprender Entender o conceito de deiscência. Reconhecer deiscência como separação das bordas da ferida cirúrgica. Identificar a retirada dos pontos como momento de maior risco. Revisar o tempo habitual de retirada dos pontos na face, tronco e extremidades. Entender por que áreas de maior tensão podem exigir mais tempo com pontos. Diferenciar o risco de retirar pontos cedo demais do risco de deixá-los por tempo excessivo. Relacionar retirada precoce dos pontos com abertura da ferida. Reconhecer infecção, hematoma, isquemia e necrose como fatores associados à deiscência. Entender quando a cicatrização por segunda intenção é a conduta clássica. Reconhecer quando pode ser possível suturar novamente. Prevenir deiscência com técnica cirúrgica adequada e retirada dos pontos no momento correto.
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Algoritmo das proliferações: do diagnóstico ao manejo cirúrgico
14:40
Algoritmo das proliferações: do diagnóstico ao manejo cirúrgico
Aprenda a escolher a melhor técnica cirúrgica para cada proliferação da pele a partir da profundidade da lesão, do diagnóstico e do comportamento benigno ou maligno. Nesta aula, Dr. Caio Formiga consolida o raciocínio do curso em um algoritmo prático que vai do diagnóstico ao manejo cirúrgico das principais proliferações da pele. A pele é organizada em epiderme, derme e subcutâneo. A partir disso, as proliferações podem ser divididas em quatro grupos: superficiais, epidérmicas com potencial de invasão da derme, predominantemente dérmicas e subcutâneas. As proliferações superficiais incluem fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Como afetam a epiderme e, no máximo, a derme superficial, podem ser manejadas com procedimentos superficiais, como excisão tangencial, curetagem, eletrocoagulação, cauterização química com ATA, nitrogênio líquido ou laser ablativo de CO₂. A excisão tangencial é uma excelente opção quando se deseja enviar uma amostra íntegra para avaliação histopatológica. A curetagem é muito útil quando há convicção diagnóstica e o objetivo é remover a proliferação superficial de forma controlada. Já eletrocoagulação e ATA podem ser úteis, mas exigem cuidado pelo maior risco de mancha quando usados sem controle adequado. A aula também mostra que as técnicas podem ser associadas. Em uma ceratose seborreica extensa, por exemplo, é possível fazer excisão tangencial em uma parte para enviar ao histopatológico e curetagem no restante. Em verruga viral e ceratose actínica, pode fazer sentido associar excisão tangencial ou curetagem com eletrocoagulação para maior controle da base da lesão. Nas proliferações epidérmicas que podem invadir a derme, como carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, melanoma e nevo melanocítico, o raciocínio muda. Quando o objetivo é retirar completamente uma lesão suspeita ou maligna, não basta um procedimento superficial. O padrão é uma biópsia excisional por exérese fusiforme até o subcutâneo, com margem adequada. Nas proliferações predominantemente dérmicas, como dermatofibroma, queloide, cisto epidermoide e cisto triquilemal, os procedimentos superficiais também não resolvem quando a intenção é remover a lesão por completo. A cirurgia precisa alcançar a derme. Em câncer de pele, usamos um fuso extramarginal, por fora da lesão e com margem de segurança. Em algumas lesões benignas dérmicas, como cistos, pode ser possível usar um fuso intramarginal, por dentro da lesão, sem necessidade de margem oncológica. Por fim, no lipoma, que é uma proliferação benigna do subcutâneo, não faz sentido remover pele em formato de fuso. O acesso costuma ser feito por incisão linear, com perda mínima de pele, seguido de divulsão para soltar o lipoma das estruturas ao redor. Esta aula prepara o aluno para os próximos exemplos cirúrgicos práticos, conectando diagnóstico, profundidade e escolha da técnica. O que você vai aprender Organizar as proliferações da pele por profundidade. Diferenciar proliferações superficiais, epidérmicas invasivas, dérmicas e subcutâneas. Escolher o procedimento cirúrgico conforme a profundidade da lesão. Entender quando usar excisão tangencial, curetagem, eletrocoagulação e ATA. Comparar procedimentos frios com procedimentos térmicos ou químicos. Saber quando é importante enviar amostra para histopatologia. Relacionar fibroma mole, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica aos procedimentos superficiais. Entender por que cânceres de pele exigem cirurgia mais profunda quando o objetivo é remoção completa. Diferenciar fuso extramarginal e fuso intramarginal. Entender por que o lipoma costuma ser acessado por incisão linear com divulsão.
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Carcinoma espinocelular invasivo: excisão fusiforme
11:52
Carcinoma espinocelular invasivo: excisão fusiforme
Veja exemplos práticos de carcinoma espinocelular invasivo e entenda por que a excisão fusiforme deve respeitar margem lateral, margem profunda e profundidade até o subcutâneo. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta casos práticos de carcinoma espinocelular invasivo tratados com excisão fusiforme. A aula começa mostrando uma pápula eritematosa ceratótica pequena, mas com mais relevo, espessura e profundidade. Mesmo sendo pequena, a lesão já tem comportamento invasivo. Por isso, não faz sentido tratá-la com procedimento superficial. Diante de uma suspeita de CEC invasivo, há duas possibilidades principais: fazer uma biópsia incisional para confirmar o diagnóstico e planejar a próxima etapa, ou realizar uma biópsia excisional fusiforme quando for possível remover a lesão por completo com segurança. Nos exemplos apresentados, a excisão fusiforme permitiu remover a lesão, com confirmação histopatológica e margens livres. Um ponto técnico central é o ângulo da lâmina. Ao desenhar e executar o fuso, a lâmina deve entrar a 90 graus em relação à pele. Isso permite retirar um bloco de pele até o subcutâneo, preservando a margem lateral e a margem profunda. Se a lâmina inclina ou se a cirurgia para na derme, a margem profunda pode ficar comprometida. O subcutâneo pode ser reconhecido pela mudança de resistência, já que a derme é mais firme e o subcutâneo oferece menor resistência à lâmina. O aspecto mais esbranquiçado ou amarelado também ajuda a confirmar que o plano correto foi alcançado. Depois de chegar ao subcutâneo, a ponta do fuso é liberada, a lâmina é deitada a zero grau e o bloco de pele é retirado rente ao subcutâneo. Quando há sangramento, a eletrocoagulação pode ser usada para hemostasia. A aula também discute o sentido do fuso. As linhas de tensão biodinâmicas, BEST lines, ajudam no planejamento, mas não são regras rígidas. Em alguns casos, o formato da própria lesão pode justificar outro sentido, reduzindo o tamanho final do fuso, mesmo que a cicatriz fique potencialmente mais larga. Nos casos na face, especialmente na asa nasal, a aula reforça a importância de respeitar as subunidades anatômicas sempre que possível. O uso correto do vasoconstritor também é destacado como recurso importante para reduzir o sangramento e viabilizar a cirurgia ambulatorial. Outro ponto relevante é a seleção dos casos. Margens mais estreitas e cirurgias ambulatoriais exigem boa visualização, técnica adequada, experiência e escolha correta do paciente. Casos acima de determinado limite devem ser encaminhados para ambiente hospitalar ou para outras especialidades cirúrgicas. A mensagem principal da aula é que, no carcinoma espinocelular invasivo, o objetivo prioritário é oncológico: remover a lesão com segurança, respeitando margem, profundidade e plano cirúrgico. O que você vai aprender Reconhecer o carcinoma espinocelular invasivo como pápula, placa ou nódulo eritematoso ceratótico. Entender por que lesões mais espessas e profundas não devem ser tratadas com procedimentos superficiais. Diferenciar biópsia incisional de biópsia excisional no contexto do CEC invasivo. Planejar uma excisão fusiforme com margem de segurança. Manter a lâmina a 90 graus para preservar margem lateral e margem profunda. Entender por que o bloco de pele deve chegar até o subcutâneo. Identificar o subcutâneo pela mudança de resistência e pelo aspecto esbranquiçado ou amarelado. Usar eletrocoagulação para hemostasia quando necessário. Escolher o sentido do fuso considerando BEST lines, formato da lesão, tamanho final e tensão. Respeitar subunidades anatômicas na face sempre que possível. Entender como lupa, técnica e seleção de casos influenciam a segurança da cirurgia ambulatorial. Reconhecer quando encaminhar casos mais complexos para ambiente hospitalar ou especialista cirúrgico.
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Fibroma mole: excisão tangencial
3:01
Fibroma mole: excisão tangencial
Veja como remover um fibroma mole com excisão tangencial usando tesoura, mantendo o corte rente à pele e evitando profundidade desnecessária. O fibroma mole costuma se apresentar como uma pápula normocrômica, amolecida, pedunculada e com base fina. Como é uma alteração superficial da pele, pode ser tratado com uma cirurgia superficial. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra a excisão tangencial com tesoura como uma das formas mais práticas de remover o fibroma mole. A técnica consiste em estabilizar a lesão com a mão não dominante e posicionar a tesoura na base, rente à pele, a zero grau. Esse ângulo é essencial. Se a tesoura muda de posição, o risco é não remover toda a lesão ou ganhar profundidade desnecessária. Depois da remoção, pode aparecer uma área mais esbranquiçada na base. Esse aspecto corresponde à derme e ajuda a reconhecer o plano atingido durante o procedimento. A aula também compara essa técnica com outras opções. A eletrocoagulação poderia funcionar, mas por envolver calor pode aumentar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Por isso, em muitos casos, o tratamento a frio com tesoura tende a ser mais interessante. A curetagem pode fazer sentido em fibromas muito pequenos, especialmente se a lesão encaixar bem na cureta. Porém, como o fibroma mole costuma ser amolecido e móvel, pode ser mais difícil estabilizá-lo. A cauterização química com ATA também pode funcionar em lesões muito pequenas, mas tem risco de o ácido vazar para a pele saudável e causar manchas. Na maioria dos fibromas moles, não é necessário suturar. Porém, se a base for muito larga e a cirurgia acessar o subcutâneo, pode ser necessário fazer um ponto. O que você vai aprender Reconhecer o fibroma mole como pápula normocrômica, amolecida e pedunculada. Entender o fibroma mole como uma proliferação superficial da pele. Saber por que a excisão tangencial é uma boa opção nesses casos. Estabilizar o fibroma mole com a mão não dominante. Posicionar a tesoura rente à pele, a zero grau. Evitar mudar o ângulo da tesoura durante a remoção. Reconhecer a derme pelo aspecto mais esbranquiçado na base. Comparar excisão tangencial com tesoura, lâmina, curetagem, eletrocoagulação e ATA. Entender por que procedimentos térmicos ou químicos podem aumentar o risco de manchas. Reconhecer quando uma base larga pode exigir sutura.
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Ceratose seborreica: curetagem e excisão tangencial
16:12
Ceratose seborreica: curetagem e excisão tangencial
Veja casos práticos de lentigo solar e ceratose seborreica e entenda como escolher entre curetagem, excisão tangencial, ATA, laser e outras abordagens superficiais. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra o raciocínio prático para tratar proliferações superficiais da pele sem gerar cicatrizes desnecessárias. O lentigo solar é apresentado como a “mancha do sol”: uma mácula acastanhada, uniforme, bem delimitada e comum em áreas fotoexpostas. Como não tem relevo, a excisão tangencial geralmente não faz sentido. Uma alternativa possível é a curetagem, feita como uma raspagem superficial e controlada. Na curetagem, o objetivo é chegar à derme superficial, identificada pelo fundo mais esbranquiçado e pelos pequenos pontos de sangramento dos vasos da derme papilar. Aprofundar demais, chegando à derme profunda ou ao subcutâneo, aumenta o risco de cicatriz. Na prática atual, o lentigo solar também pode ser tratado com tecnologias, como lasers. Mesmo assim, é importante conhecer opções simples e acessíveis, como curetagem, ATA e eletrocoagulação, entendendo os riscos de cada técnica. A ceratose seborreica, por sua vez, é uma proliferação benigna de queratinócitos. Pode se apresentar como pápula ou placa acastanhada, ceratótica, com pseudocistos córneos. Como é uma lesão superficial, pode ser tratada com procedimentos superficiais. Quando há relevo, a excisão tangencial, shaving, é uma boa opção. A técnica segue o princípio “deita, encosta e corre”: a lâmina fica a zero grau em relação à pele, cria um plano e avança rente à superfície. Ao final, a lâmina aponta para fora para terminar o corte no ponto desejado. A curetagem é especialmente útil quando há alta convicção diagnóstica de ceratose seborreica. Ela permite controle fino da profundidade e das margens laterais. Em lesões extensas, pode-se fazer excisão tangencial em uma parte para enviar ao histopatológico e curetagem no restante. A aula também discute o ATA. O ácido tricloroacético pode complementar a cauterização da base, mas aumenta o risco de manchas, especialmente em fototipos mais altos. Em muitos casos, apenas curetagem ou excisão tangencial já seria uma opção mais segura. Um ponto importante é diferenciar discromia de cicatriz. Após procedimentos superficiais, pode haver eritema, hiperpigmentação ou hipopigmentação pós-inflamatória. Mas, se não há relevo ou depressão ao toque, isso é uma alteração de cor, não uma cicatriz verdadeira. Em muitos casos, essa discromia melhora progressivamente ao longo dos meses. Por fim, a aula reforça que diagnóstico é fundamental. Em pacientes com múltiplas lesões, pode haver ceratoses seborreicas, lentigos solares e nevos melanocíticos misturados. A curetagem pode ser excelente para ceratose seborreica, mas não deve ser aplicada indiscriminadamente em qualquer pinta ou relevo. O que você vai aprender Reconhecer lentigo solar como mácula acastanhada, uniforme e bem delimitada. Entender por que a excisão tangencial geralmente não faz sentido no lentigo solar sem relevo. Usar a curetagem como opção superficial e controlada. Identificar a derme superficial pelo aspecto esbranquiçado e pelos pontos de sangramento. Evitar aprofundar demais para reduzir risco de cicatriz. Reconhecer ceratose seborreica como proliferação benigna de queratinócitos. Usar excisão tangencial em lesões elevadas. Aplicar a técnica “deita, encosta e corre” no shaving. Entender quando enviar uma amostra íntegra para histopatologia. Comparar curetagem, excisão tangencial, eletrocoagulação, ATA e laser. Entender por que ATA e calor aumentam o risco de manchas. Diferenciar discromia pós-inflamatória de cicatriz. Valorizar o diagnóstico correto antes de tratar múltiplas lesões.
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Verruga viral: excisão tangencial e eletrocoagulação
6:34
Verruga viral: excisão tangencial e eletrocoagulação
Veja casos práticos de verruga viral e entenda quando usar excisão tangencial, eletrocoagulação, ATA ou excisão fusiforme para aumentar a chance de remoção completa. A verruga viral é uma proliferação superficial causada pelo HPV. Apesar disso, o manejo pode variar conforme localização, espessura da pele, recorrência e expectativa do paciente. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra uma verruga viral no nariz, apresentada como uma pápula ceratótica. A técnica usada foi excisão tangencial seguida de eletrocoagulação. A excisão tangencial permite visualizar a retirada da lesão, mantendo a lâmina rente à pele, a zero grau, na sequência “deita, encosta e corre”. Depois da retirada tangencial, a eletrocoagulação pode ser usada para hemostasia e também para destruição complementar da base. Isso é importante porque, se restar tecido infectado pelo HPV, a verruga pode crescer novamente. A aula também mostra a associação da excisão tangencial com ácido tricloroacético, ATA. Após a aplicação do ATA, pode surgir o aspecto branco chamado frosting, que representa necrose superficial provocada pelo ácido. Em algumas situações, é possível tratar uma verruga viral com recursos simples, como uma lâmina e um swab com ATA, desde que haja anestesia adequada e técnica correta. Outro ponto importante é o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em fototipos mais altos. Procedimentos com maior inflamação, calor, cauterização química ou maior profundidade podem aumentar o risco de mancha. A aula também mostra um caso de verrugas recorrentes em que o paciente desejava uma abordagem mais resolutiva. Nesse contexto, foi feita excisão tangencial de cada lesão, seguida de eletrocoagulação um pouco mais profunda. O caso ilustra uma troca importante: quanto mais profundo o procedimento, maior pode ser a chance de cicatriz. Por fim, a aula mostra que, em algumas situações, a excisão fusiforme pode fazer sentido mesmo para uma proliferação superficial. Na verruga plantar, por exemplo, a pele palmoplantar é muito espessa. Nesses casos, a excisão tangencial pode não remover toda a verruga, e o fuso permite retirar um bloco de pele até o subcutâneo, com fechamento por sutura. O que você vai aprender Reconhecer a verruga viral como uma pápula ceratótica causada pelo HPV. Usar excisão tangencial para remover a lesão de forma controlada. Manter a lâmina a zero grau na técnica “deita, encosta e corre”. Associar eletrocoagulação para hemostasia e destruição da base. Entender o uso do ATA como complemento em verruga viral. Reconhecer o frosting após aplicação de ácido tricloroacético. Avaliar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. Entender por que fototipos mais altos têm maior risco de mancha. Reconhecer que procedimentos mais profundos podem deixar cicatriz. Entender por que a verruga plantar pode exigir excisão fusiforme. Executar o fuso com lâmina a 90 graus quando for necessário retirar um bloco de pele. Entender quando a sutura será necessária após acesso ao subcutâneo.
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Ceratose actínica: excisão tangencial e eletrocoagulação
4:58
Ceratose actínica: excisão tangencial e eletrocoagulação
Fase inicial e superficial do carcinoma espinocelular invasivo.
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Doença de Bowen (CEC in situ): excisão tangencial ou fusiforme
5:51
Doença de Bowen (CEC in situ): excisão tangencial ou fusiforme
Entenda o manejo prático do carcinoma espinocelular in situ, diferenciando ceratose actínica e doença de Bowen e escolhendo entre excisão tangencial, fuso, biópsia incisional e tratamento tópico. Nesta aula, Dr. Caio Formiga aborda o carcinoma espinocelular in situ, com foco especial na doença de Bowen. A ceratose actínica é apresentada como uma pápula eritematosa e ceratótica, com queratinócitos atípicos no terço inferior da epiderme. Já a doença de Bowen tende a formar uma placa eritematosa, ceratótica e por vezes erosada, com queratinócitos atípicos em toda a espessura da epiderme. Essa diferença ajuda a organizar o manejo. A ceratose actínica costuma ser menor e mais superficial. A doença de Bowen pode formar placas mais extensas, o que torna a escolha terapêutica mais dependente de tamanho, localização, margem, impacto estético e possibilidade de acompanhamento. Em um dos casos, foi realizada excisão tangencial de uma placa suspeita de carcinoma espinocelular in situ. A anestesia foi feita de forma superficial, usando o líquido anestésico para ajudar a soltar a lesão e criar um plano. Esse princípio é chamado de dissecção hídrica. Nesse contexto, a excisão tangencial foi feita mais profunda do que em procedimentos superficiais comuns, buscando derme média ou derme profunda e tentando preservar alguma margem lateral. Depois, foi aplicado ácido tricloroacético, ATA, com swab na base, com objetivo de auxiliar na hemostasia e complementar o tratamento local. O material foi enviado para histopatologia e confirmou carcinoma espinocelular in situ com margens livres. Mesmo assim, a aula reforça que essa não é a cirurgia padrão quando o objetivo é garantir margens livres. Para maior segurança de margem, o fuso com margem de segurança ao redor da lesão continua sendo a abordagem mais clássica. A vantagem da excisão tangencial, em casos selecionados, é evitar um fuso muito extenso. A desvantagem é que, se a margem vier comprometida, não há a mesma segurança de resolução completa. Nessa situação, pode ser necessário complementar com fuso menor ou tratamento tópico, como imiquimode ou 5-fluorouracil. A aula também mostra um caso em que foi realizada biópsia incisional. O histopatológico confirmou carcinoma espinocelular in situ, doença de Bowen. Em vez de realizar um fuso extenso, foi feito tratamento com imiquimode por seis semanas, de segunda a sexta à noite, com pausa aos sábados e domingos. A reação inflamatória evoluiu com ferida, crosta e posterior recuperação. A mensagem central é que conhecer o diagnóstico e as opções terapêuticas permite escolher melhor a conduta para cada paciente. Em alguns casos, o fuso é mais seguro. Em outros, biópsia incisional seguida de tratamento tópico pode evitar uma cicatriz extensa. Em casos selecionados, a excisão tangencial profunda pode ser uma alternativa, desde que o material seja enviado para histopatologia e que exista plano de complementação caso as margens não estejam livres. O que você vai aprender Entender o carcinoma espinocelular in situ como doença limitada à epiderme. Diferenciar ceratose actínica e doença de Bowen. Reconhecer a ceratose actínica como pápula eritematosa ceratótica. Reconhecer a doença de Bowen como placa eritematosa, ceratótica e por vezes erosada. Entender a diferença entre atipia no terço inferior da epiderme e atipia em toda a espessura epidérmica. Usar biópsia incisional quando o objetivo inicial é confirmar o diagnóstico. Considerar excisão tangencial profunda em casos selecionados. Entender o papel da dissecção hídrica com anestesia superficial. Enviar a amostra para estudo histopatológico. Reconhecer a limitação da excisão tangencial quando se deseja garantir margens livres. Saber quando o fuso com margem de segurança é a abordagem mais adequada. Entender quando complementar com fuso, imiquimode ou 5-fluorouracil.
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Carcinoma basocelular: excisão fusiforme
20:51
Carcinoma basocelular: excisão fusiforme
Veja casos práticos de carcinoma basocelular e entenda como a biópsia, o subtipo histológico e a profundidade orientam a cirurgia. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra diferentes apresentações de carcinoma basocelular, incluindo pápulas perláceas, lesões pigmentadas, vasos visíveis, lesões muito pequenas, tumores em áreas nobres da face, CBC recidivado e fibroepitelioma de Pinkus. Um passo possível na suspeita de carcinoma basocelular é a biópsia incisional. Ela pode ser feita com um mini fuso dentro da lesão ou com punch de 4 ou 5 mm. O objetivo é confirmar o diagnóstico e definir o subtipo, porque essa informação muda o planejamento. Um CBC superficial pode abrir espaço para tratamentos superficiais em situações selecionadas, como imiquimode, curetagem ou outros procedimentos superficiais. Já um CBC nodular costuma exigir excisão fusiforme até o subcutâneo, com margem de segurança. Subtipos esclerodermiformes ou infiltrativos exigem ainda mais cautela e margens maiores. Em alguns casos, quando há alta convicção diagnóstica e possibilidade de remoção completa segura, a biópsia incisional pode ser pulada. Em suspeita de melanoma, porém, a lógica é diferente: sempre que possível, o ideal é fazer biópsia excisional desde o início. Nos exemplos de excisão fusiforme, a mensagem técnica principal é manter a lâmina a 90 graus em relação à pele para preservar a margem lateral e alcançar o subcutâneo. A cirurgia deve retirar um bloco de pele, com margem profunda adequada. Ao chegar no subcutâneo, a resistência diminui e o tecido amarelado ajuda a confirmar o plano correto. Depois de liberar uma ponta do fuso, a margem profunda deve ser retirada com a lâmina a zero grau em relação ao subcutâneo, cortando apenas os pontos onde a peça ainda está presa. Não é um movimento às cegas: o cirurgião visualiza onde está preso e solta precisamente esse ponto. A aula também mostra decisões práticas do planejamento. Um fuso curto pode deixar a cicatriz menor em comprimento, mas tende a gerar mais tensão e maior risco de marcas de ponto ou cicatriz mais larga. Um fuso mais próximo do ideal distribui melhor a tensão, mas pode ser mais longo. Nos casos da face, o planejamento deve respeitar a anatomia local. Sempre que possível, a cicatriz deve ser posicionada em rugas, sombras, dobras naturais ou seguindo o caminho anatômico da região. A principal mensagem da aula é que o diagnóstico precoce permite cirurgias menores e melhores resultados estéticos, mas sem abandonar o princípio oncológico: mesmo lesões pequenas de CBC precisam de margem lateral e margem profunda adequadas. O que você vai aprender Reconhecer apresentações clínicas do carcinoma basocelular. Identificar pápula perlácea, áreas pigmentadas e vasos visíveis como sinais sugestivos. Entender o papel da biópsia incisional na suspeita de CBC. Saber quando usar mini fuso ou punch para obter amostra. Compreender por que o subtipo histológico muda a conduta. Diferenciar o raciocínio para CBC superficial, nodular, esclerodermiforme e infiltrativo. Planejar excisão fusiforme com margem de segurança. Manter a lâmina a 90 graus para preservar margem lateral e profunda. Reconhecer o subcutâneo pela resistência e pelo aspecto amarelado. Retirar a margem profunda com lâmina a zero grau. Usar eletrocoagulação para hemostasia quando necessário. Usar divulsão para reduzir tensão no fechamento. Posicionar cicatrizes em rugas, sombras e dobras naturais sempre que possível. Entender os limites do fuso curto e do fuso ideal. Reconhecer o valor do diagnóstico precoce para melhores resultados cirúrgicos.
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Nevo melanocítico: excisão fusiforme
7:11
Nevo melanocítico: excisão fusiforme
Veja casos práticos de nevo melanocítico e entenda quando remover a lesão por completo com fuso e quando considerar excisão tangencial com objetivo estético. Nesta aula, Dr. Caio Formiga apresenta diferentes situações envolvendo nevos melanocíticos compostos, intradérmicos e extensos. Quando há suspeita de melanoma, suspeita de câncer ou desejo de remover a lesão por completo, a conduta tende a ser biópsia excisional, geralmente com fuso e margem. Nesses casos, a lâmina deve entrar a 90 graus em relação à pele, buscando profundidade adequada, como derme profunda ou subcutâneo. A aula mostra um nevo melanocítico composto tratado com biópsia excisional fusiforme e um nevo intradérmico tratado com fuso até a derme profunda. Também reforça que a sutura precisa respeitar simetria entre entrada e saída dos pontos para melhor alinhamento das bordas. Em um caso de nevo melanocítico extenso na asa nasal, a remoção completa em etapa única poderia gerar deformidade e provavelmente exigir retalho ou enxerto. Por isso, a estratégia foi remover em etapas, com múltiplos fusos, até chegar a um resultado esteticamente satisfatório para a paciente. A aula também discute a excisão tangencial. Quando o objetivo é apenas reduzir o relevo de um nevo melanocítico benigno, pode fazer sentido realizar uma cirurgia mais superficial, aceitando que a base da lesão pode permanecer. Essa estratégia pode evitar uma cicatriz linear definida pelo fuso, mas exige acompanhamento, pois pode haver recidiva. Um ponto essencial é o histopatológico. Sempre que um nevo melanocítico é removido, mesmo superficialmente, o material deve ser enviado para avaliação histopatológica. Isso confirma a benignidade, facilita o acompanhamento se a lesão voltar e evita confusão com melanoma ou nevo melanocítico recidivado. A aula também compara nevo melanocítico e ceratose seborreica. Ceratoses seborreicas são proliferações superficiais e podem ser tratadas com curetagem quando há convicção diagnóstica. Já o nevo melanocítico pode envolver a derme e exige outro raciocínio, especialmente quando há suspeita ou necessidade de remoção completa. O que você vai aprender Reconhecer padrões clínicos de nevo melanocítico composto e intradérmico. Diferenciar objetivo estético de objetivo diagnóstico ou oncológico. Entender quando indicar biópsia excisional fusiforme. Compreender quando a excisão tangencial pode ser considerada. Manter a lâmina a 90 graus no fuso para preservar margem e profundidade. Reconhecer que nevos extensos na face podem exigir tratamento em etapas. Aceitar que a excisão tangencial pode deixar base residual. Acompanhar a possibilidade de recidiva após procedimento superficial. Enviar nevo melanocítico para histopatologia sempre que removido. Entender o conceito de nevo melanocítico recidivado. Diferenciar o manejo de nevo melanocítico e ceratose seborreica. Saber que suspeita de melanoma exige biópsia excisional com margens sempre que possível.
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Melanoma: excisão fusiforme com margens mínimas
5:25
Melanoma: excisão fusiforme com margens mínimas
Entenda a conduta inicial diante de uma lesão pigmentada suspeita de melanoma: biópsia excisional com margens mínimas, profundidade até o subcutâneo e encaminhamento rápido para ampliação de margens quando confirmado. O melanoma é uma proliferação maligna de melanócitos. Na prática, deve ser suspeitado diante de lesões pigmentadas assimétricas, irregulares, acastanhadas ou enegrecidas, especialmente quando há crescimento progressivo. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra casos práticos de suspeita de melanoma e reforça uma mensagem central: diante de uma lesão pigmentada suspeita, o ideal é realizar biópsia excisional com margens mínimas, geralmente em torno de 1 a 2 mm, chegando até o subcutâneo. Na suspeita de melanoma, não faz sentido fazer curetagem, excisão tangencial, eletrocoagulação, cauterização química, nitrogênio líquido ou qualquer procedimento superficial/destrutivo. Essas abordagens podem prejudicar o diagnóstico, a avaliação da profundidade e o planejamento oncológico. Se a lesão for muito extensa, pode ser necessário realizar biópsia incisional ou punch em área representativa. Mas, sempre que for possível remover a lesão por completo com segurança, a biópsia excisional deve ser priorizada. Outro ponto essencial é a urgência. Suspeita de melanoma não deve ser deixada para uma fila comum ou agendada para meses depois. O médico precisa resolver rapidamente ou encaminhar de forma ativa para quem possa resolver, acompanhando o processo para garantir que a investigação avance no tempo adequado. Mesmo com margens laterais mínimas, a técnica precisa ser correta. A lâmina deve entrar a 90 graus em relação à pele, para evitar comprometimento da margem profunda. A cirurgia deve chegar ao subcutâneo e remover a lesão em bloco. Quando o melanoma é confirmado, o próximo passo costuma ser a ampliação de margens. Em algumas situações, também pode ser necessária avaliação de linfonodo sentinela. Essa etapa geralmente passa para o contexto da cirurgia oncológica, em ambiente de centro cirúrgico, com acompanhamento do dermatologista. A aula também reforça que, na abordagem diagnóstica inicial, não se deve planejar retalho ou enxerto. O primeiro objetivo é retirar a lesão, fechar primariamente quando possível e aguardar o histopatológico para definir a conduta definitiva. O que você vai aprender Reconhecer sinais clínicos de suspeita de melanoma. Valorizar lesões pigmentadas assimétricas, irregulares e em crescimento progressivo. Entender por que a suspeita de melanoma exige prioridade máxima. Indicar biópsia excisional sempre que possível. Usar margens mínimas de 1 a 2 mm na biópsia excisional inicial. Entender por que margens muito amplas no primeiro momento podem atrapalhar a cirurgia definitiva. Manter a lâmina a 90 graus para preservar a margem profunda. Alcançar o subcutâneo na biópsia excisional. Evitar curetagem, shaving, eletrocoagulação, cauterização química e nitrogênio líquido na suspeita de melanoma. Saber quando uma lesão extensa pode exigir biópsia incisional ou punch. Entender que melanoma confirmado exige ampliação de margens. Reconhecer quando pode ser necessária avaliação de linfonodo sentinela. Encaminhar rapidamente para cirurgia oncológica quando indicado.
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Dermatofibroma: excisão fusiforme
1:01
Dermatofibroma: excisão fusiforme
Entenda o raciocínio cirúrgico no dermatofibroma e veja por que, em casos com forte suspeita de benignidade, o fuso intramarginal pode ajudar a reduzir o tamanho da cicatriz. O dermatofibroma é uma pápula acastanhada e firme, formada por uma proliferação benigna de fibroblastos localizados na derme. Por isso, quando a proposta é remover cirurgicamente a lesão, a cirurgia precisa incluir a derme. Nesta aula, Dr. Caio Formiga explica que, quando há convicção ou forte suspeita clínica de dermatofibroma benigno, não é necessário pensar automaticamente em um fuso com margem de segurança ao redor da lesão. Em casos selecionados, pode-se considerar um fuso intramarginal, ou seja, um fuso desenhado por dentro do próprio dermatofibroma. A ideia é usar as bordas da própria lesão para posicionar a cicatriz, removendo boa parte do dermatofibroma e evitando uma cicatriz maior do que a própria lesão. Esse raciocínio ajuda a equilibrar remoção da proliferação dérmica e resultado estético. O que você vai aprender Reconhecer o dermatofibroma como uma pápula acastanhada e firme. Entender que o dermatofibroma é uma proliferação benigna de fibroblastos na derme. Compreender por que a cirurgia do dermatofibroma precisa incluir a derme. Diferenciar o raciocínio de uma lesão benigna dérmica do raciocínio de uma lesão maligna. Entender o conceito de fuso intramarginal. Saber por que o fuso pode ser feito por dentro do dermatofibroma em casos selecionados. Evitar cicatrizes maiores do que o necessário quando há forte suspeita de benignidade. Relacionar escolha técnica e resultado estético.
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Queloide: excisão fusiforme
3:22
Queloide: excisão fusiforme
Entenda uma estratégia cirúrgica mais segura para queloide de orelha, usando fuso intramarginal e corticoide intralesional seriado no pós-operatório. O queloide é uma cicatriz anormal que cresce além dos limites da ferida original. Por isso, o ensinamento clássico é evitar operar queloide, já que qualquer trauma pode gerar uma cicatriz ainda maior. Na orelha, esse risco é especialmente importante, porque uma recidiva pode deformar progressivamente a anatomia local. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra que alguns queloides podem ser abordados cirurgicamente com uma estratégia mais cuidadosa: o fuso intramarginal. Em vez de cortar todo o queloide pela base e ferir pele saudável, a cirurgia é feita por dentro da própria lesão. A maior parte do queloide é removida, mas uma borda ou parede da cicatriz anormal é preservada. Essa borda remanescente é usada para aproximar as bordas e formar uma cicatriz menor. O objetivo é evitar novo trauma em pele normal ao redor e reduzir o risco de uma recidiva maior e mais deformante. Depois da cirurgia, a aula reforça o papel do corticoide intralesional. As aplicações são feitas na cicatriz remanescente, em intervalos de aproximadamente 5 a 8 semanas, durante pelo menos um ano. Se o queloide estiver estável, o corticoide pode ser interrompido. Se ainda houver prurido ou algum sinal de crescimento, o acompanhamento e as aplicações podem ser prolongados. Os casos mostrados incluem pacientes com queloide após piercing e histórico de cirurgias prévias. A lógica da abordagem é respeitar os limites do queloide, remover a maior parte da lesão, preservar uma base estratégica e usar essa cicatriz como local de aplicação regular do corticoide intralesional. A mensagem principal da aula é que a cirurgia do queloide não deve ser pensada como uma simples retirada da lesão. Ela exige planejamento, respeito à cicatriz anormal, fechamento cuidadoso e tratamento intralesional prolongado. O que você vai aprender Entender o queloide como uma cicatriz anormal que ultrapassa os limites da ferida. Reconhecer por que operar queloide de forma convencional pode piorar o problema. Compreender o risco de recidiva maior e deformidade na orelha. Entender o conceito de fuso intramarginal. Saber por que a cirurgia pode ser feita por dentro do próprio queloide. Remover a maior parte da lesão sem ferir pele saudável desnecessariamente. Usar a borda do queloide para aproximar as bordas da ferida. Aplicar corticoide intralesional na cicatriz residual. Organizar o seguimento com aplicações a cada 5 a 8 semanas. Manter acompanhamento prolongado por pelo menos um ano. Valorizar prurido e crescimento como sinais de atividade do queloide. Entender por que casos recidivados exigem planejamento ainda mais cuidadoso.
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Cisto epidermoide: excisão fusiforme
5:26
Cisto epidermoide: excisão fusiforme
Entenda o raciocínio cirúrgico no cisto epidermoide, incluindo fuso intramarginal, retirada da parede do cisto e alternativas como punch com curetagem. O cisto epidermoide, também chamado de cisto infundibular, costuma se apresentar como uma pápula ou nódulo normocrômico, levemente amarelado, com orifício central. Como é uma alteração localizada na derme, seu tratamento não deve ser superficial. A cirurgia precisa ganhar profundidade para remover a estrutura do cisto. Apesar disso, o cisto é uma lesão benigna. Portanto, não há necessidade de margem de segurança como em uma lesão maligna. A cirurgia pode ser feita de forma intramarginal, com um fuso desenhado por dentro do próprio cisto. Uma possibilidade é fazer o fuso sobre o cisto, entrar com a lâmina a 90 graus e, ao chegar no nível da lesão, começar a contornar sua parede até a derme profunda ou o subcutâneo. O objetivo é retirar o cisto por completo, preservando o melhor resultado estético possível. Na prática, o cisto pode romper durante a cirurgia. O problema principal da ruptura é o risco de contaminação, já que o cisto se comunica com o meio externo pelo orifício central e pode conter bactérias. Mesmo assim, a ruptura não significa falha obrigatória, desde que haja manipulação delicada, remoção completa do conteúdo e retirada de toda a parede do cisto. A parede remanescente é o principal ponto de atenção: se sobrar parede, o cisto pode recidivar. Por isso, boa iluminação e, quando possível, magnificação ajudam a confirmar que não ficou cápsula ou parede na derme ou no subcutâneo. A aula também apresenta a opção de punch com curetagem em cistos pequenos. A técnica consiste em fazer um punch no centro do cisto, expor o conteúdo, esvaziar por pressão e usar a cureta para remover a parede remanescente. Depois, pode-se limpar com gaze e soro fisiológico, e muitas vezes um ponto já resolve o fechamento. O mesmo princípio pode ser usado em cistos maiores com um fuso pequeno: abrir, esvaziar o conteúdo, reduzir o volume e depois remover a parede. Essa estratégia permite uma incisão menor, mas exige atenção para não deixar restos da parede do cisto. A aula reforça também o que não faz sentido no cisto epidermoide. Procedimentos superficiais, como excisão tangencial, curetagem isolada e eletrocoagulação, não resolvem o problema. A incisão linear, como na cirurgia do lipoma, também não é a melhor lógica, porque o cisto é aderido à epiderme e geralmente alguma porção da pele precisa sair. A decisão prática envolve equilíbrio: um fuso menor pode gerar cicatriz menor, mas pode romper o cisto e reduzir a visualização. Um fuso maior pode facilitar a retirada completa do cisto inteiro, mas às custas de uma cicatriz maior. O que você vai aprender Reconhecer o cisto epidermoide como pápula ou nódulo normocrômico, levemente amarelado, com orifício central. Entender que o cisto epidermoide é uma alteração localizada na derme. Compreender por que procedimentos superficiais não resolvem o cisto. Diferenciar o raciocínio do cisto benigno do raciocínio de uma lesão maligna. Planejar um fuso intramarginal por dentro do próprio cisto. Contornar a parede do cisto até derme profunda ou subcutâneo. Entender o que fazer quando o cisto rompe durante a cirurgia. Valorizar boa luz e magnificação para identificar restos de parede. Reconhecer que parede remanescente aumenta risco de recidiva. Usar punch com curetagem em cistos pequenos selecionados. Diferenciar a cirurgia do cisto da cirurgia do lipoma. Equilibrar tamanho do fuso, visualização, remoção completa e resultado estético.
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Lipoma: incisão linear e divulsão
3:42
Lipoma: incisão linear e divulsão
Entenda como planejar a cirurgia do lipoma usando incisão linear e divulsão, sem remover pele desnecessariamente. O lipoma é uma proliferação benigna de adipócitos localizada no subcutâneo. Na prática, costuma se apresentar como um nódulo amolecido, subcutâneo, muitas vezes percebido pelo paciente como uma “bolinha de gordura”. Como o lipoma está abaixo da pele, não é necessário fazer um fuso para acessá-lo. O fuso remove pele, e no lipoma, em geral, o objetivo é apenas acessar o subcutâneo. Por isso, a incisão linear costuma ser a melhor lógica. Nesta aula, Dr. Caio Formiga mostra como planejar essa incisão. Primeiro, delimita-se o tamanho do lipoma. Depois, traça-se uma linha respeitando a geometria da lesão. Em lipomas mais ovais, a incisão pode seguir o maior eixo do lipoma. Sempre que possível, também se considera o sentido das BEST lines, as linhas de tensão biodinâmicas da pele. Uma estratégia prática é dividir a marcação em três terços e começar a incisão pelo terço médio. A partir desse acesso inicial, o lipoma é exposto e solto por divulsão. A divulsão é feita com tesoura de ponta romba. A tesoura entra fechada, contorna o lipoma e abre os tecidos ao redor, soltando a lesão progressivamente no subcutâneo. Se a visualização não for suficiente ou se o lipoma for maior do que o esperado, a incisão pode ser ampliada. Não é necessário começar com uma incisão muito grande, mas também não é seguro insistir em operar sem enxergar bem. No lipoma, boa visualização é fundamental para evitar lesão de vasos e complicações. A aula também apresenta o conceito de dissecção hídrica: o próprio líquido anestésico pode ajudar a delimitar e soltar o lipoma, desenhando o caminho da lesão e facilitando a divulsão. Após a retirada, em casos menores e bem delimitados, uma sutura simples pode ser suficiente. Em lipomas muito extensos, pode ser necessário aproximar o subcutâneo para não deixar espaço morto, o que aumenta a complexidade da cirurgia. Por fim, a aula reforça os limites da cirurgia ambulatorial. Lipomas muito grandes, profundos ou extensos não são ideais para remoção em consultório. Nesses casos, o procedimento deve ser considerado em centro cirúrgico, com estrutura adequada. O que você vai aprender Reconhecer o lipoma como uma proliferação benigna de adipócitos no subcutâneo. Entender por que o lipoma não exige remoção de pele em formato de fuso. Planejar uma incisão linear para acessar o lipoma. Delimitar o tamanho e a geometria da lesão antes da cirurgia. Considerar o maior eixo do lipoma no planejamento da incisão. Usar as BEST lines para orientar o sentido da incisão quando possível. Dividir a marcação em três terços e iniciar pelo terço médio. Fazer divulsão com tesoura de ponta romba. Ampliar a incisão quando a visualização for insuficiente. Entender por que operar lipoma sem boa visualização é arriscado. Usar a dissecção hídrica com o anestésico para ajudar a soltar a lesão. Entender quando é necessário aproximar o subcutâneo para evitar espaço morto. Saber quando lipomas grandes devem ser encaminhados para centro cirúrgico.
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Conclusão do Algoritmo: como escolher a cirurgia para cada proliferação da pele
6:36
Conclusão do Algoritmo: como escolher a cirurgia para cada proliferação da pele
Revise o algoritmo prático para diagnosticar e tratar as principais proliferações da pele, escolhendo a técnica cirúrgica de acordo com a profundidade da lesão. Nesta aula, Dr. Caio Formiga conclui o raciocínio do módulo: antes de escolher a técnica, é preciso definir onde a proliferação está localizada. A lesão é superficial, na epiderme e derme superficial? É uma proliferação epidérmica com potencial de invadir a derme? É predominantemente dérmica? Ou está no subcutâneo? As proliferações superficiais incluem fibroma mole, lentigo solar, ceratose seborreica, verruga viral e ceratose actínica. Como ficam na superfície da pele, devem ser tratadas com procedimentos superficiais, como excisão tangencial, curetagem, eletrocoagulação ou cauterização química com ácido tricloroacético, ATA. As proliferações epidérmicas com potencial de invasão incluem carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, melanoma e nevo melanocítico. Quando o objetivo é remover a lesão por completo, o raciocínio é fazer uma exérese fusiforme extramarginal, com margem de segurança, respeitando proporção do fuso, ângulo de aproximadamente 30 graus, lâmina a 90 graus e profundidade geralmente até o subcutâneo. Nas proliferações predominantemente dérmicas, como dermatofibroma, queloide, cisto epidermoide e cisto triquilemal, também é necessário fazer uma cirurgia que inclua a derme. Porém, quando são lesões benignas, não é necessário usar margem de segurança oncológica. Nesses casos, pode-se usar um fuso intramarginal, desenhado por dentro da própria lesão. No dermatofibroma, esse fuso pode ajudar a confirmar o diagnóstico e melhorar o aspecto estético. No queloide, a cirurgia por dentro da lesão permite usar a parede remanescente como base para a nova cicatriz, que depois será acompanhada e tratada com corticoide intralesional. Nos cistos, o raciocínio é abrir por dentro do próprio cisto e soltar sua parede dentro da pele. A aula reforça uma exceção importante: se houver suspeita de uma proliferação dérmica maligna, como dermatofibrossarcoma ou outro sarcoma, o raciocínio muda. Nesse cenário, é preciso margem de segurança e planejamento oncológico. Por fim, o lipoma pertence ao grupo das proliferações do subcutâneo. Como é uma proliferação benigna de adipócitos abaixo da pele, não faz sentido remover pele em formato de fuso nem usar procedimentos superficiais. O acesso é feito por incisão linear, geralmente pelo terço médio da lesão, seguido de divulsão com tesoura para soltar e remover o lipoma. A mensagem final é que respeitar a profundidade e o comportamento da lesão permite escolher a técnica mais adequada para cada situação. O que você vai aprender Revisar o algoritmo prático das proliferações da pele. Classificar as lesões em superficiais, epidérmicas invasivas, dérmicas e subcutâneas. Entender por que a profundidade define a técnica cirúrgica. Escolher entre excisão tangencial, curetagem, eletrocoagulação e ATA para lesões superficiais. Entender quando usar exérese fusiforme extramarginal com margem de segurança. Revisar proporção do fuso, ângulo de 30 graus e lâmina a 90 graus. Entender o conceito de fuso intramarginal. Diferenciar fuso intramarginal em lesões benignas de fuso com margem em lesões malignas. Aplicar o raciocínio intramarginal ao dermatofibroma, queloide, cisto epidermoide e cisto triquilemal. Entender por que o lipoma exige incisão linear e divulsão.

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Biópsia por punch na região frontal: profundidade, segurança e diagnóstico vascular
novo1:56
Biópsia por punch na região frontal: profundidade, segurança e diagnóstico vascular
A aula apresenta o caso de um paciente com pápula eritematosa e vasos visíveis na região frontal. A principal suspeita clínica era de proliferação vascular, com carcinoma basocelular no diagnóstico diferencial. Diante desse cenário, a conduta escolhida foi uma biópsia incisional com punch de 4 mm. O procedimento é usado para explicar a lógica do punch: uma estrutura cilíndrica com lâmina na ponta, que deve ser girada progressivamente até atingir o plano desejado. Apesar de transmitir sensação de segurança, especialmente para médicos em início de treinamento cirúrgico, o punch pode aprofundar muito mais do que o necessário se não houver controle adequado da força e da profundidade. A aula reforça que mesmo um punch pequeno pode atingir planos profundos e lesar estruturas vasculares ou nervosas, especialmente na região frontal. Por isso, o objetivo técnico é chegar ao subcutâneo superficial e remover a amostra rente a esse plano, preservando epiderme, derme e subcutâneo para avaliação histopatológica. No caso apresentado, o resultado foi hemangioma venoso, uma proliferação benigna, com boa cicatrização e sem necessidade de cirurgia maior. A aula destaca, assim, o valor da biópsia incisional bem indicada: além de confirmar o diagnóstico, ela pode evitar procedimentos mais amplos quando não são necessários. O que você vai aprender Reconhecer uma pápula eritematosa com vasos visíveis como possível proliferação vascular. Diferenciar uma suspeita vascular de diagnósticos diferenciais como carcinoma basocelular. Indicar biópsia incisional com punch quando a confirmação histopatológica pode mudar a conduta. Aplicar o punch de 4 mm com controle progressivo da profundidade. Identificar o subcutâneo superficial como plano adequado para a amostra. Evitar aprofundamento excessivo em áreas com estruturas vasculares e nervosas importantes. Interpretar a importância de incluir epiderme, derme e subcutâneo na avaliação histopatológica. Valorizar a biópsia incisional como forma de evitar cirurgias maiores desnecessárias.
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Carcinoma basocelular: biópsia incisional punch
1:24
Carcinoma basocelular: biópsia incisional punch
Carcinoma basocelular: biópsia incisional com punch
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Ceratose seborreica: curetagem superficial, profundidade ideal e segurança diagnóstica
novo1:15
Ceratose seborreica: curetagem superficial, profundidade ideal e segurança diagnóstica
A aula apresenta a curetagem como uma excelente opção para o tratamento da ceratose seborreica, uma proliferação superficial da pele. O objetivo é remover a lesão de forma controlada, preservando o melhor resultado estético possível e evitando aprofundamento desnecessário. O principal ponto técnico é entender até onde curetar. Durante o procedimento, a lesão é raspada progressivamente até o nível da derme superficial. O aparecimento de pequenos pontos de sangramento indica a presença de vasos da derme papilar e serve como referência prática de que a profundidade adequada foi alcançada. Nesse momento, se o diagnóstico de ceratose seborreica estiver correto, não há necessidade de aprofundar mais. A aula também reforça a principal limitação da curetagem: o material removido fica fragmentado, o que prejudica a avaliação histopatológica íntegra. Por isso, a técnica não deve ser utilizada quando houver qualquer suspeita de malignidade ou dúvida diagnóstica relevante. Nesses casos, é fundamental escolher uma abordagem que preserve melhor a arquitetura da lesão para análise anatomopatológica. Após a remoção, a orientação prática apresentada é o uso de vaselina ou pomada, com expectativa de boa cicatrização quando a técnica é bem indicada e realizada de forma superficial. O que você vai aprender Reconhecer a ceratose seborreica como uma proliferação superficial da pele. Indicar curetagem como opção terapêutica quando houver alta convicção diagnóstica. Aplicar a curetagem de forma progressiva até a derme superficial. Interpretar os pontos de sangramento como vasos da derme papilar. Evitar aprofundamento desnecessário após atingir o plano adequado. Diferenciar uma situação segura para curetagem de uma lesão com necessidade de histopatologia íntegra. Valorizar a preservação do material anatomopatológico quando houver suspeita de malignidade. Conduzir o cuidado pós-procedimento com cobertura tópica e orientação de cicatrização.
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Ceratose seborreica: curetagem
0:59
Ceratose seborreica: curetagem
Ceratose seborreica: curetagem
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Ceratose seborreica: excisão tangencial, curetagem complementar e resultado estético
novo2:45
Ceratose seborreica: excisão tangencial, curetagem complementar e resultado estético
A aula apresenta a ceratose seborreica como uma proliferação epidérmica superficial e mostra por que, nesses casos, a abordagem deve respeitar essa característica: o procedimento também deve ser superficial. A técnica escolhida foi a excisão tangencial, buscando remover a lesão rente à pele, sem aprofundamento desnecessário. Um ponto importante da aula é o uso do próprio líquido anestésico para realizar uma dissecção hídrica. O líquido ajuda a soltar a lesão e cria um plano que facilita a passagem da lâmina. Após a anestesia, aguarda-se alguns minutos para o efeito vasoconstritor, tornando o procedimento mais controlado. Na parte técnica, a aula reforça que a lâmina deve ficar praticamente paralela à pele, próxima de zero grau. A pele precisa ser esticada e estabilizada para que a lesão não se mova e para que o plano de corte permaneça regular. O objetivo ideal é entrar por uma borda e sair pela borda oposta, retirando a ceratose seborreica de forma completa e superficial. Também é discutida a segurança durante a estabilização da lesão. Embora a mão possa ser usada para manter a ceratose no lugar, essa manobra aumenta o risco de acidente perfurocortante. Por isso, especialmente durante o aprendizado, a aula orienta o uso de uma pinça dente de rato com toque leve, ou apenas encostada na lesão, para evitar fragmentação e aumentar a segurança. No caso demonstrado, a maior parte da lesão foi removida pela excisão tangencial, mas permaneceu um pequeno resíduo. A conduta escolhida foi complementar com curetagem, raspando apenas a porção acastanhada remanescente, sem buscar profundidade. A amostra principal foi enviada para histopatologia, que confirmou ceratose seborreica. A aula finaliza destacando que o objetivo é atingir apenas a derme superficial, com tendência a boa cicatrização e melhor resultado estético. O que você vai aprender Reconhecer a ceratose seborreica como uma proliferação epidérmica superficial. Indicar excisão tangencial como opção para remoção superficial da lesão. Aplicar a dissecção hídrica com o próprio líquido anestésico para criar um plano de clivagem. Conduzir a lâmina rente à pele, próxima de zero grau, durante o shaving. Estabilizar a pele e a lesão para manter um plano de corte regular. Evitar acidente perfurocortante ao substituir a mão por pinça dente de rato quando necessário. Complementar a remoção com curetagem superficial quando houver resíduo. Valorizar o envio da amostra íntegra para histopatologia quando a lesão for removida.
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Ceratose seborreica: excisão tangencial.
1:15
Ceratose seborreica: excisão tangencial.
Ceratose seborreica: excisão tangencial (shaving).
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Ceratose seborreica inflamada: excisão tangencial
4:12
Ceratose seborreica inflamada: excisão tangencial
Ceratose seborreica inflamada: excisão tangencial (shaving)
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Dermatose papulosa nigra: curetagem segura em fototipos altos
novo2:28
Dermatose papulosa nigra: curetagem segura em fototipos altos
A aula apresenta a dermatose papulosa negra como uma variante de ceratose seborreica, caracterizada por pequenas pápulas acastanhadas acumuladas principalmente na face e no pescoço de pessoas com fototipo alto. Por se tratar de uma proliferação superficial, a curetagem pode ser uma excelente opção quando o diagnóstico é adequado e a técnica respeita a profundidade correta. O ponto central da aula é que o procedimento deve ser seletivo e superficial. A curetagem deve remover apenas a epiderme e a derme superficial, sem insistir excessivamente na pele íntegra ao redor. Para isso, a aula reforça a importância de trabalhar com lupa, boa iluminação, calma e remoção uma a uma das lesões. Também é discutido um erro comum: tentar retirar a lesão a todo custo, aprofundando demais ou ampliando demais a curetagem lateral. Essa conduta aumenta o risco de mancha e cicatriz, especialmente em pacientes com fototipo alto. Quando a lesão não sai completamente com uma curetagem superficial, a orientação prática apresentada é parar, permitir a cicatrização e considerar outro procedimento posteriormente, como laser ou nova curetagem em outro momento. A aula destaca ainda a principal vantagem da curetagem na dermatose papulosa negra: por ser um procedimento frio, tende a oferecer menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação pós-inflamatória quando comparada a abordagens mais agressivas, como eletrocoagulação intensa, nitrogênio líquido ou lasers muito ablativos e profundos. A segurança do procedimento depende de respeitar a profundidade adequada e os limites reais da lesão. O que você vai aprender Reconhecer a dermatose papulosa negra como uma variante de ceratose seborreica. Identificar pequenas pápulas acastanhadas na face e no pescoço em pacientes com fototipo alto. Indicar curetagem como opção superficial quando houver diagnóstico adequado. Diferenciar ceratose seborreica de outras lesões, como nevo melanocítico, antes de curetar. Aplicar a curetagem uma a uma, com lupa, boa iluminação e controle da profundidade. Evitar curetagem profunda ou ampla demais, reduzindo risco de mancha e cicatriz. Conduzir casos incompletos com cautela, interrompendo o procedimento quando necessário. Comparar a curetagem com eletrocoagulação, nitrogênio líquido e lasers ablativos em relação ao risco de alteração pigmentar.
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Doença de Bowen na face: diagnóstico, shaving, curetagem e conduta pós-histopatologia
9:14
Doença de Bowen na face: diagnóstico, shaving, curetagem e conduta pós-histopatologia
A aula apresenta um caso clínico-cirúrgico de lesão eritematosa e ceratótica na face, em paciente jovem com pele clara e histórico de exposição solar importante. O objetivo é mostrar o raciocínio prático diante de uma lesão suspeita para o espectro do carcinoma espinocelular, considerando hipóteses como ceratose actínica, Doença de Bowen e carcinoma espinocelular invasivo. São discutidas as principais possibilidades de abordagem inicial: biópsia incisional, biópsia excisional e excisão tangencial por shaving. O caso demonstra por que uma excisão ampla inicial pode ser excessiva em uma lesão extensa de face sem confirmação diagnóstica, especialmente em paciente jovem e em região de grande impacto estético. Na parte prática, a aula mostra a sequência do procedimento: antissepsia, anestesia local com lidocaína e epinefrina, remoção tangencial da lesão, coleta em amostras, curetagem complementar e eletrocoagulação. Também são reforçados os limites da técnica: ela pode ser útil em proliferações superficiais, mas não é tratamento padrão para carcinoma espinocelular invasivo, carcinoma basocelular nodular ou melanoma. Por fim, a aula revisa a evolução pós-operatória, o resultado estético inicial, o laudo histopatológico compatível com carcinoma espinocelular in situ / Doença de Bowen, a interpretação das margens e a decisão de complementar o tratamento com imiquimode. O que você vai aprender Reconhecer uma placa eritemato-ceratótica suspeita em área fotoexposta. Diferenciar ceratose actínica, Doença de Bowen e carcinoma espinocelular invasivo no raciocínio clínico. Indicar quando considerar biópsia incisional, excisional ou excisão tangencial. Aplicar a lógica do shaving em lesões superficiais suspeitas. Conduzir a complementação com curetagem e eletrocoagulação. Interpretar um histopatológico de carcinoma espinocelular in situ. Evitar o uso inadequado de técnicas superficiais em lesões invasivas. Planejar conduta complementar conforme resultado histológico, margens e contexto clínico. Tags Doença de Bowen; carcinoma espinocelular in situ; CEC in situ; ceratose actínica; shaving; excisão tangencial; curetagem; eletrocoagulação; câncer de pele; lesão facial; histopatologia; imiquimode; dermatologia cirúrgica; casos clínicos; conduta prática. Categoria Câncer de pele; Cirurgia dermatológica básica; Procedimentos; Casos clínicos; Condutas práticas; Dermatologia clínica.
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Verruga viral HPV: excisão tangencial
2:05
Verruga viral HPV: excisão tangencial
Verruga viral HPV: excisão tangencial
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Carcinoma basocelular bem delimitado: excisão fusiforme com margem e plano seguro
novo3:20
Carcinoma basocelular bem delimitado: excisão fusiforme com margem e plano seguro
A aula apresenta a abordagem cirúrgica de um carcinoma basocelular bem delimitado, descrito como nódulo eritematoso e perolado, com vasos ramificados à dermatoscopia. Como a lesão estava em uma área com boa disponibilidade de pele e sem estruturas nobres adjacentes, a conduta escolhida foi a biópsia excisional por excisão fusiforme. O procedimento é explicado com foco na lógica do fuso: desenhar a incisão ao redor da lesão, respeitar margem de segurança — neste caso, de pelo menos 5 mm — e remover a lesão em bloco. Um ponto central da aula é o posicionamento da lâmina: nas laterais, ela deve trabalhar próxima de 90 graus em relação à pele; ao atingir o subcutâneo, deve deitar e seguir rente ao plano profundo. Durante a retirada da peça, a aula mostra a importância de tracionar o tecido para visualizar exatamente onde a lesão ainda está presa, evitando movimentos aleatórios e cortes sem alvo definido. Também é discutido o papel da epinefrina na redução do sangramento, facilitando a hemostasia e tornando o procedimento mais controlado. Na etapa de sutura, é reforçada a possibilidade de iniciar o fechamento pelo centro da ferida e a importância do uso da pinça dente de rato para quem está aprendendo cirurgia dermatológica, especialmente como medida de segurança para reduzir o risco de acidente perfurocortante. Ao final, a histopatologia confirmou carcinoma basocelular com margens livres, e a cicatrização foi conduzida com pontos simples. O que você vai aprender Reconhecer sinais clínicos e dermatoscópicos sugestivos de carcinoma basocelular. Indicar biópsia excisional por excisão fusiforme em uma lesão bem delimitada e localizada em área favorável. Planejar o fuso cirúrgico com margem de segurança adequada ao caso. Aplicar o posicionamento correto da lâmina nas laterais e no plano profundo. Conduzir a dissecção rente ao subcutâneo para remover a lesão em bloco. Evitar movimentos aleatórios da lâmina durante a liberação da peça. Interpretar o papel da epinefrina no controle do sangramento intraoperatório. Utilizar a pinça dente de rato como recurso de segurança durante o aprendizado cirúrgico.
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Carcinoma basocelular: excisão fusiforme, margens e plano de dissecção
novo3:16
Carcinoma basocelular: excisão fusiforme, margens e plano de dissecção
A aula apresenta a abordagem cirúrgica de uma lesão compatível com carcinoma basocelular, descrita clinicamente por eritema, brilho perolado e vasos ramificados. A conduta escolhida foi a biópsia excisional por excisão fusiforme, com desenho do fuso ao redor da lesão e planejamento de margem de segurança lateral. O foco principal está na execução técnica do procedimento. Na incisão lateral, a lâmina deve ser mantida próxima de 90 graus em relação à pele. Ao atingir o subcutâneo, a orientação muda: a lâmina passa a trabalhar rente à pele, acompanhando o plano profundo sem ganhar profundidade desnecessária. A aula também mostra a importância de tracionar o tecido para identificar exatamente onde a peça ainda está presa, manter um plano regular no subcutâneo e evitar lesão de estruturas profundas. No fechamento, é reforçado que a agulha não precisa avançar excessivamente no subcutâneo e que pequenos sangramentos de parede podem ser controlados pela própria sutura, quando adequado. É uma aula prática para quem deseja aperfeiçoar a excisão fusiforme em cirurgia dermatológica básica, com mais segurança, precisão e controle do plano cirúrgico. O que você vai aprender Reconhecer sinais clínicos sugestivos de carcinoma basocelular. Indicar a biópsia excisional por excisão fusiforme em uma lesão compatível com CBC. Planejar o desenho do fuso respeitando a margem de segurança lateral. Aplicar o ângulo correto da lâmina durante a incisão. Conduzir a dissecção no nível do subcutâneo sem aprofundar além do necessário. Evitar lesões de estruturas profundas durante a retirada da peça e a sutura. Controlar pequenos sangramentos de parede com a própria sutura, quando adequado.
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Carcinoma basocelular: remoção em bloco no plano do subcutâneo
novo0:37
Carcinoma basocelular: remoção em bloco no plano do subcutâneo
A aula apresenta um procedimento de excisão fusiforme para carcinoma basocelular, com o desenho do fuso já realizado no início da demonstração. A etapa central mostrada é a remoção da peça no nível do subcutâneo, mantendo a lâmina rente à pele e acompanhando o plano onde a lesão ainda está presa. O principal ponto técnico é a construção de um plano uniforme durante a retirada da lesão. Para isso, a tração com a pinça ajuda a expor o caminho ideal da lâmina, mostrando exatamente onde o tecido ainda precisa ser liberado. Essa manobra torna a dissecção mais previsível e reduz cortes desnecessários. Após a remoção da peça, a aula sinaliza a próxima etapa do procedimento: a sutura. O caso teve diagnóstico de carcinoma basocelular, com margens livres no resultado final. É uma aula curta e objetiva para reforçar a lógica da remoção em bloco em cirurgia dermatológica básica, especialmente no controle do plano profundo e na importância da tração adequada durante a dissecção. O que você vai aprender Reconhecer a sequência básica de uma excisão fusiforme para carcinoma basocelular. Aplicar a dissecção no nível do subcutâneo durante a retirada da peça. Conduzir a lâmina rente à pele para manter um plano uniforme. Utilizar a tração com pinça para expor o caminho ideal da dissecção. Evitar cortes aleatórios durante a liberação da lesão. Interpretar a importância da remoção em bloco para avaliação de margens. Planejar a transição entre retirada da peça e fechamento por sutura.
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Carcinoma basocelular ulcerado: excisão fusiforme e dissecção no subcutâneo
novo3:50
Carcinoma basocelular ulcerado: excisão fusiforme e dissecção no subcutâneo
Carcinoma basocelular ulcerado: excisão fusiforme e dissecção no subcutâneo A aula apresenta a remoção cirúrgica de um carcinoma basocelular com aspecto perolado e ulceração central. A abordagem escolhida foi a biópsia excisional por excisão fusiforme, começando pelo desenho do fuso e pela definição do caminho cirúrgico antes de ganhar profundidade. O principal ponto técnico é a sequência da incisão: primeiro o desenho do trajeto, depois o aprofundamento até o subcutâneo. A aula mostra como reconhecer esse plano pela mudança de cor, pelo aspecto amarelado e pela alteração da resistência sentida pela lâmina. Enquanto a derme oferece maior firmeza, o subcutâneo permite uma passagem mais suave, funcionando como referência para interromper o aprofundamento vertical e iniciar a liberação profunda da peça. Durante a dissecção, é reforçada a importância de trabalhar sempre sob visão direta. A lâmina não deve avançar às cegas: a peça deve ser tracionada, o ponto de aderência deve ser identificado e o corte deve seguir rente ao subcutâneo. A aula também discute a hemostasia durante a retirada, mostrando que vasos pequenos muitas vezes podem ser controlados sem eletrocoagulação, mas que a eletrocoagulação pode ser usada quando a visualização do plano estiver prejudicada. Por fim, a aula destaca a lógica tridimensional da excisão fusiforme: lâmina próxima de 90 graus nas bordas e próxima de 0 grau no plano profundo. Após a remoção completa da lesão, o fechamento com pontos simples é apresentado como uma estratégia objetiva, capaz de oferecer bom resultado estético e reduzir o tempo cirúrgico, especialmente em pacientes idosos com câncer de pele. O que você vai aprender Reconhecer um carcinoma basocelular com aspecto perolado e ulceração central. Planejar o desenho do fuso antes de aprofundar a incisão. Identificar o plano do subcutâneo pela cor, textura e resistência percebida pela lâmina. Aplicar a lógica da lâmina em 90 graus nas bordas e 0 grau no plano profundo. Conduzir a remoção da peça sob visão direta, evitando movimentos às cegas. Utilizar a tração da amostra para localizar os pontos de aderência. Indicar hemostasia por compressão ou eletrocoagulação conforme a visualização do campo. Valorizar o ponto simples como fechamento objetivo em cirurgia dermatológica básica.
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Carcinoma basocelular na asa do nariz
5:10
Carcinoma basocelular na asa do nariz
Carcinoma basocelular na asa do nariz: biópsia excisional.
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Carcinoma basocelular: biópsia excisional
3:49
Carcinoma basocelular: biópsia excisional
Carcinoma basocelular (CBC). Biópsia excisional: exérese fusiforme (fuso) com margens de segurança.
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Carcinoma basocelular: biópsia excisional
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Carcinoma basocelular: biópsia excisional
Carcinoma basocelular (CBC). Biópsia excisional: exérese fusiforme com margens de segurança.
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Carcinoma basocelular (CBC) no dorso: biópsia excisional
4:12
Carcinoma basocelular (CBC) no dorso: biópsia excisional
Carcinoma basocelular (CBC) no dorso: biópsia excisional
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Nevo melanocítico intradérmico: quando fazer fuso e quando considerar shaving
novo1:39
Nevo melanocítico intradérmico: quando fazer fuso e quando considerar shaving
A aula apresenta um nevo melanocítico intradérmico com aspecto de pápula papilomatosa, maior relevo no centro, esmaecimento em direção às bordas e pigmentação mais central. A partir desse caso, é discutida a escolha da técnica cirúrgica conforme o objetivo do procedimento. Quando a intenção é remover a lesão por completo, a conduta demonstrada é a biópsia excisional em fuso, com margem de segurança e dissecção no plano adequado. A aula reforça que, especialmente nos nevos intradérmicos, deve-se considerar que a proliferação pode se estender em profundidade, inclusive até o subcutâneo. Também são discutidas alternativas como excisão tangencial e eletrocoagulação. Essas técnicas podem ser consideradas quando o objetivo é reduzir o relevo da lesão, mas é fundamental que médico e paciente compreendam que, nesses casos, a lesão pode não ser removida por completo. Na parte técnica, a aula mostra a lógica da excisão fusiforme: desenho do fuso nas laterais, dissecção rente à pele no nível do subcutâneo, com a lâmina praticamente a zero grau, sem aprofundar além do necessário. O fechamento é feito com sutura, e a aula reforça que o resultado costuma ser muito bom quando a técnica é bem indicada e executada. O que você vai aprender Reconhecer o aspecto clínico de um nevo melanocítico intradérmico papilomatoso. Diferenciar remoção completa da lesão e simples redução do relevo. Indicar biópsia excisional em fuso quando o objetivo for remover o nevo por completo. Interpretar os limites da excisão tangencial e da eletrocoagulação em nevos intradérmicos. Aplicar a lógica do plano cirúrgico no subcutâneo durante a excisão fusiforme. Conduzir a lâmina rente à pele, em plano profundo, sem aprofundar desnecessariamente. Orientar o paciente sobre a diferença entre resultado estético e remoção completa. Planejar a técnica cirúrgica conforme o objetivo clínico e a expectativa do paciente.
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Poroma écrino plantar: diagnóstico diferencial, excisão em fuso e histopatologia
novo4:37
Poroma écrino plantar: diagnóstico diferencial, excisão em fuso e histopatologia
A aula apresenta um caso de nódulo vascular sobre uma placa hemorrágica na região plantar, cuja hipótese inicial foi poroma écrino. A partir da morfologia da lesão, são discutidos achados úteis para o raciocínio diagnóstico, como o aspecto vascular, o pequeno fosso ao redor da lesão e a localização palmoplantar. O diagnóstico diferencial inclui granuloma piogênico, especialmente no contexto de trauma, e melanoma amelanótico, hipótese que torna fundamental evitar abordagens destrutivas sem confirmação histopatológica. Por isso, a conduta escolhida foi a biópsia excisional, removendo a lesão por completo. Na parte técnica, a aula mostra a anestesia com lidocaína e epinefrina, o desenho do fuso ao redor da lesão e a necessidade de avançar lentamente na região plantar, por se tratar de uma pele mais espessa. O procedimento reforça a importância de manter a lâmina a 90 graus nas bordas, atingir o subcutâneo de maneira controlada e, depois, deitar a lâmina para seguir rente ao encontro entre pele e subcutâneo. Também são discutidos pontos práticos de hemostasia. Apesar do sangramento rápido, a compressão e a própria sutura podem ser suficientes em muitos casos, sem necessidade de eletrocoagulação. O fechamento foi realizado com nylon mais espesso, pela maior tensão e espessura da pele plantar, com boa evolução após sutura simples. Ao final, a histopatologia confirmou poroma écrino com margens livres. A aula reforça que não é interessante destruir um nódulo vascular friável apenas com eletrocoagulação, mesmo quando há alta suspeita clínica de poroma, porque o material deve ser enviado para exame anatomopatológico. Além disso, o poroma pode sofrer transformação maligna, com possibilidade de porocarcinoma, o que torna a confirmação histopatológica ainda mais importante. O que você vai aprender Reconhecer o aspecto clínico de um possível poroma écrino na região plantar. Diferenciar poroma écrino de granuloma piogênico e melanoma amelanótico. Indicar biópsia excisional quando houver necessidade de remover a lesão e confirmar o diagnóstico. Aplicar a técnica de excisão em fuso em pele plantar espessa. Conduzir a dissecção até o subcutâneo superficial de forma lenta e segura. Evitar movimentos profundos e abruptos na região plantar. Controlar o sangramento com compressão e sutura simples quando adequado. Valorizar a histopatologia para confirmar poroma écrino, avaliar margens e evitar atraso diagnóstico.
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